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Análise | Marvel Cosmic Invasion surpreende e honra os clássicos arcade

O beat ’em up moderno da Marvel que revive a era de ouro dos fliperamas e do Super Nintendo — agora turbinado em 2025.

MARVEL COSMIC INVASION ÉÉÉÉÉÉÉ O BEAT ’EM UP QUE FAZ RUMBLETECH LEMBRAR POR QUE COLOCAVA FICHAS NO FLIPERAMA ATÉ DOER A MÃO!

Senta que lá vem história de tiozão de fliperama.

Porque Marvel Cosmic Invasion não é só mais um beat ’em up. Não é só “TMNT Shredder’s Revenge versão Marvel”. Não é só “Dotemu metendo mais um acerto na prateleira”. É mais do que isso. Este jogo tem cheiro de ficha de fliperama suada, gosto de pó do gabinete do Cadillacs and Dinosaurs, e o toque sutil daquele controle torto de Captain America and The Avengers, que arrancava um pedaço da sua saúde mental enquanto você gritava “AVENGERS, ASSEMBLE!” mesmo tendo só 8 anos e zero noção do que era a Marvel.

E olha… como alguém que cresceu nessa época, jogando Final Fight, Knights of the Round, Streets of Rage no Mega Drive, Turtles in Time no Super Nintendo, Spider-Man and Venom: Maximum Carnage, The Punisher Arcade, Battletoads in Battlemaniacs e qualquer coisa com scroll lateral e inimigo esperando na próxima tela, eu preciso dizer: este jogo honra os clássicos de um jeito absurdo. Ele tem alma dos anos 90, energia dos arcades e a fluidez moderna que só uma equipe que entende beat ’em up consegue entregar.

E quem entende beat ’em up hoje?

Isso mesmo: Dotemu + Tribute Games, o Batman e Robin da porrada 2D contemporânea. Cada jogo deles é uma aula de design clássico com cara de 2025. Streets of Rage 4 foi um revival impecável. Shredder’s Revenge virou praticamente o melhor TMNT de todos os tempos. Ninja Gaiden: Ragebound veio pra mostrar que side-scroller ainda tem público fiel. E agora, com Marvel Cosmic Invasion, eles basicamente entregam o sonho molhado de qualquer fã de quadrinho que gastou salário infantil inteiro no fliper.

Este é o tipo de jogo que me faz pensar: “É por isso que eu ainda defendo a superioridade moral dos arcades.”

UMA ABERTURA QUE TE ARREMESSA DE VOLTA A 1994 — SÓ QUE COM GPU DE 2025

A história começa com a Annihilation Wave varrendo planetas como se estivesse limpando sujeira da varanda. E imediatamente você percebe que a vibe é aquela dos melhores beat ’em ups: um problema grande demais para um herói só, então chamam TO-DO MUN-DO. Nova, Wolverine, Spider-Man, Black Panther, Phyla-Vell, Capitão América, e mais uma leva de personagens que fariam qualquer colecionador de revista Marvel cair da cadeira.

E se você cresceu jogando Captain America and The Avengers, vai ter um déjà-vu delicioso. Porque o jogo começa rápido, cheio de transição de cenário, corte de quadrinho, trilha épica e aquele espírito de “corre, bate, corre, pula, bate mais forte ainda”.

Você tá em Nova York e, em cinco minutos, tá num planeta alienígena esquisito, depois dentro de uma base cósmica, depois brigando com hordas que parecem ter saído dos painéis mais exagerados dos quadrinhos dos anos 90 — aquela fase onde todo personagem tinha 800 músculos e 40 dentes.

E tudo isso com visual explosivo, cor vibrante, animação afiada e estilo artístico que parece ter sido desenhado por alguém que cresceu assistindo X-Men Animated Series e lendo Marvel nos ônibus da vida.

É puro fanservice? Sim. E eu aceito cada migalha.

O COMBATE — UM FINAL FIGHT TURBINADO COM LUZES DE LED E PROTEÍNA MARVEL

O combate merece um parágrafo gigante, porque ele é absolutamente delicioso.
E eu digo isso com o cuidado que um homem que foi criado em fliperama tem ao elogiar um beat ’em up moderno.

Lembra do impacto dos socos de Final Fight, a fluidez do Turtles in Time, o peso de ataque do Streets of Rage 2, a velocidade do Brawl Brothers, a variedade de moves de Knights of the Round?
Agora mistura tudo isso com:

  • um sistema de combos moderno

  • cancels limpos

  • supers cinematográficos

  • assists dinâmicos

  • e alternância de personagem no meio da porradaria

…e você tem Marvel Cosmic Invasion.

Cada personagem tem um moveset totalmente diferente — e não digo isso como “ah, muda um pouco”. Não. Aqui muda:

  • cadência,

  • velocidade,

  • alcance,

  • verticalidade,

  • forma de defender,

  • forma de contra-atacar,

  • forma de controlar o ar,

  • forma de encher super.

Wolverine é um pitbull solto no parque, rasgando tudo que mexe. Spider-Man é um malabarista com hiperatividade. Black Panther é precisão cirúrgica. Phyla-Vell é DANÇA DA DESTRUIÇÃO. Nova é basicamente uma lanterna de alta potência com tapas cósmicos.

E quando você percebe que pode trocar de personagem no meio do combo, combinando golpes, jogando inimigo pra cima, chamando assist, metendo super depois…

Ah, irmão. É o tipo de coisa que faria o moleque de 1996 que jogava Cadillac and Dinosaurs chorar de emoção. É o futuro do beat ’em up, sem perder o passado de vista.

AOS VELHOS DO FLIPERAMA: O ESPÍRITO “ONE CREDIT CLEAR” SEGUE VIVO

Sabe aquela coisa arcaica, quase cruel, chamada Arcade Mode? Pois é. Ele está aqui. E continua sendo um modo pensado pra fazer você passar raiva e amar ao mesmo tempo.

Sem continue. Sem checkpoint. Só você, dois personagens, sua habilidade e a esperança que a telemetria espiritual do fliper funcione e você não morra na penúltima fase.

Isso é lindo. Isso é tradição. Isso é respeito às raízes. É aquele gostinho de “se morrer, volta tudo, trouxa”.

E se você acha isso ruim… Meu amigo… você nunca jogou The Punisher Arcade com o joystick quebrado.

PROGRESSÃO VICIANTE — UM SISTEMA QUE FARIA ATÉ O GUY DE FINAL FIGHT FICAR ORGULHOSO

A progressão por level deixa cada personagem mais forte, mais resistente e mais rápido conforme você avança. E com 15 personagens, a curva é longa — LONGA MESMO. Dá pra investir semanas aqui se você quiser deixar todos no talo.

E pra quem jogou beat ’em up de SNES que tinha só 6 fases e acabou em 25 minutos…
Meu amigo, isso aqui é quase um RPG.

Além disso, há:

  • objetivos opcionais por fase

  • desafios específicos

  • sistema de conquistas

  • colecionáveis do Cosmic Matrix

  • paletas alternativas

  • bios completas

  • trilhas destraváveis

É conteúdo pra caramba, e dá aquela sensação boa de “só mais uma fase”.

VISUAL, TRILHA E FAN SERVICE: UM FESTIVAL DE NOSTALGIA MODERNA

Cada cenário parece um poster exclusivo. A paleta de cores é perfeita. As animações são fluidas, cheias de personalidade, exageradas, estilizadas — tudo o que um beat ’em up moderno precisa ser.

A trilha sonora? Energia pura, digna de jogo de ação de 16 bits com esteroides. É uma mistura de: rock, eletrônica, synth, batidas heroicas …perfeita pra fazer você bater em vilão espacial e pensar “eu sou incrível”.

E o fanservice? AH, MEU AMIGO. Te prepara pra apontar pra tela 500 vezes dizendo:

“EU LEMBRO DISSO!!!”
“ESSE É DO ARCO TAL!!!”
“EU TINHA ESSE QUADRINHO!!!”
“EU AMAVA ESSE PERSONAGEM!!!”

É overdose de nostalgia bem feita.

NEM TUDO É PERFECT KO, MAS QUASE

O jogo tem dois defeitos reais:

  1. Cadê mais X-Men e Quarteto Fantástico?
    Eu queria Cyclops, Rogue, Jean Grey além do trio básico, queria Susan Storm, Johnny Storm…
    Mas ok, não dá pra ter tudo.

  2. Falta checkpoint em fase longa.
    Morreu no chefe?
    VOLTA TUDO, FILHÃO.
    E isso me fez lembrar de 1995 mais do que eu gostaria.

Mas nada disso derruba o brilho do jogo.

Prós:

  • Combate profundo e viciante
  • Visual e animação absurdamente bons
  • Tag team incrível
  • 15 heróis, todos únicos
  • Fases variadas e fanservice delicioso
  • Trilha sonora impecável
  • Espírito clássico respeitado

Contras:

  • Cadê Cyclops, Rogue, Susan Storm?
  • Falta de checkpoints machuca
  • 4 jogadores vira rave de porrada

Nota Final: 9/10

Marvel Cosmic Invasion é um tributo aos clássicos. Uma fábrica de sorrisos para quem cresceu nos arcades. Uma obra digna de estar no altar dos beat ’em ups. Ele respeita os antigos, honra os predecessores do Super Nintendo e do fliperama, e ainda entrega algo novo, vivo, vibrante e absurdamente divertido. Se você gosta do gênero, compre. Se você gosta da Marvel, compre duas vezes. Se você é eu, RumbleTech, recomendo até pro vizinho. É beat ’em up no estado puro da alegria.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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