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Agents of Mayhem” é o novo jogo de mundo aberto da Deep Silver, empresa mais conhecida pela franquia “Saints Row”, que chega agora ao PS4, Xbox One e PC (Steam). O jogo segue o estilo de tiro e ação desenfreada, com um visual cartoon bastante colorido e carismático, aliado a um gameplay simples, mas que funciona bem para a proposta do título, que é oferecer algumas horas despretensiosas recheada de explosões.

A história é situada em um universo alternativo de “Saints Row”, o que garante boas doses de humor, absurdos e ações politicamente incorretas, e apresenta a organização MAYHEM, criada para combater o grupo de supervilões conhecido como LEGION, que claro, quer dominar o mundo. Se você achou a premissa escrachada, essa é exatamente a ideia, ao debochar do universo dos super-heróis, entre outras referências à cultura pop.

Assim, O MAYHEM é formado por 12 agentes, entre homens e mulheres bem peculiares e excêntricos, sendo que o jogador pode escolher entre três deles para completar as missões e explorar o universo do game, que se passa em uma futurística Seul, a capital da Coreia do Sul.

Entre os personagens temos a bela Fortune, uma colombiana ex-pirata dos céus que é bastante veloz e tem um drone como parceiro; Hollywood, um ex-ator de filmes adultos e celebridade de Reality Show que possui habilidades bem equilibradas; e Hardtack, um brutamontes muito resistente e letal no combate corpo-a-corpo. Estes são apenas alguns exemplos das figuras caricatas do grupo, que se estende também à lista de vilões.

É justamente a interação entre essas personalidades tão diferentes entre si que acaba sendo um dos pontos altos do game, rendendo diálogos engraçados e comportamentos inusitados dos personagens.

Mas como não estamos falando de um RPG, mas sim de um jogo de ação em terceira pessoa, como é que fica a jogabilidade, o elemento que mais importa para este gênero? Os controles funcionam bem e cada personagem tem suas particularidades como armas, equipamentos e habilidades especiais, o que é excelente em termos de variedade nos combates – além disso, ainda é possível personalizar os heróis com gadgets e distribuir pontos em habilidades passivas conforme sobem de nível.

A mecânica do jogo é totalmente voltada para a ação explosiva, destruindo o que estiver pela frente. Comparações com GTA, ou mesmo Overwatch e a própria série Saint Row, são inevitáveis, com tiros e explosões por toda parte como em um filme de Michael Bay – e sem sistema de cobertura, para dar mais enfoque ainda na ação, no movimento constante e alternando no uso dos agentes, que pode ser feito a qualquer momento.

Infelizmente tudo é muito simples, como o mapa do jogo, que é bastante pequeno em comparação a outros títulos do gênero, sem pontos interessantes que incentivem a sua exploração. As missões são todas muito parecidas e basicamente se resumem a ir a um local e explodir os inimigos, o que torna o game cansativo e repetitivo rapidamente.

Jogadores que esperam por uma maior variedade podem ficar decepcionados. Além disso encontramos vários bugs, como os básicos de atravessar paredes, ficar grudado no chão, cair no limbo, até crashs que obrigam a fechar o jogo e recomeçar novamente.

Por fim, inexplicavelmente o jogo oferece apenas modo single-player, sem opções para jogatinas cooperativas ou competitivas, duas adições que acrescentariam uma boa dose de longevidade ao título.