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Recentemente eu tive a oportunidade de jogar Bayonetta 2, que foi lançado para o Wii U em outubro de 2014. Como a personagem estará disponível em breve como lutadora em Super Smash Bros., pensei que esta seria uma hora perfeita para escrever o que eu achei do jogo.

Primeiramente, eu adorei o Bayonetta original, lançado em 2010 para PS3 e Xbox 360. Gostei tanto quanto outros títulos do gênero tais como God of War 2Ninja Gaiden Sigma e o primeiro Devil May Cry, que considero estarem entre os melhores do gênero. Então imaginem minha euforia ao finalmente poder jogar Bayonetta 2. E digo para vocês que fiquei bastante satisfeito com esta sequência.

O ponto mais forte da série, a jogabilidade, conseguiu ficar ainda melhor. O legal é que nada foi mudado de maneira muito radical, foram dadas pequenas pinceladas que deixaram os controles beirando a perfeição. Não foi adicionado nada extravagante que pudesse comprometer algo. Foi tudo cuidadosamente refinado pela Platinum Games. A variedade nos combos e golpes é imensa. As lutas com cada inimigo que você encontra são batalhas rápidas repletas de pancadaria que vão testar seus reflexos e também sua criatividade na hora de executar as sequências de golpes. O “Witch Time” está de volta, que faz o tempo ficar mais lento para os inimigos, lhe dando ampla vantagem por alguns segundos. Quando a luta termina, você mal pode esperar para o próximo combate, mais desafiador e variado que o anterior.

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Você ainda tem acesso a uma loja onde pode comprar novas habilidades para expandir a cartela de golpes de Bayonetta, assim como no antecessor, além de itens para ajudar nos momentos mais difíceis, aumentar sua barra de vida e de magia. Ao prosseguir no jogo você encontrará novas armas, que poderá equipar como bem preferir nas mãos e pés, podendo trocar suas combinações apenas apertando um botão. Minha combinação favorita foi usar um par de espadas nas mãos e um par de chicotes nas pernas. As espadas me davam força ofensiva, enquanto que os chicotes tinham um alcance bem longo.

Outro detalhe importantíssimo é que quase toda hora que você está em algum dos capítulos do jogo, vem algum inimigo monstruoso para cima de você, quase um chefe por assim dizer antes do chefe propriamente dito. São batalhas incrivelmente desafiadoras que farão você praticar sua esquiva para o momento exato em que o inimigo lhe atacar para ativar o “Witch Time” e dar o troco, juntamente com a habilidade “Umbran Climax”, que faz seus golpes ficarem incrivelmente poderosos enquanto durar sua barra de magia. E, claro, como não poderia deixar de ser, na hora de finalizar o inimigo Bayonetta invoca algum ser infernal para terminar o serviço.

Assim como no primeiro jogo, que inclusive vem junto de brinde com a sequência, é possível utilizar as funções do GamePad para jogar. Você pode soltar os combos devastadores simplesmente tocando na tela, mas sinceramente, é um pecado se privar da excepcional jogabilidade que este jogo lhe proporciona com algo tão simples quanto ficar tocando em uma tela. Recomendo fortemente que use um Pro Controller quando for jogar.

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Graficamente falando, Bayonetta 2 está mais bonito que seu antecessor, com cores e cenários muito mais vivos e definidos. O jogo roda a 60fps em boa parte do tempo, mas conta com seus momentos de queda. No entanto, particularmente não vi nada que tenha me atrapalhado durante as horas cruciais, quando eu estava descendo a porrada em algum inimigo ou chefe. A experiência não é tão suave quanto a do primeiro jogo no Xbox 360 ou no Wii U devido aos gráficos melhores que cobram seu preço, mas está anos luz a frente do que via-se no PS3. A trilha sonora continua soberba, complementando o clima e a aumentando a imersão durante todo tempo que você estiver jogando.

A história, para ser bem sincero, não é muito relevante. Bayonetta precisa descobrir uma maneira de ajudar sua agora amiga e parceira Jeanne, interagindo com deuses, anjos, demônios, viajando no tempo, esse tipo de coisa. Na verdade é apenas uma desculpa para ela sair batendo em todo mundo. O bom da história de Bayonetta 2 é que ela não é muito previsível. Chega um momento que você simplesmente não saberá onde irá se enfiar e nem quais inimigos irá enfrentar.

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Algo que impressiona também é a quantidade imensa de conteúdo disponível depois que você termina o jogo. Após varrer todas as fases principais, você poderá fazer as “Witch Trials”, que são basicamente testes para medir suas habilidades com Bayonetta. Será necessário adquirir acessórios caríssimos com o uso de auréolas caso queira ir longe neles. Um nível de dificuldade extremo também é liberado, e se você assim como eu gostou muito jogo, irá jogar novamente.

Ah, não posso me esquecer de mencionar o modo “Tag Climax”, que trata-se de um modo multiplayer onde você compete com outro jogador para ver quem derrota mais inimigos para obter as tão necessárias auréolas, a moeda do jogo. Dá para jogar contra um adversário controlado pela IA, mas ter alguém de verdade como oponente é infinitamente mais divertido. Você, no entanto, provavelmente não vai perder muito tempo nesse modo. Jogar com um amigo ou colega é legal, mas o jogo brilha mesmo é na campanha principal.