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– Momento nostalgia – relembre desse clássico microcomputador da década de 80 de muito sucesso no Brasil –

Você já está na casa dos trinta anos? Ou está quase chegando lá? Então talvez se lembre do ZX Spectrum, um computador pré-geração dominação Bill Gates, lançado no Reino Unido em 1982, pela Sinclair Research. Foi com certeza um dos mais populares microcomputadores de 8 bits durante a década de 1980, fazendo um grande sucesso em todo o mundo, especialmente aqui no Brasil, com o seu genérico TK-90X, da Microdigital e o TK95, que vinha equipado com um teclado semiprofissional.

Os fundamentos em que se baseiam os computadores remetem à milhares de anos, com o surgimento do Ábaco e a Régua de Cálculos. Mas é na década de 1940 que os primeiros computadores eletrônicos começaram a aparecer, com tamanhos gigantescos, pesando toneladas e fazendo cálculos simples.

Foi só 30 anos depois que o microcomputador – o computador pessoal pequeno, com circuitos integrados – apareceu. O primeiro computador pessoal foi o Apple I, inventado em 1976 pelos americanos Steve Jobs (hoje uma verdadeira lenda) e Stephan Wozniak.

No início da década de 80 a IBM resolveu entrar no mercado da microinformática com o PC (Personal Computer) e contratou um jovem Bill Gates para desenvolver o Sistema Operacional MS-DOS, que se tornou um grande sucesso e dominou o público e mercado até a chegada do Windows em 1985 pela Microsoft.

Essa rivalidade entre Bill Gates e Steve Jobs abriu as portas para o mercado de microcomputadores, com vários outros países produzindo os seus próprios, como no Japão, Alemanha e Inglaterra. E assim surgiu o ZX-Spectrum, que na metade da década de 1980 encantou vários jovens brasileiros, com propagandas que prometiam revolucionar suas vidas.

Para os “micreiros” da época, o ZX causava admiração e beleza em quem o usava, apesar de uma relativamente vida curta, ele marcou toda uma época, deixando milhares de fãs saudosos e tristonhos, mas até hoje ainda é muito cultuado. Leia aqui toda a história de como, onde e quando ele surgiu e desapareceu.

O Início da geração “micro”

Steve Jobs e Bill Gates foram os pioneiros mais famosos da microcomputação, abrindo portas para outras mentes geniais e visionárias. Esse era o caso de Clive Sinclair, um tímido engenheiro inglês que já desde pequeno gostava de inventar projetos, especialmente os que envolvia componentes eletrônicos e minituarização – afinal seu pai e avô eram também engenheiros. Em 1961 ele fundou sua própria empresa, a Sinclair Radionics, especializada na produção de rádios, calculadoras e instrumentos eletrônicos. Sinclair formou outra empresa que viria a se chamar Sinclair Research.

Em 1979 ele então criou o micro ZX80, que fez um grande sucesso. A Ideia de Sinclair era desenvolver um produto prático de uso e com um preço acessível à população. O ZX80 cabia na palma da mão, tinha na época 1Kb de Ram (considerada bastante coisa) e operava a incríveis 3,25 MHz de velocidade de processamento (o Super Nintendo por exemplo, rodava à 3,58 MHz) e produzia imagens em preto e branco (na televisão como monitor), além de possuir um teclado de membrana de borracha. Usava uma linguagem de programação Basic embutida e simples de se usar, com um sistema de armazenamento de dados através fitas de áudio cassetes. A máquina era montada numa minúscula caixa plástica branca, com um teclado de membrana inteiriço, azul, na parte frontal. Houve problemas de durabilidade, confiabilidade e super-aquecimento. O sistema completo tinha cerca da metade do tamanho de dois livros de bolso colocados lado a lado (21,9 cm de comprimento por 17,5 cm de largura e 4 cm de altura) e pesava 375 g.

Ele começou uma revolução e suas vendas foram tão grandes que fez da Inglaterra a líder em vendas de computadores por um período. Claro que não demorou muito para aparecer aqui no Brasil seus “clones” respectivos, como o NE-Z80 da Nova Eletrônica/Prológica e o TK82, da Microdigital.

Mas Sinclair não se acomodou no sucesso da sua obra, e em 1981 lançou o ZX81. O novo aparelho trazia melhorias que agradou o público, e em pouco tempo ele já havia superado em vendas o seu antecessor (ele era ainda mais barato que o original, sendo vendido até por menos de US$100). O ZX81 foi clonado ilegalmente no Brasil por várias empresas através do uso de engenharia reversa, sendo as principais a Microdigital e a Prológica:

  • CDSE: Apply 300
  • Engebrás: AS-1000
  • Microdigital: TK82, TK82-C, TK83 (2 KiB RAM) e TK85 (16 KiB RAM, clone do TS1500).
  • Prológica: NE-Z80, NE-Z8000, CP200 (16 KiB RAM) e CP200S (16 KiB RAM).
  • Ritas: Ringo R-470 (com 16 KiB de RAM, parcialmente compatível, mas com funções do teclado em teclas diferentes e gravação em High Speed a 4800bps, incompatibilizando suas gravações com os outros modelos).

Surge o ZX Spectrum

Mas Sinclair ainda estava para criar a sua obra-prima, que foi o grande sucessor do ZX80/81: o ZX Spectrum. Lançado em 1982, o novo micro trazia melhorias bem mais significativas, como o uso de imagens coloridas (ligado à uma TV), som (que os anteriores não tinham) e gráficos com uma melhor resolução. A máquina virou uma febre em todo o mundo e foi um sucesso absoluto, valendo à Sinclair o título de “Sir”, dado pela rainha da Inglaterra por sua popularidade.

O ZX rodava com uma CPU de 3.5 MHz, com 16Kb ou 48Kb de RAM. Tinha uma resolução de 256×192 e podia produzir 15 cores (uma revolução!), 8 cores de base, numeradas de 0 a 7. Preto (0), Azul (1), Vermelho (2), Magenta (3), Verde (4), Cyan (5), Amarelo (6) Branco (7). A essas 8 juntavam-se mais 7 cores produzidas a partir das cores base mais brilho (BRIGHT), 0 preto BRIGHT era igual à cor base.

Possuia um teclado de 40 teclas, conhecido pela gíria local de “teclado chicletes”, que era formado por uma membrana de borracha com teclas salientes com formato semelhante ao de um chiclete (daí o termo).

Outra característica única do Spectrum era o facto de cada tecla não ter simplesmente uma letra, símbolo ou número, mas também as palavras chave (keywords) do Sinclair BASIC. Cada tecla, através da utilização de várias teclas de Shift produzia pelo menos 3 palavras-chave, para além dos caracteres maiúsculos e minúsculos. Este aspecto do Spectrum era bastante criticado, mas apenas por aqueles que não tinham muita experiência na sua utilização. Afinal, o que demora mais tempo, carregar na tecla T ou escrever RANDOMIZE. O facto de não existirem teclas de cursor separadas (o efeito era obtido com CAPS SHIFT + 5, 6, 7 ou 8) nem tecla de apagar (CAPS SHIFT + 0) eram críticas mais válidas, e que eram resolvidas praticamente em todos os teclados de substituição que foram desenvolvidos para o Spectrum.

Em conjunto com o facto de o Spectrum não ter uma ligação para monitor, este teclado foi um dos factores que mais penalizou o Spectrum relativamente à aceitação num mercado mais profissional.

A ausência da ligação para monitor é algo incompreensivel, mesmo considerando que o Spectrum foi desenhado para ser o mais barato possivel. Sabendo que os sinais de video necessários até se encontravam presentes no conector de expansão a existência de uma ficha RCA ou DIN teria custado apenas mais uns cêntimos por computador e produziria uma imagem de qualidade muito superior. Parece que isto demonstra alguma falta de confiança da Sinclair quanto ao futuro que o Spectrum poderia ter fora do mercado doméstico.

Modelos

O ZX teve oito modelos diferentes durante sua vida nos anos 80.

ZX Spectrum 16K/48K



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O modelo original, lembrado principalmente pelo seu pequeno tamanho e o teclado chiclete, com 16K ou 48K de memória RAM. Era possível expandir internamente o Spectrum 16 Kb para 48 Kb através da adição de 8 chips de memória e mais uns chips de controle.

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ZX Spectrum+


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O ZX Spectrum Plus foi lançado em 1984 na forma de um upgrade, na verdade era um ZX com 48K e um teclado de teclas plásticas mais avançado. Tinha uma Barra de Espaços melhor, um Enter de maiores dimensões, teclas para os cursores, teclas para os diversos modos de cursor do Sinclair Basic, tecla para a virgula, ponto, ponto e virgula, aspas e Delete. Esta evolução trazia ainda um botao de reset que se podia soldar conforme as instruções incluidas.

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ZX Spectrum 128


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Em 1986 é lançado o ZX Spctrum 128, que inicialmente era para ser vendido apenas na Espanha (país onde o aparelho fazia muito sucesso). Este modelo tem o teclado do ZX Spectrum Plus, 128K de RAM pagináveis em blocos de 16K, novas ligações para expansão (Para alem da ligação da TV, gravador de cassetes e da fonte de alimentação, este ZX Spectrum ainda tem saida para monitor RGB, ligação para sintetizadores MIDI, porta serial e ligação para um teclado numérico adicional), chip de som (AY-3-8912) e um novo editor Basic chamado 128 BASIC (neste editor tinha que se teclar as keywords letra a letra, por exemplo, para a keyword PRINT tinha que se teclar mesmo PRINT e não a tecla ‘p’ como anteriormente).

Por causa das novas opções, foi introduzido um menu ao se ligar o Spectrum 128K com as opções de Tape Loader (para carregar um jogo sem se ter que teclar LOAD””), 128 BASIC (para se iniciar o computador no novo editor), Calculator (um modo de calculadora simples), 48 BASIC (para se usar o editor BASIC do Spectrum 48K) e Tape Tester (para se verificar o nivel audio do gravador de cassetes).

O 128 BASIC, além do novo editor, tinha também uns extras: controlador MIDI, porta serial, chip de som (também se podia usar no 48 BASIC, mas só através de codigo maquina) programavel através de um novo comando PLAY, um disco de RAM (RAMDISK. os 128K de RAM não estavam totalmente disponiveis para o utilizador, o espaço ocupado pelo RAMDISK era reservado para este. O RAMDISK tinha alocação dinâmica variando de tamanho conforme o conteúdo deste) e um comando SPECTRUM para mudar do editor 128 BASIC para o 48BASIC.

Sinclair ainda produziu um modelo chamado de Sinclair QL, lançado em 1984. Era um irmão mais robusto do ZX Spectrum, destinado ao uso profissional. Com 32 Bits, era um excelente projeto, mas apresentava muitas falhas e não obteve nenhum sucesso comercial. Devido ao fracasso do Sinclair QL e dos prejuízos acumulados com a produção do C5 (um pequeno carro individual movido a eletricidade que Sinclair insistiu em produzir), Sir Clive Sinclair se viu obrigado a vender a linha de computadores ZX Spectrum à Amstrad, uma fabricante de hardware na Inglaterra, a qual lançou ainda vários modelos do ZX Spectrum 128K:

ZX Spectrum +2


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O ZX Spetrum +2 foi o primeiro modelo da Amstrad, lançado em 1986. Este modelo foi comercializado com um gravador de cassetes incluido no lado direito do teclado e foi o unico ZX Spectrum com uma caixa cinzenta. O +2 era muito semelhante ao modelo 128K; no menu foi eliminada a opção de Tape Tester e foram ainda alteradas todas as mensagens de “copyright” na ROM para Amstrad, bem como as portas EAR e MIC antes usadas para a ligação do gravador de cassetes externo. Este facto foi bastante criticado por alguns, porque impedia o uso de um gravador externo em caso de avaria da unidade interna.

ZX Spectrum +3


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O segundo modelo foi lançado em 1987 e era um melhoramento do +2. Dispunha de um drive de diskettes de 3″ (discos com 160Kb face únicasimples) em vez do gravador de cassetes e para controlar a drive de diskettes, foi implementado o +3 DOS (Disk Operating System) que era utilizável através do +3 BASIC. O +3 tinha na traseira uma porta Centronics (não “standard” da própria AMSTRAD e somente compatível com seus micros) para ligação a uma impressora paralela (padrão da AMSTRAD e somente compatível com seus micros) e uma porta para ligar uma segundo drive de diskettes.

ZX Spectrum +2A/B


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O terceiro modelo foi o ZX Spectrum 128K +2A/B, também lançado em 1987. O +2A era um +3 mas com gravador de cassetes. E o +2B tinha um upgrade na ROM. Deste modo, o último modelo de Spectrum produzido foi o +2 B e não o +3. Apresentava incompatibilidades com alguns jogos.

Periféricos

A Sinclair desenhou e comercializou alguns periféricos para o ZX Spectrum:

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ZX Interface 1: a função principal deste interface era a ligação dos ZX Microdrives. Adicionalmente tinha uma porta serial RS-232 e duas portas de ligação ao ZX Network. O ZX Network era uma rede “daisy-chain” (cada estação tinha uma porta de entrada e uma de saida onde se ligava o anterior e o próximo computador, respectivamente). As funcionalidades desta rede eram muito mais limitadas que as de uma rede actual; aqui a funcionalidade básica era simplesmente enviar (gravar) um ficheiro num computador da rede. Em termos de software, a Interface 1 modificava significativamente o mapa de memória do ZX Spectrum, pelo que a maior parte dos jogos não funcionavam com este interface ligado, e mesmo programas de escritório tinham normalmente versões específicas para serem usados com o Microdrive (por exemplo, o Tasword).

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ZX Microdrive: drive de fita contínua de alta velocidade. As cassetes de fita continham uma fita magnética semelhante às das cassetes VHS mas muito mais fina e com apenas um carretel. Cada ‘cassete’ (ou cartucho) tinha em média espaço para cerca de 100 Kbytes. Uma caracteristica curiosa era que ao longo do tempo a capacidade bruta aumentava ligeiramente uma vez que a fita ía esticando, evidentemente que a confiabilidade também diminuia. O alto preço das cassetes e uma confiabilidade que não era muito boa impediu este periférico de se tornar mais popular. A Interface 1 permitia que se ligassem até 8 Microdrives através de uma pequena peça de plastico rígida (conector) que ligava um microdrive ao microdrive seguinte.

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ZX Interface 2: interface que permite ligar 2 joysticks e cartuchos com programas/jogos pré-gravados em ROM. A sua grande limitação é que apenas tinha capacidade de mapear sobre a ROM do Spectrum, ficando o “software” limitado a 16 Kbytes, deste modo, muito poucos jogos foram comercializados neste formato, a excepção foram os jogos de 16 Kbytes da Ultimate. Os joysticks não eram compativeis com o formato Kempston limitando-se a mapear algumas das teclas numéricas (Sinclair 1 com teclas de 1 a 5 [1=esquerda, 2=direita, 3=baixo, 4=cima, 5=tiro] e Sinclair 2 com teclas de 6 ao zero). Em termos de interface de joystick esta foi bem aceita, e a maior parte dos jogos tinham suporte para ela, mas em termos de distribuição de software foi um fracasso completo.

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ZX Printer: esta impressora utilizava um papel especial revestido em alumínio. A agulha da impressora queima o alumínio deixando um intenso cheiro a queimado. A versão que a Timex Sinclair produziu a TS2040 (também vendida como Alphacom 32 esta sim, compatível também com o Spectrum e o ZX81), específica para o ZX Spectrum (a ZX Printer da Sinclair também funcionava com o ZX-81) usava papel térmico simples (como o dos fax) em vez do papel de alumínio. Era um periférico bastante comum embora o formato não “standard” do papel a tornasse pouco útil para trabalho normal de escritório.

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Light Gun: Este periférico foi vendido junto com o Action Pack James Bond que continha um +2A e um jogo do James Bond. Apenas compatível com os modelos 128K.

Made in Brazil

Não demorou muito que o ZX Spectrum chegasse aqui no Brasil de forma ilegal. A primeira versão brasileira foi o TK-90X, lançado em 1985 pela Microdigital, ganhando muitos adeptos por seu baixo custo, simplicidade e enorme biblioteca de software disponivéis (também tudo produto copiado por empresas nacionais). Foram vendidas duas versões, com 16K e 48K. O TK-90X não era totalmente compatível com o Spectrum, gerando incompatibilidade com alguns poucos softwares. Esse problema foi parcialmente resolvido com o lançamento do seu sucessor, o TK95. Com um gabinete remodelado (copiado do concorrente Commodore 64), sua principal diferença era o teclado mais adequado para a digitação e alterações internas que aumentaram o grau de compatibilidade do sistema com os softwares. Inacreditavelmente, foram apenas esses dois os representantes brasileiros do ZX Spectrum. Seus periféricos também foram produzidos e lançados aqui, como impressoras, canetas ópticas e as interfaces de drives (um luxo para poucos).

TK80 (ZX80)

TK82 (ZX81)

TK83 (ZX81)

TK85 (TIMEX 1500)

TK90X (ZX Spectrum)

TK95 (ZX Spectrum)

Software

O estrondoso sucesso do ZX Spectrum deve-se principalmente aos milhares de jogos e aplicativos produzidos para o sistema, com uma biblioteca com mais de 20.000 títulos e aplicativos. Com um sistema fácil de usar e aprender, o Spectrum deu origem à vários jovens programadores de garagem, como Matthew Smith, que aos 16 anos, programou um jogo de grande sucesso: Maniac Miner. As limitações da máquina exigiam uma grande capacidade de imaginação e criatividade por parte dos game designers. A maioria dos softwares distribuídos para o Spectrum foram atráves das fitas de áudio cassetes. Além das fitas havia também o uso e cartuchos, mas muito mais limitado por causa do seu alto custo de fabricação. O diskette de 3 polegadas também se tornou bem popular no aparelho, facilitando a interface de software e hardware.

O Declínio

Depois de desfrutar uma gloriosa ascensão, o Spectrum foi perdendo lugar para os concorrentes Commodore 64, o MSX (bastante popular aqui no Brasil), os PC e os videogames (principalmente o Nintendinho 8 Bits) que chegavam para dominar o mercado. Em 1989 cessa a produção do ZX Spectrum. Aqui no Brasil o declínio também é sentido, com um mercado que se dividia entre outros micros e os videogames, e o inevitável fim da Era Spectrum chega, no início dos anos 90.

Conclusão

O ZX Spectrum viveu toda sua glória na década de 1980 e conquistou milhares de fãs brasileiros, que ainda hoje, mais de 20 anos depois de seu lançamento, ainda idolatrem esse sistema. O TK90X foi um estrondoso sucesso, com algumas “melhorias”, como uma interface para joysticks inclusa, um comando para edição de UDG e ligação direta com uma TV. Possui uma grande importância histórica, misturada com um pouco de nostalgia, que abriu horizontes no domínio dos computadores no mercado brasileiro (e mundial).

Ainda hoje existem pessoas que desenvolvem software e até hardware, como uma interface IDE para adicionar um HD, coisa que nem o seu criador poderia imaginar na época. Possui uma comunidade ativa, com milhares de sites e revistas eletrônicas.

Compacto e poderoso para a sua época, revolucionou o mercado da microinformática e um legado para ser eternamente lembrado. Sem dúvida nenhuma um dos mais queridos e carismáticos sistemas que teve sua era de ouro nos lares brasileiros, que está para completar 30 anos. A Gamehall deixa aqui essa singela homenagem e tributo a essa notável máquina e ao seu criador, Sir Clive Sinclair (que ainda atua com pequenos inventos fora da informática e em anos recentes, tornou-se um perspicaz jogador de pôquer e apareceu nas primeiras três temporadas da série de TV Late Night Poker. Ele ganhou a final da primeira temporada do Celebrity Poker Club, derrotando Keith Allen).

Conheça os melhores jogos do ZX Spectrum

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