Por Kazin Mage — o mago que já lutou contra dragões, liches, demônios, mas nunca contra um vírus que atira de volta!
Respire fundo, jovem aprendiz de feitiços com dedos sujos de Cheetos. Hoje vamos falar de PLAGUN – The Plague Goes On, um roguelike 2D atirador em pixel art onde você controla um médico da peste que, ao invés de receitar chá com mel, resolveu responder a pandemia na base do tiro, porrada e bomba biomecânica.
Preparem-se para piadinhas de mago que claramente deveria estar fazendo algo mais útil da vida. Porque eu, Kazin Mage, entrei nesse mundo infectado e voltei com impressões fortes, algumas queimaduras químicas e muitos traumas pixelados.
O COMEÇO: QUANDO A CURA FALHA E O MAGO COMEÇA A RIR DE NERVOSO
O jogo já começa daquele jeitinho gostoso: um mundo destruído por uma cura que… não curou.
Sim, meus caros, a humanidade tentou resolver o problema da morte e acabou criando monstros regenerativos que parecem ter saído de um baile de máscaras do inferno. E você? É um ex-médico da peste que sofreu mutações estranhas, usa uma máscara assustadora e carrega nas mãos armas biomecânicas que fariam até o Dr. Frankenstein olhar e dizer:
“Amigo… isso aí é um pouco demais.”
A ambientação é um misto delicioso entre apocalipse, doença, steampunk improvisado e estética de laboratório abandonado. Tudo isso embalado em pixel art de ótima qualidade que, de longe, parece fofinha… até os inimigos começarem a regenerar, cuspir gosma tóxica, correr atrás de você e implorar por um exorcismo urgente.
É como se o mundo de Dead Cells tivesse levado uma mordida de Resident Evil e tivesse tentado esconder isso atrás de um filtro retrô. E eu? Eu adorei.
JOGABILIDADE: A ARTE NOBRE DE ATIRAR, CORRER E REZAR PRA RUN NÃO ACABAR EM 30 SEGUNDOS
Aqui é onde PLAGUN começa a mostrar serviço.
E quando digo “serviço”, quero dizer: te jogar em ondas de inimigos até seu dedo reclamar de tendinite.
A estrutura básica é simples:
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Escolha uma máscara (cada uma com bônus diferentes).
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Escolha uma arma biomecânica (cada uma com efeitos estranhos e perigosos).
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Entre em um mapa hostil onde tudo quer te matar.
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Atire em tudo que se mexe.
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Pegue upgrades.
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Repita.
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Morra.
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Renasça mais forte.
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Repita mais.
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Questione suas escolhas de vida.
No fundo, ele é um roguelike frenético, onde cada run dura entre 15 e 20 minutos — o que é perfeito para aquele momento “tenho só um tempinho… mas quero adrenalina”.
Os inimigos vêm em ondas, com padrões que lembram Enter the Gungeon, mas com movimentação mais solta e quase um toque de bullet hell horizontal. A sensação é que você está sempre dois pixels de distância da morte, mas quando encaixa aqueles combos de tiro e corpo-a-corpo biomecânico… é lindo.
E aí temos o sistema de máscaras, um dos meus favoritos. Cada uma delas muda completamente sua abordagem: dá bônus, dá penalidades, muda a forma de jogar. É como escolher qual chapéu mágico você vai usar hoje — só que, ao invés de dar charme, ele te dá agressividade, velocidade ou resistência.
E claro, tem o sistema de upgrades permanentes entre runs: uma progressão meta que te incentiva a morrer… mas morrer com estilo. Algo como:
“Parabéns, você foi obliterado em 12 segundos! Aqui, um buffzinho pra tentar de novo.”
COMBATE: COMO ATIRAR EM DEMÔNIOS, ERRAR O ALVO E CULPAR O TECLADO
Agora vamos falar do combate, que é o coração pulsante (e espumante) de PLAGUN.
A movimentação é rápida, o ritmo é acelerado, as armas têm impacto e o jogo recompensa agressividade. Os inimigos vêm em levas, e saber quando avançar e quando recuar é essencial.
O combate funciona assim:
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Atira.
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Atira mais.
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Usa golpe corpo a corpo como se estivesse batendo numa panela amaldiçoada.
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Se movimenta freneticamente tentando não cair em poças tóxicas.
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Escolhe upgrades que transformam sua arma num instrumento de guerra digno de laboratório ilegal.
É divertido. É viciante. É bagunçado. É caótico. E, às vezes, é meio “clunky”.
Não vou mentir: alguns golpes parecem não conectar direito. Algumas animações são meio duras. E às vezes você leva dano e pensa:
“Ok, isso aí foi claramente culpa do meu gato que encostou no teclado, não do game design.”
Ainda assim, o jogo compensa com criatividade e ritmo. Quando a magia acontece — quando seus buffs se alinham, sua arma está turbinada e sua máscara te dá bônus absurdos — você se sente um Deus da Peste Medieval Cyberpunk.
E poucas coisas na vida são mais satisfatórias do que isso.
PROGRESSION: O LOOP VICIOSO QUE FAZ O MAGO ESQUECER DE COMER
Toda boa experiência roguelike precisa daquele sistema que te faz dizer:
“Só mais uma run.”
E PLAGUN entrega isso com gosto. As recompensas permanentes, as armas desbloqueáveis e o sistema de construção de builds deixam cada corrida única o suficiente para você sempre querer experimentar algo novo.
É aquele loop clássico:
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Você morre.
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Reclama.
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Abre o menu.
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Vê que pode melhorar mais um atributo.
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Sorri.
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“Vou tentar só uma última vez.”
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Três horas passam.
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A culpa é do jogo, não sua.
ARTE E SOM: PIXEL ART COM CLIMA SOMBRIO E BARULHOS DE ARMA QUE PARECEM SAIR DE UM LABORATÓRIO MALDITO
O visual de PLAGUN é excelente. Não excelente tipo “AAA cinematográfico”, mas excelente tipo:
“Caramba, esse pixel art é tão bem usado que parece que vou pegar uma doença só de olhar pra isso.”
A ambientação é cheia de ruínas, máquinas quebradas, laboratórios, paredes cheias de sujeira e criaturas horríveis com designs marcantes. É feio de um jeito bonito. Sabe?
O som também acompanha: tiros secos, golpes metálicos, explosões sujas e trilha que transmite urgência e decadência. E como mago acostumado a trilhas orquestrais, digo: funciona perfeitamente.
PROBLEMAS: PORQUE NEM TODO JOGO INDIE É FEITO DE MILAGRES E RUNAS
Vamos ao circo das críticas — afinal, nenhum feitiço é perfeito.
Problemas notáveis:
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Combate às vezes travado.
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Alguns upgrades não são tão úteis quanto parecem.
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Falta variedade maior de inimigos.
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Plataformas podem ser difíceis de navegar.
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História rasa (mas isso não é o foco).
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Algumas dublagens/sons de diálogo são… digamos… “artísticos”.
Nada disso destrói o jogo, mas vale mencionar.
UMA PESTE QUE VALE A PENA PEGAR
PLAGUN – The Plague Goes On é:
✔ frenético
✔ viciante
✔ estiloso
✔ surpreendente
✔ cheio de personalidade
✔ e ótimo pra quem quer sentar e explodir monstros por 20 minutos
Ele não tenta ser maior do que é. Ele só quer te colocar numa arena, te dar armas malucas e pegar fogo junto com você. E isso, sinceramente, é tudo que eu precisava hoje.
No grande grimório das experiências indie, PLAGUN – The Plague Goes On ocupa uma página especial: não a página dourada dos épicos imortais, mas aquela página escrita com tinta corrosiva, cheia de rabiscos caóticos, onde o mago — no caso, eu — anota “divertido, frenético, meio maluco e completamente viciante”.
O jogo não tenta ser profundo como um RPG de 60 horas; ele sabe exatamente o que é e abraça essa identidade com a confiança de um médico da peste que decidiu que “tratar pacientes” é coisa do passado e agora prefere explodir monstros regenerativos com armas biomecânicas improvisadas. Seus defeitos existem, claro — combate às vezes duro, conteúdo relativamente enxuto, narrativa mínima — mas nada disso apaga a chama contagiante da jogabilidade rápida, das corridas curtas que viram sessões longas, dos builds surpreendentes e da estética sombria que combina perfeitamente com o caos.
Prós:
- Pixel art estilosa e temática forte
- Jogabilidade rápida e viciante
- Boa variedade de máscaras e armas
- Progressão meta muito satisfatória
- Runs curtas e intensas
- Ideal para quem gosta de caos controlado
Contras:
- Combate um pouco rígido às vezes
- Conteúdo ainda limitado
- História bem superficial
- Algumas animações podiam ser mais polidas
- Pode cansar depois de muitas runs seguidas
Nota Final: 7/10
É um jogo ideal para quem quer descarregar magia e munição sem compromisso, para quem gosta de caos controlado e para quem aprecia aquela alegria simples de sobreviver por mais um minuto. Se você se identifica com qualquer um desses perfis… meu veredito arcano é claro: sim, jovem aprendiz, vale a pena se infectar com essa peste divertida.