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Análise | Clawpunk traz destruição, neon e aquele caos com gatos punk

Que só quem viveu os anos 90 entende!

Chegando em Feral City e lembrando que já vi videogame ser vendido em banca de jornal!

Olha… quando eu instalei CLAWPUNK, minha lombar fez aquele crec típico de quem jogou Karnov, Altered Beast, Shadow Dancer e outras insanidades em televisões de tubo que fritavam mosquitos atrás do rack. Já cheguei na tela inicial achando que ia encontrar um gato fumando cigarro, ouvindo The Prodigy e citando Nietzsche. Mas felizmente o negócio aqui é outro tipo de loucura: gatos punks armados até o último bigode, lutando contra corporações malvadas num mundo cyberpunk cheio de neon, destruição e inimigos que parecem saídos de um pesadelo do Metal Slug misturado com Hotline Miami e temperado com uma dose cavalar de “meu Deus, por que eu tô gostando disso?”.

CLAWPUNK não tenta esconder nada. Ele chega e fala: “Irmão… eu sou um jogo de gato com arma. E você vai jogar e vai gostar.” E como todo tiozão que cresceu no período de ouro dos beat’em ups, eu respirei fundo e aceitei o destino.

História? Tem sim, mas ninguém liga porque o foco é quebrar tudo igual jogo de fliperama da rodoviária

A história é basicamente:

  • corporação malvada,

  • cidade dominada,

  • gatos punk revoltados

  • e um convite pra você entrar no caos.

É tão direta e tão honesta que me lembrou os clássicos dos anos 90 onde a narrativa inteira cabia na capinha do cartucho: “Fulano foi sequestrado. Vá lá e dê porrada em tudo.” CLAWPUNK segue a mesma vibe, só que com neon, gatos e explosões.

Mas devo admitir: o charme está aí. O jogo não tenta ser Hades, não tenta ser Disco Elysium. Ele só quer te entregar 30 minutos de pancadaria e destruição insana — e você sorri, e aceita.

Jogabilidade: se Diablo 2 tivesse gatos, espadas e surtasse em pixel art, seria isso aqui

CLAWPUNK é um action roguelite 2D em que cada round é uma correria constante, com:

  • inimigos vindo de todo lado,

  • explosões,

  • ataques especiais,

  • destruição total do cenário,

  • e upgrades pra tentar não morrer em 5 minutos.

É um jogo que parece ter nascido de uma conversa:
— E se Vampire Survivors fosse mais manual?
— E se tivesse mais armas?
— E se tivesse NOVE gatos jogáveis?
— E se desse pra destruir o cenário inteiro tipo Red Faction 2D?
— E se o jogador fosse burro o bastante pra jogar isso às 2 da manhã?

E a Kittens in Timespace respondeu: “Sim.”

Cada gato tem armas, habilidades e status diferentes. Você pode jogar como:

  • Um gato ninja que parece ter saído de um AMV de 2007,

  • Um gato tanque com cara de segurança de boate,

  • Um gato psicopata armando combo atrás de combo,

  • Ou um gato que parece extremamente cansado da vida, mas ainda assim luta por justiça (relatable).

As runs são rápidas, viscerais, e você entra naquele loop de… “só mais uma, agora vai… agora vai… agora… morri, mas agora vai… última, juro… agora… ok, última última.”

Destruição total: finalmente um jogo que entende que o jogador quer quebrar tudo

A parte mais divertida do jogo, pra mim? Destruir TUDO.

O cenário cai, desmorona, explode, abre passagem… É como se alguém tivesse pego o que falta em 90% dos roguelites e dito: “Beleza. Vamos fazer as paredes sofrerem também.”

É satisfatório como quebrar o controle do Atari quando ele travava (acontecia muito), mas sem precisar gastar dinheiro consertando depois.

Trilha sonora para quem sente saudade de ouvir metal enquanto programa o Winamp

A música é tão nervosa que parece que foi composta por alguém que viveu trancado num quartinho ouvindo industrial, synth e metal ao mesmo tempo. E isso é maravilhoso.

Cada explosão, golpe e habilidade acompanha o ritmo frenético da música. É aquele tipo de trilha que faria até o Kratos dançar um passo de dois pra lá, dois pra cá.

Dificuldade: se você errar um segundo, o jogo te lembra da sua mortalidade

CLAWPUNK não brinca. Se você bobear, já era.

A dificuldade é injusta em alguns momentos? Sim. Me deixou puto? Sim. Me fez gritar “agora esse jogo me paga”? Sim. Eu continuei jogando? Óbvio.

Eu sou gamer raiz, sobrevivi à Battletoads turbo tunnel, nada me assusta mais.

Comparações que não fazem sentido mas que explicam tudo perfeitamente

CLAWPUNK é:

  • Metal Slug com gatos;

  • Hotline Miami se fosse fofinho e violento ao mesmo tempo;

  • Teenage Mutant Ninja Turtles no cyberpunk;

  • Spelunky cheirado;

  • Diablo 2 versão felina;

  • Cuphead sem classe e com munição infinita;

  • Vampire Survivors só que com “boa sorte aí, trouxa!”.

Tudo isso junto. Tudo isso ao mesmo tempo. Um caos maravilhoso.

Minha experiência pessoal: morri tanto que minha esposa me perguntou se o jogo era sobre impostos

Teve um momento em que eu juro: A tela tinha tantos inimigos, tantos lasers, tantas explosões…

…que eu me senti dentro de um pôster de rave de 1998.

Eu não sabia onde eu estava, mas eu sabia que estava me divertindo. E, sinceramente? Poucos jogos capturam esse espírito hoje em dia. Esse espírito de “não tenho ideia do que estou fazendo mas estou amando”.

Prós:

  • Combate frenético, delicioso e barulhento
  • Nove gatos jogáveis que esbanjam personalidade
  • Destruição total do cenário (finalmente!)
  • Visual neon incrível
  • Trilha sonora que deixa qualquer velho gamer animado

Contras:

  • Tela às vezes vira carnaval com LSD
  • Dificuldade injusta em alguns pontos
  • História quase inexistente
  • Pode virar repetitivo para quem não curte roguelite

Nota Final: 7/10

CLAWPUNK é uma homenagem perfeita ao caos controlado dos jogos antigos com uma roupagem neon e felinos punk. A jogabilidade é frenética, a estética é deliciosa, e a pancadaria é altamente terapêutica. Se você curte roguelite, ação 2D, gatos violentos, neon brilhante, destruição e aquela sensação gostosa de “vou só mais uma vez porque agora eu entendi”… Esse jogo é pra você. Se não gosta… Meu irmão… você tá no hobby errado.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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