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Foi lançado na última terça (2) para PS5 o jogo Destruction AllStars, nova aposta da Sony e que tem por trás de sua equipe de desenvolvimento profissionais que trabalharam em jogos como Wipeout, Project Gotham Racing e MotorStorm.

Ao invés de ser um jogo de corrida tradicional, nele os jogadores são colocados em arenas para se enfrentarem com o objetivo de destruir os veículos uns dos outros. O jogador ou equipe que tiver mais pontos ao final da partida, será o vencedor.

Logo de cara ao rodar o jogo você se depara com um tutorial que explica bem as mecânicas da jogabilidade, que são fáceis de aprender. Essencialmente você deve entrar em um dos carros espalhados pela arena e usá-lo para bater nos oponentes, o que lhe dá pontos. Dá para sentir bem o carro por meio das funções do DualSense, seja quando você estiver acelerando ele ou batendo em outro veículo, o que aumenta a imersão.

Existem 16 pilotos e cada um deles tem uma habilidade e um carro exclusivo, com o veículo sendo liberado durante cada partida pelo jogador. O possante de cada personagem também vem com uma habilidade única, que pode ser usada para obter vantagem em cima dos outros jogadores. Estando a pé, você pode pegar cristais vermelhos que aumentam as barras de uso das habilidades e também tentar tomar o carro de um dos outros personagens (ou destruí-lo), subindo em cima dele na hora certa e apertando rapidamente a sequência de botões que é mostrada.

Sempre que uma partida acaba, você ganha experiência (vencendo ou não) que faz o teu nível subir. Cada vez que ele sobe, lhe são concedidas 1.000 moedas que podem ser utilizadas para comprar itens cosméticos como skins e emotes.

O jogo diverte no começo, mas depois de algum tempo fica cansativo, pois há apenas três arenas e quatro modos disponíveis. O single-player é praticamente inexistente, havendo unicamente um modo arcade onde o jogador pode realizar partidas contra a IA, mas que não lhe dão experiência para obter moedas.

O multiplayer é claramente o foco em Destruction AllStars. Nas partidas que joguei, não tive problemas de conexão e lag, embora alguns amigos que jogaram me informaram que passaram por dificuldades neste aspecto.

Continuando a falar do conteúdo do jogo, há os Desafios, onde ocorre um confronto entre dois pilotos rivais, com direito até mesmo a uma cutscene de introdução. Realizar todas as tarefas dos desafios lhe dará prêmios para usar com um determinado piloto.

É algo bem legal, pois cria uma história para os personagens, só que apenas a de um piloto está disponível de graça, com as outras sendo liberadas apenas mediante pagamento com dinheiro de verdade, as famigeradas microtransações. Um absurdo se tratando de um jogo que você precisa pagar para poder jogar.

Outro detalhe curioso é que no lançamento, apenas os desafios de dois pilotos estavam disponíveis, com um terceiro estando previsto para ser liberado daqui há alguns dias e um quarto marcado como “em breve”. São 16 personagens, então isso passa a impressão de que o game foi lançado incompleto, com os demais desafios provavelmente sendo disponibilizados nas próximas semanas ou meses.

Falando dos visuais, graficamente Destruction AllStars é muito bonito e roda em 60 fps, com raríssimos momentos de queda. Os detalhes dos carros sendo destruídos são impecáveis, parecendo ser uma evolução daquele sistema de destruição dos jogos da franquia Burnout. O design dos personagens, no entanto, não me agradou muito, com a maioria deles parecendo um tanto genérico.

Conclusão

Destruction AllStars tem uma fundação sólida e diverte, mas precisará de muito trabalho nos próximos meses por parte de desenvolvedora Lucid Games para conseguir manter os jogadores interessados. Após algumas horas jogando, já me vi cansado de continuar, pois as partidas pareciam sempre iguais. A remoção das microtransações para acessar parte do conteúdo com o qual o jogo foi lançado também é urgente. É impossível prever se o jogo terá ou não um futuro, mas caso seja atualizado corretamente, pode até vir a se tornar um game no cenário de eSports. É necessário, no entanto, agilidade nas melhorias, pois jogos online que não engatam no começo, geralmente caem no esquecimento.

Prós

  • Gráficos bonitos, com efeitos de destruição muito detalhados
  • Ótima performance em 60 fps
  • É divertido nas primeiras partidas

Contras

  • Poucos modos de jogo e arenas
  • Enjoa muito rápido
  • Parte do conteúdo jogável só pode ser acessada via microtransações

Nota: 6,5

Três meses de PlayStation Plus foram fornecidos pela
Sony para que pudéssemos jogar o game e elaborar esta análise