Análises

Análise | Kaze and the Wild Masks é um jogo brasileiro com o melhor do correr e pular em 2D

Homenageia e tem brilho próprio ao mesmo tempo

Desenvolvido por um estúdio de Porto Alegre chamado PixelHive, o Kaze and the Wild Masks coloca o jogador controlando a personagem que da nome ao título para salvar seu amigo Hogo de uma maldição que espalha caos pelo arquipélago.

Sendo um presente aos fãs dos jogos de plataforma típicos dos anos de 1990, ele tem todos os elementos do sucesso e é visivelmente inspirado nos clássicos dessa época, em especial no Donkey Kong com a coelha antropomórfica com uma cara meio marrenta, barris e coletas de letras como um jogo do macaco da Nintendo. Apesar das homenagens, Kaze and the Wild Masks também tem brilho próprio e não parece ser apenas uma “cópia barata”.

Os gráficos são muito legais, ainda mais considerando ser um jogo independente, com cores bem distribuídas, muitos quadros de animação e tudo funciona de forma bem harmoniosa, e o visual como um todo é agradável e é bastante “limpo”. A trilha sonora também combina com cada um dos cenários.

Um ponto que chama a atenção é o nível de dificuldade, já que ele pode ser um pouco elevado em alguns momentos, porém sempre justo, e os controles são leves e toda a jogatina tem um ótimo ritmo. Destaque também para o último chefe, que empolga bastante com o clímax da história, e após zerar o jogo ainda fica aquele gosto de “quero mais”.

O único ponto que ficou devendo é que não há um modo multiplayer disponível. Seria bem legal terem incluído um para jogar com os amigos, mesmo que localmente ou através da internet.

Kaze and the Wild Masks é um jogo obrigatório para os amantes de jogos de plataforma em 2D de correr e pular, além de encher os jogadores brasileiros de orgulho por um estúdio independente ter feito um trabalho tão “redondo” e bem feito.

Prós:

  • Jogabilidade clássica de correr e pular em 2D;
  • Gráficos legais;
  • Trilha sonora que combina com cada cenário;
  • Nostalgia “a mil”;
  • Homenageia games antigos com “frescor” de novidade;
  • História bacana

Contras:

  • Ausência de modo multiplayer

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