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3 anos do “Sonic de Chernobyl” : Por que odiamos tanto o primeiro design do filme?

Existe uma explicação científica para isso!

Com o grande sucesso do primeiro longa-metragem do mascote da SEGA, e com um sucesso ainda maior no segundo, que muitos consideram “a melhor adaptação dos games para as telonas”, parece que o primeiro trailer que apresentou a primeira versão do azulão (chamado pelos fãs de Sonic de Chernobyl) está praticamente esquecido.

Na época, o visual do Sonic conseguiu ser unânime em desagradar todo mundo, e a repercussão negativa foi tão grande que os desenvolvedores precisaram voltar aos estúdios e refazer o personagem para que ele se adequasse mais ao gosto do público-alvo e, felizmente, a nova encarnação deu certo. No entanto, você sabia que existe uma explicação científica para o público não ter gostado?  E ela se chama “vale da estranheza“.

A hipótese original do “vale da estranheza” foi criada pelo professor japonês de robótica Masahiro Mori no ano de 1970, que explica que quando réplicas humanas se comportam de forma muito parecida, mas não idêntica, a seres humanos reais, o nosso cérebro tende a ter uma resposta emocional repulsiva. Ele explica que quando um robô (e por consequência, filmes de computação gráfica), é “completamente humano”, nós tendemos a gerar empatia, mas quando ele é “praticamente humano”, mas não um humano de fato, é quando o objeto entra no “vale da estranheza”.

Nesse contexto que os desenvolvedores das cenas em computação gráfica falharam em criar o personagem, já que a primeira versão do Sonic procurava ser “o mais realista o possível”, porém sem perder as características que faziam o azulão ser o azulão. Portanto, ele entrou no vale da estranheza, causando um incômodo universal. Na época, até mesmo o criador do personagem, Naoto Ohshima, disse nas redes sociais que o personagem não precisa ser realista para funcionar em um filme live-action.

Já o visual definitivo não procura ser realista, mas sim cartunesco e sem tantas características humanas, o que agrada nossos olhos, mesmo que ele não seja exatamente igual aos games. O público agradece e que o Sonic de Chernobyl fique esquecido mesmo.

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