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10 anos de The Witcher 3: Wild Hunt— e a saudade ainda tem cheiro de grama molhada e poção quente

Tem jogo que envelhece. E tem jogo que amadurece. Que vira referência, afago, ferida aberta e trilha sonora de momentos importantes da nossa vida. Que ganha cheirinho de livro velho e sabor de café com lembrança. E é por isso que celebrar os 10 anos de The Witcher 3: Wild Hunt não é só uma data no calendário: é um ritual. Um feitiço coletivo. Um brinde a um jogo que virou lar.

Lançado em 18 de maio de 2015, TW3 foi mais que um RPG de mundo aberto: foi um espelho mágico. Um lugar onde a gente correu, amou, sofreu, escolheu (e se arrependeu depois), matou monstros e salvou corações quebrados — inclusive o nosso.

🐺 Um bruxo, uma espada, e um mundo maior do que os mapas

A gente conheceu Geralt de Rívia há muito tempo. Mas foi nesse terceiro jogo que ele realmente sentou na nossa sala, sujou o tapete com lama, e contou tudo sobre seus dilemas de pai adotivo, mercenário cansado e homem que sente mais do que deixa parecer.

Com um mundo gigantesco, personagens que pareciam ter vida própria (alô, Yennefer, saudades do seu sarcasmo elegante), e uma história que nos fazia rir e chorar no mesmo diálogo — The Witcher 3 virou um tipo de literatura interativa, onde cada escolha não era só gameplay, mas consequência emocional.

E mesmo depois de uma década, ainda tem gente (tipo eu, oi) começando um novo save só pra ouvir de novo aquele “Wind’s howling…” e sentir como se fosse a primeira vez.

🎬 Um trailer de aniversário que parece abraço

Pra comemorar essa década gloriosa, a CD PROJEKT RED lançou um trailer especial de aniversário — e olha, se você já teve um carinho por esse jogo, prepare o lencinho. É memória em forma de pixels. Um lembrete de tudo que vivemos nesse universo cinzento, mágico, brutal e poético.

É como rever fotos de uma viagem antiga: você lembra dos cheiros, das falas, dos silêncios. E, acima de tudo, lembra de como se sentiu ali.

🎙️ Doug Cockle e a voz que ficou pra sempre

Teve também edição especial do REDstreams, com o nosso bruxão da vida real, o dublador Doug Cockle (voz original do Geralt), ao lado de Borys Pugacz-Muraszkiewicz, que cuidou da adaptação em inglês do jogo.

Eles relembraram momentos da produção, contaram causos, riram e — sem querer — fizeram a gente se sentir parte dessa história. Porque é isso que esse jogo sempre fez: deixou a gente dentro do mundo, e não só olhando de fora.

🎨 Uma coleção de arte que parece magia presa em papel

E como se não bastasse, vem aí uma coleção maravilhosa de obras de arte inspiradas em The Witcher. Foram convidados 10 artistas que marcaram a série, incluindo Przemysław “TRUST” Trusciński (que desenhou o primeiro Geralt lá em 2007!) e Grzegorz Przybyś (o gênio por trás das aberturas épicas do terceiro jogo).

Essas artes estarão disponíveis em pôsteres, colecionáveis e mais. E você já sabe: vai ter quadro novo na minha parede. E provavelmente uma crise existencial tentando escolher qual arte comprar primeiro.

🎧 Áudio espacial: sinta a floresta… e o perigo atrás dela

Outro presentinho é o Immerse Gamepack da Embody, agora com suporte pra The Witcher 3. Ou seja: áudio espacial, daqueles que fazem você virar o pescoço achando que tem um nekkker atrás da sua cadeira.

E se você já tinha o pacote de Cyberpunk 2077, esse novo vem de graça. Porque bruxos também merecem som premium.

📚 The Little Witcher — Geralt papai e Ciri de moletom

Agora respira fundo porque essa parte é tão fofa que dá vontade de abraçar o monitor: está chegando The Little Witcher, uma coleção de quadrinhos encantadores que mostram o dia a dia de Geralt criando a pequena Ciri em Kaer Morhen.

Sim, é isso mesmo. Menos monstros, mais marmita e cobertor no sofá. Uma abordagem mais leve, mais afetuosa, mas ainda cheia de significado. Porque bruxos também têm corações, mesmo que escondidos entre cicatrizes.

💖 A comunidade, esse lugar de amor nerd

Mas o mais bonito de tudo — e eu digo isso com os olhos marejando — é ver como a comunidade de The Witcher 3 continua viva, forte e apaixonada. Tem cosplay, fanfic, mod, trilha sonora tocada no piano da tia-avó, e gente que nunca parou de revisitar Skellige só pra sentir o vento.

Celebrar 10 anos é celebrar essa galera toda. Esse mundo que a gente criou junto com a CDPR. Esse sentimento que não envelhece, só cresce.

✨ E o futuro?

A gente sabe que o universo de The Witcher vai continuar. Já tem continuação em produção, tem remake vindo aí, tem mais série, mais tudo. Mas nada — absolutamente nada — vai ocupar o lugar de Wild Hunt no nosso coração.

Porque foi ali que a gente aprendeu que:

  • Monstros nem sempre têm garras;

  • Magia nem sempre resolve;

  • Escolher o “bem maior” nem sempre é o suficiente;

  • E às vezes, o mais difícil é deixar alguém ir… ou decidir quem você vai ser.

🐺 10 anos depois, ainda é nosso

Então, CDPR, obrigada. Por Geralt, por Ciri, por Yennefer (mesmo com aquele temperamento), por Triss, por Dandelion (nunca falha), por Vesemir, por Roach (nossa égua ninja), por cada carta de Gwent e cada diálogo que ficou ecoando na alma.

E se você, leitor, está aí pensando “será que vale a pena jogar de novo?” — sim. Vale. Porque The Witcher 3: Wild Hunt não é só um jogo. É um momento na vida.

E o melhor de tudo? Ele ainda está aqui. Esperando você. Com o vento uivando, as espadas afiadas e aquela trilha sonora que entra no peito feito feitiço.

Magali "Pixel" Susana

Magali "Pixel" Susana é pseudônimo (para evitar gente chata me procurando nas redes)! Gamer das antigas, da época que checkpoint era coisa de filme de ficção científica. Com um coração pixelado e uma paixão que atravessa gerações, ela escreve para quem ama videogames com alma. Se você é da era dos disquetes, vai lembrar de mim... ou sentir que sempre me conheceu.
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