Análises

Análise | Lufia & The Fortress of Doom é um show de nostalgia, mesmo datado

O RPG "estereótipo" e clichê, mas legal por isso mesmo

Lufia & The Fortress of Doom não é aquele game que podemos chamar de atemporal como os games de Final Fantasy ou alguns outros clássicos, talvez justificando a razão pela qual ele não é tão conhecido pelos jogadores atuais. Desenvolvido pela extinta companhia japonesa Neverland e publicada pela Taito, ele é uma espécie de “estereótipo” dos jogos de RPG japoneses da época.

Você anda por um mapa do mundo com ambientação medieval, chega em cidades para descansar e comprar novos equipamentos, enfrenta inimigos, entra em cavernas, castelos, torres e no final delas geralmente você enfrenta um chefe, além de ter veículos como barcos para “viajar por aí”. Enfrentando inimigos você ganha dinheiro e pontos de experiência e tudo que os jogadores conhecem por um bom jogo de RPG.

Já a história começa com quatro guerreiros enfrentando os malignos “Sinistrals” para salvarem o mundo e, depois há uma passagem de tempo de 99 anos. Curiosamente, a trama que conta a história deste início é justamente o Lufia 2, também do Super Nintendo, que funciona como um prólogo. A ideia é que os Sinistrals reviveram e devemos derrotá-los, nada muito elaborado, mas dá “conta do recado”.

O game em si tem um bom começo em termos de história, depois entra em um marasmo com poucos acontecimentos marcantes, mas na reta final chega a empolgar de novo. Os gráficos são “simpáticos”, com cortes fortes e bem distribuídas, mesmo não sendo o melhor que o Super Nintendo podia fazer, mas dão um estilo “fofo” bem típico dos RPGs japoneses, indicando também que o foco deste game eram os ultra-jovens da época. As músicas também são boas e combinam com cada momento, sendo algumas bastante memoráveis como o tema de batalha e a faixa da Fortaleza de Doom. Já o fator replay é baixo e, uma vez zerado, não há muito o que fazer.

Lufia & The Fortress of Doom é um clássico do Super Nintendo que sofreu forte desgaste com a ação do tempo e, talvez para hoje, não seja nem um pouco atraente. No entanto, se você faz parte dos jogadores da “velha guarda”, curte um bom JRPG e ainda não experimentou este aqui, você deve testá-lo. Não é o melhor, mas é divertido. Talvez desperte a criança que aí dentro de você.

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