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Análise | Project Motor Racing é bonito, mas desaba na otimização

Simulador impressiona no visual máximo, mas perde qualidade e desempenho rapidamente

PROJECT MOTOR RACING — A CORRIDA MAIS LONGA É AGUENTAR O JOGO ATÉ O FINAL! Análise completa no modo RumbleTech: sarcasmo baixo, humor ácido, paciência zero e volante vibrando do jeito errado.

Eu sempre entro em jogos de corrida com esperança. Aquele sonho bobo de que talvez — só talvez — a indústria tenha entendido que simulação não é sinônimo de “física feita em uma sexta-feira às 17h28 quando todo mundo queria ir embora”. Mas aí chega Project Motor Racing, da Straight4 Studios, aquele pessoal que já levou a comunidade para passear anteriormente com Project CARS, prometeu o paraíso automotivo, e… bem… entregou um estacionamento do Carrefour com buraco em tudo quanto é lado.

E olha, eu tentei, tá? Peguei volantão, ajustei FFB, botei aquela playlist de sons de carro velho roncando… e fui. Fui com fé. A fé acabou na primeira curva, mas fui.

E agora você vai comigo.

🚗 O Jogo Que Queria Ser Tudo — E Entregou Só A Embreagem Mole

Project Motor Racing chega com aquele discurso corporativo bonito:

“Simulação de primeira linha, física avançada, sensação de direção realista, mais de 70 carros, dezenas de pistas, IA sofisticada…”

Tá bom, né? Eu também digo para mim mesmo que vou entrar na academia toda segunda-feira e comer saudável, mas a realidade é pastel e refrigerante.

Esse jogo é exatamente isso: promessas saudáveis com execução de pastelaria.

O marketing dizia que seria o retorno triunfal do “sim racing raiz”, como se GTR 2 tivesse descido dos céus abraçado com um volante Fanatec. Mas quando você começa a jogar, descobre que: alguns carros dirigem bem, outros dirigem como se estivessem com amortecedor de gelatina, e uns poucos parecem completamente possuídos pelo próprio Satanás.

E não aquele Satanás estiloso do Diablo, não — aquele Satanás que trabalha de estagiário e derruba café no servidor.

🎮 Física: às vezes brilhante, às vezes puro caos — tipo o código do jogo

A física é o equivalente automobilístico de jogar truco com alguém que mente em todas as rodadas: um carro gruda na pista como se fosse F1 pós-DLS, outro perde traseira como se colocaram sabão em pó nos pneus, o FFB te devolve umas vibrações tão confusas que parece que o volante tá tentando pedir socorro em código Morse.

E, mano, simulação inconsistente em jogo que vende o discurso de “realista” é tipo restaurante caro que serve comida fria: ninguém perdoa.

Tem carro que te faz pensar: “Caramba, isso é simulação!”.

E tem outro que te faz pensar: “Caramba, isso é bugado.”

E às vezes é o mesmo carro.

🌧️ Gráficos: o downgrade mais rápido que depreciação de carro usado

Lembra quando os trailers exibiam aquele brilho irresistível? Reflexos impecáveis, iluminação cinematográfica, chuva de revista automobilística, pista lisinha e sombras dignas de engine de última geração? Pois é: tudo isso existe no jogo — desde que você tenha coragem de rodar TUDO no máximo. Aí, por alguns minutos, Project Motor Racing realmente parece um senhor simulador.

O problema é que a beleza dura menos que pneu macio no calor do Bahrein.

Você começa a ajustar configurações para tentar manter os frames vivos, mexe aqui, corta ali, desliga um efeito acolá… e pronto: o jogo, antes bonitão, se transforma quase instantaneamente em algo que parece um mod amador de Assetto Corsa feito num domingo preguiçoso.

E não estou exagerando: texturas começam a borrar, sombras dão aquela piscada estilo luz de banheiro velho, o público parece recortado em papel sulfite, árvores viram esculturas de massinha, e os reflexos ficam com cara de jogo mobile pré-2018.

Se isso fosse um Early Access de R$ 40, dava pra engolir. Mas um AAA de 2025 que só é bonito quando está prestes a explodir sua placa de vídeo? Aí, meu amigo… aí não dá.

Project Motor Racing é um espetáculo visual — desde que você não toque em absolutamente nada nas configurações. O mínimo ajuste e o jogo desaba mais rápido que a aerodinâmica da Haas.

🛠️ Modo Carreira: a grande piada da década

Você pensa: “bom, pelo menos o modo carreira deve segurar a onda”. O que você encontra? Uma experiência tão rasa que fez até fãs de Project CARS reclamarem.

E, mano… quando fãs de Project CARS reclamam de alguma coisa superficial, é porque o negócio tá feio.

A carreira é: mal estruturada, sem ritmo, sem narrativa, sem progressão convincente, sem alma.

É como se a Straight4 tivesse dito:

“Gente, lembra que precisava de modo carreira?”
“PUTZ!!! Faz qualquer coisa aí!”

E realmente fizeram.

🤖 IA — Inteligência Artificial? Só se for “Imprevisivelmente Agressiva”

A IA do jogo não é inteligente. Ela é só… atrevida.

Você entra na curva e ela simplesmente decide que você é invisível. Ela te empurra pra fora. Ela freia no meio da reta. Ela ignora colisão. Ela bate e acelera como se estivesse tentando te assaltar.

Ela tem dois modos:

  1. Monge Zen: anda devagar, bloqueia pista, ignora corrida.

  2. Demônio de Kart: joga seu carro pra fora como se fosse Mario Kart com ódio no coração.

“Mas talvez no multiplayer melhore…”

HAHAHAHAHAHAHA

Não.

🌐 Multiplayer – também conhecido como “roleta russa online”

Bugs, quedas, penalidades absurdas, carros teleportando, colisões invisíveis — aquela maravilha que te faz imaginar que talvez silêncio e paz interior sejam mais importantes que simulação automobilística.

O multiplayer é literalmente assim:

  • 30 segundos de esperança,

  • 1 minuto de caos,

  • 5 minutos de frustração,

  • e um rage quit natural.

Inclusive, “rage quit” devia ser uma conquista no jogo.

🏁 Sinto que já joguei esse jogo antes… e ele era melhor

A parte mais triste? Project Motor Racing tenta reviver a glória de GTR 2, tenta ser o rebound dos fãs traídos por Project CARS 3… e não consegue ser nem Project CARS 2.

Pior: ele parece pegar defeitos dos 3 jogos ao mesmo tempo.

Ele quer ser:

  • GTR 2 na física,

  • Project CARS no conteúdo,

  • Simulação moderna na estrutura…

Acaba sendo:

  • Project CARS 1.5 com problemas nos freios.

Se fosse um carro de verdade, seria aquele esportivão com aerofólio gigante que, quando você liga, parece um Fiat Uno tentando parar de morrer no farol.

🛠️ Otimização? HAHA

A otimização de Project Motor Racing é aquele tipo de piada interna que só quem sofreu consegue entender — porque rodar esse jogo é praticamente um esporte de risco. Mesmo em máquinas parrudas, daquelas que fazem até Cyberpunk 2077 pedir desculpa, o jogo insiste em engasgar como se estivesse rodando dentro de uma airfryer.

Frames despencam nas curvas, a GPU fica a 98% fazendo cara de “por que você tá me fazendo passar por isso?”, as texturas demoram para carregar como se viessem de fax, e a CPU… bem, ela parece estar processando física quântica em tempo real. Do nada, o jogo tem picos de performance dignos de um notebook escolar tentando rodar Elden Ring. E o pior? Não importa se você baixa sombras, reflete menos, corta tudo no low — o jogo continua pesado, nervoso e birrento. É a prova viva de que, às vezes, a física não é o problema: é o motor do jogo mesmo que fumaça antes da hora.

🧪 Minha experiência pessoal — e uma velha lição repetida

Eu entrei no jogo com meu volante, meu pedal, minha cadeira que range, meu setup digno de “pai de família que já gastou demais em periféricos”.

E, olha, teve momento bonito SIM. Especialmente com carros clássicos — esses realmente parecem bem simulados.

Mas aí vinha: bug gráfico, bug de FFB, IA batendo, sombra estourando, chuva que parece talco caindo no ar, penalidade por culpa da IA, modelo físico mudando sem aviso.

É um jogo que te dá uma alegria de 10 segundos… e te tira ela em 4.

Se você gosta de sofrimento leve e controlado, ok. Se você é um sim racer tentando evoluir… a coisa fica difícil.

Prós:

  • Alguns carros clássicos têm física realmente boa.
  • Som e cockpit criam momentos de imersão genuína.
  • Várias pistas e carros licenciados.
  • Potencial enorme — se o jogo receber MUITO patch.

Contras:

  • Física inconsistente e FFB problemático.
  • Modo carreira fraco, raso e sem propósito.
  • Gráficos datados e abaixo da promessa.
  • IA completamente maluca.
  • Multiplayer quebrado e irritante.
  • Sensação geral de jogo inacabado vendido como pronto.
  • Comunidade extremamente insatisfeita — e com razão.

Nota Final: 6/10

Project Motor Racing é… um carro esportivo com motor amarrado com fita isolante. O jogo tem potencial? Tem. Todo jogo que promete “simulação de verdade” tem. Mas hoje? Hoje ele é um simulador que queria ser premium, mas que entrega um produto com cheiro de beta caro. A física às vezes funciona. A carreira quase existe. Os gráficos quase impressionam. O multiplayer quase roda. E a experiência quase vale a pena. E quase, meu amigo, é a palavra favorita dos fracassos. Com patches e tempo, talvez vire um jogo decente. Mas atualmente? É o equivalente automotivo de comprar um carro usado com “só 80 mil km rodados” e descobrir que o hodômetro foi resetado com um clipe de papel.

 

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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