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No final de maio, aconteceu no hotel Hilton Barra, o Rio Esports Forum, destinado a fomentar o esports no Rio de Janeiro.

A ativação da cidade, como um dos principais polos para o desenvolvimento de novos negócios voltados para a área de games e esportes eletrônicos foi um dos principais pontos discutidos no evento, que contou com a presença de representantes do Ministério do Esporte; o vice-presidente Marco Antonio La Porta do COB – Comitê Olímpico do Brasil, autoridade de Governança do Legado Olímpico e atual administrador do Parque Olímpico, pesquisadores de inovação em esports e direito esportivo e diversas empresas líderes do setores de esports e esportes tradicionais.

O Forum, que inovou ao reunir figuras importantes dos dois cenários, os esportes eletrônicos e os esportes tradicionais, apresentou 5 resultados imediatos:

1 – O anúncio da abertura do calendário das arenas esportivas para os eventos de Esports pelo presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), Paulo Márcio Dias Mello.

2 – A identificação da necessidade de uma regulamentação no esports que inclua a criação de um tribunal arbitral, onde participem árbitros especialistas que representem as publishers, patrocinadoras, ligas, clubes e atletas. Neste cenário, alguns institutos do direito desportivo contemporâneo podem ser utilizados, mas sem o compromisso de replicar o modelo vigente.

3 – A geração de conteúdos e pautas de diversos temas complexos dentro do esports, como direito, inovação tecnológica, engajamento do fã, manutenção da audiência, convergência de esports com o esporte tradicional e profitabilidade num cenário de crise.

4 – Grandes marcas presentes como Coca-Cola, ESL, ESPN, Flamengo, GL events, Globo, IBM, Immortals, Live Arena, NBA, Twitch, UOL, Webedia foram indispensáveis para a credibilidade, legitimidade e compartilhamento de experiências. A transmissão de cases e expertise dos excelentes profissionais representando suas empresas, foram decisivos para que todos aqueles que trabalham com o esporte tradicional e o esports possam entender mais sobre os desafios profissionais, bem como as estratégias que podem ser utilizadas para ultrapassar as barreiras atuais.

5 – A discussão da ética, a governança e integridade esportiva. Foram abordadas pautas que preocupam a sociedade como o combate à corrupção no esporte, igualdade de gênero e respeito às minorias. Uma vez que o esports é notadamente inclusivo, surge a responsabilidade de criar valores, que rompam preconceitos que o esporte tradicional ainda não conseguiu. E neste contexto, surge a oportunidade de repensar as políticas públicas, numa ótica em que o digital, o geek, a gamificação e o esports ocupem um papel central.

O evento ainda proporcionou a oportunidade de networking e novos negócios, apresentando um grande avanço não somente para o cenário competitivo, mas para compreensão da nova forma de comunicação e expressão da geração millenial, de produzir conteúdo, ativar marcas e gerar engajamento.

E foi encerrado com o anúncio da possibilidade de recepcionarmos a Dreamhack Rio em 2019, por Arturo Castelo, diretor da Dreamhack Espanha e CEO da Encon Games.