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Análise | POPUCOM: Puzzle Bobble, Splatoon e Portal 2 entraram num fliperama mágico e fizeram um filho pixelado

Um festival de cores, risadas e plataformas onde amizade é o poder supremo (e o arco-íris é uma arma)

Sabe quando você tá jogando um jogo tão fofo, tão fofinho, que sente seu coração tentando sair do seu peito só pra te dar um abraço? Pois é. Foi assim que eu me senti com POPUCOM, um dos jogos mais inesperadamente deliciosos que já joguei esse ano. E olha que meu backlog tá mais cheio que a geladeira da vovó em domingo de visita!

Desenvolvido pela Hypergryph (que já tinha feito meu radar gamer vibrar por causa do estilo único deles), POPUCOM é basicamente o resultado de uma festa do pijama entre três gêneros de jogo que nunca tinham se falado direito: puzzle, plataforma e shooter. E o melhor: é co-op obrigatório, tipo aquele trabalho em dupla da escola que só funciona se você e sua melhor amiga estiverem na mesma vibe.

🌸 Um início de aventura que parece ter saído de um anime de café com leite e marshmallow

Você começa o jogo sendo arrancado da sua vida normal – tipo assim, você tá de boa em casa, talvez vendo TikTok, e plim, caiu num planeta invadido por gosmas coloridas com carinha de “vou te dar um abraço mortal”. Aí entra a tal da base chamada PANQUECA (sério, o nome da base é Panqueca! Tem como não amar isso?) onde você conhece um assistente muito doido chamado GEMINHA (fofo) que te dá a melhor arma de todas: um canhão que solta gelatina colorida explosiva.

Ah, e se você achou que o nome do canhão seria algo tipo “Canhão Estelar Supremo”, você se enganou. Ele se chama ATIRADOR DE ARCO-ÍRIS (MEU DEUS, isso mesmo). Que é tipo uma versão hipercute de uma metralhadora de balas de goma, tipo aquelas de brincar em piscina, sabe?

💥 Explodir slimes com amor (e cores coordenadas)

A base do jogo é um tipo de Puzzle Bobble 3D que saiu pra tomar ar fresco com uma arte que é beeeem inspirada no Splatoon da Nintendo. Você e seu parceiro, porque lembrando: nada de jogar sozinho (tipo, NADA MESMO, é totalmente para 2 ou mais jogadores), (mais um parêntese: aqui a regra é “dois é melhor que um”) têm cada um duas cores, e o desafio é destruir criaturas combinando três ou mais da mesma cor. Isso enquanto você corre, pula, desvia de lasers, salva gatinhos, e tenta não cair de penhascos mágicos!

Tem algo tão prazeroso em acertar a gosma rosa com o gel azul na hora certa que é quase terapêutico. Tipo pintar com tinta guache num livro de colorir que ganha vida e resolve te agradecer com fogos de artifício e glitter.

🎮 Co-op de verdade: ou você coopera, ou fica pra trás (literalmente)

Eu já joguei muitos jogos com cooperação, mas esse aqui faz questão de gritar “TRABALHO EM EQUIPE” na sua cara com uma placa de neon rosa. Tem momentos que um precisa proteger o outro de turrets irritantes, bloquear lasers com escudo, usar gatinhos como plataforma (calma, os gatinhos gostam, juro!) e até explodir paredes virando uma bolinha tipo a Samus de Metroid (mas muito mais fofa e sem depressão cósmica).

E o melhor: se você é da turma dos desastrados (alô, eu!), o jogo tem assistência de acessibilidade pra te ajudar a pular no lugar certo e até desativar dano se a coisa estiver tensa demais. Tipo Mario Kart com rodinhas. A vida é curta demais pra passar raiva jogando coisa fofa, né?

Ai, gente… tem coisa mais gostosa do que dividir o teclado (ou um controle a mais!) com alguém que a gente ama ou pelo menos tolera? 😅 Jogar um game co-op de duas pessoas no mesmo PC é tipo dividir um brigadeiro: você se estapeia por causa de quem pegou mais, mas no fim tá todo mundo sorrindo. 💖 É aquele momento em que o quarto vira um pequeno caos de risadas, “vai, pula agora!”, “ué, por que você me jogou no buraco???” e uma sensação de conexão tão fofa que parece que o jogo foi feito só pra vocês dois. Ainda mais com joguinhos tipo POPUCOM, onde cada coisinha é pensada pra fazer os dois trabalharem juntos — ou se atrapalharem de um jeito hilário. É simples, é mágico e deveria existir mais. Tipo… patch de abraço multiplayer, quando?

🧩 Os gadgets mais legais desde o dia em que inventaram o tamagotchi

Cada fase nova é uma caixinha de surpresas. Uma hora você tá numa montanha cheia de plataformas móveis, no minuto seguinte você tá num parque de diversões voando num pinguim amarelo gigante (sim, isso acontece). Em outro momento, você tá controlando um escudo holográfico que serve de trampolim. É tipo um episódio de desenho animado que não sabe decidir se quer ser Digimon ou Bob Esponja – e a gente AMA quando isso acontece.

Os minigames de POPUCOM são tipo aqueles intervalos na escola quando você larga os livros e vai brincar no pátio: leves, bobinhos e totalmente viciantes! 🧩🎈 Tem de tudo um pouco — de desafios de tempo a puzzles de coordenação maluca — e todos eles servem como respiros divertidos entre as fases mais desafiadoras. É como se o jogo dissesse “toma aqui um docinho antes de voltar pro caos colorido”.

👗 Personalização? Mas é CLARO que tem!

E pra quem, como eu, só joga RPG pra customizar personagem antes de cair na porrada, fique tranquilo: POPUCOM tem mais roupinhas, chapéus e estilos do que loja de cosplay em dia de liquidação. Tudo cosmético, mas tudo fofo. Inclusive, tem opções pra mudar a cor da sua bolinha explosiva arco-íris. Eu escolhi roxo porque era mais vibe “fada cósmica”, sabe?

🐾 A parte triste: ainda não dá pra fazer carinho no gatinho do jogo

Sério, tem um gato flutuante num balão que te ajuda a levantar objetos pesados e ele parece ter saído de um anime do Studio Ghibli. Mas até agora, não dá pra fazer carinho nele. Eu sei que é um detalhe, mas meu coração tá esperando essa atualização com mais ansiedade que o lançamento de Hollow Knight: Silksong. É claro que eu to de brinks pq isso não faz diferença nenhuma no jogo.

💡 E o que POPUCOM ensina, no fim das contas?

Que jogar em dupla é mais divertido, que ninguém vence colorindo tudo sozinho, que resolver puzzles com uma amiga rindo ao seu lado é melhor que qualquer loot lendário, e que às vezes a gente só precisa explodir uma gosma roxa com gelatina rosa pra se sentir bem num dia difícil.

Ah, e se você tava achando que esse jogo seria mais do mesmo… sinto muito. POPUCOM é o tipo de jogo que te dá uma piscadinha no menu inicial e diz “relaxa, gatinha, hoje a gente vai se divertir até o botão Start gastar”.

Prós:

  • Gráficos e performance excelentes – coloridos de derreter a retina de tão lindos, e lisinhos como passar manteiga no pão quentinho.
  • Combate autoral e divertido – onde mais você explode gosmas com bolhas de arco-íris e sai sorrindo?
  • Bom conteúdo secundário – dá gosto de rejogar fases pra pegar figurinhas e roupinhas fofas.
  • Mapas interessantes e bons de explorar – é tipo um parque de diversões flutuante em forma de videogame.

Contras:

  • Sessões de plataforma são imprecisas e cansativas – às vezes você salta achando que vai voar, mas cai feito uma jujuba molhada.
  • Progressão da personagem é desbalanceada e deixa o jogo muito fácil – se você curte um desafio estilo “Dark Souls com glitter”, talvez fique entediado rapidinho.
  • Narrativa expositiva e derivativa – parece que foi escrita por um robô que assistiu muito anime às três da manhã com sono.

Nota Final: 8/10

POPUCOM é uma daquelas joias inesperadas que aparecem no seu caminho quando você mais precisa de um sorriso. Uma mistura tão improvável quanto dançar forró com um robô, mas que funciona absurdamente bem. É como se Portal 2 tivesse tido um filho com Splatoon, que foi criado por Kirby e educado por Professor Layton. Tem humor, tem cor, tem desafio e, acima de tudo, tem carinho em cada detalhe. Então, pegue sua amiga, sua crush, sua prima, sua vó gamer ou até aquele colega que só joga jogo de tiro e convença ele a soltar um arco-íris no coração: POPUCOM é um abraço pixelado esperando por vocês.

Magali "Pixel" Susana

Magali "Pixel" Susana é pseudônimo (para evitar gente chata me procurando nas redes)! Gamer das antigas, da época que checkpoint era coisa de filme de ficção científica. Com um coração pixelado e uma paixão que atravessa gerações, ela escreve para quem ama videogames com alma. Se você é da era dos disquetes, vai lembrar de mim... ou sentir que sempre me conheceu.
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