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Estreou nesta sexta-feira (17) o oitavo episódio de “Soul of Gold“, que deu grande destaque para o Cavaleiro de Ouro mais forte de todos, Shaka de Virgem (ou seria o mais forte Saga de Gêmeos? Vocês decidem nos comentários!), contra o Guerreiro Deus Balder, descrito como sendo um próprio deus.

O episódio começa com Shaka usando suas técnicas Ciclo das 6 Existências e Invocação dos Espíritos Malignos, mas nada parece afetar o Guerreiro Deus, que nem ao menos sai do lugar. Balder, com o poder do próprio Odin, ataca Shaka com golpes poderosos sem poder resistir. Descobrimos então o passado de Balder.

Nascido um uma vila pobre de Asgard, ele quando garoto sentia grande compaixão pelas pessoas doentes e que sofriam para sobreviver. Mas ele era fraco e nada podia fazer, então um dia quando estava se lamentando, Odin respondeu suas preces. Por possuir uma alma boa e gentil, Odin concedeu seu grande poder para Balder que se tornou imortal, e para assim fazer uma diferença no mundo.

Com o poder recebido, Balder dedicou sua vida nos campos de batalha, por achar que era um lugar mais apropriado para um deus, até ser convocado por Andreas para se tornar um Guerreiro Deus. Enquanto fala com Shaka, seu tamanho em relação ao dourado é colossal, para mostrar toda sua grandiosidade divina. Mas ao ouvir a história do rival, Shaka não se deixa abalar e diz que ele não é nenhum deus, que pode possuir o poder de um, mas que falta algo nele, que só um verdadeiro deus poderia ter (Shaka e sua grande sabedoria).

Shaka diz que no momento em que Balder recebeu esse poder, algo foi retirado dele em troca. O virginiano também afirma que o deus que lhe concedeu o poder não era Odin, e que através de suas meditações, descobriu que quem governa Asgard e controla Andreas não é Odin, mas sim uma presença maligna.

Balder se nega a acreditar nisso e agarra Shaka com a mão como se ele fosse um simples boneco. O dourado o chama de idiota e se liberta, e então Balder se vê de pé na palma da mão de Buda (sempre muito legal essas cenas de grandiosidades divinas). Shaka então fala com o “espírito maligno” que controla Asgard (e que parece estar controlando Balder agora), e avisa que em breve os Cavaleiros de Ouro acabarão com ele.

E então, o momento que todos esperavam, Shaka abre os olhos pela primeira vez na luta (com uma animação horrível) e liberta todo o poder do seu cosmo, revelando a sua armadura divina. Balder ataca e Shaka usa sua técnica mais poderosa, Tesouro do Céu, que arrasa com o adversário e com a estátua da câmara.

Balder, em seus últimos suspiros nos braços de Shaka, pergunta o que foi que ele perdeu. O dourado responde que ele perdeu seu coração misericordioso (inclusive aparece uma cena triste dele abandonando o cãozinho de estimação). O Guerreiro Deus, com lágrimas nos olhos, perde seus poderes divinos e começa a sofrer horrivelmente, sentindo no corpo todos os golpes que levou dos adversários durante sua vida de lutas.

Então Shaka, num ato misericordioso (sacaram a referência/analogia?), retira o sentido do tato do seu rival, para que possa morrer sem sentir dor. O dourado diz para ele não temer, que a morte não é o fim de tudo, referência a uma das frases clássicas do personagem (e sempre muito bem inseridas no contexto, afinal, ele está dizendo isso para um “deus” caído). Aparentemente, Shaka não morreu no combate após liberar seu poder divino, diferente dos outros cavaleiros de ouro.

Vale também destacar a belíssima participação de Máscara da Morte no episódio (com direito a golpe inédito), que aparece de surpresa na luta de Mu e Fafner e assume a briga de Áries, falando para ele continuar em frente. Câncer deseja redimir sua alma amaldiçoada, vingando a morte de inocentes nas mãos de Fafner (a garota por quem ele estava caidinho e seus irmãos em episódios anteriores). A grande sacada dessa redenção é perceber que o próprio Máscara da Morte matava inocentes sem compaixão, então ao enfrentar Fafner é como lutar contra um reflexo seu, o seu lado negro.

O dourado usa sua técnica Ondas do Inferno e leva a luta para a entrada do mundos dos mortos. O Guerreiro Deus diz que as crianças ainda não estão mortas, e que se ele for derrotado, elas morrerão definitivamente também. Sem poder reagir, Câncer apanha do inimigo, até que as almas das crianças falam para ele não se preocupar com elas e que ataque o inimigo (assim como a Saori fez com Shiryu na saga clássica, quando o Dragão lutava contra Câncer), para vingar a morte da irmã.

Assim, com o espírito renovado, Câncer libera todo o seu cosmo e armadura divina (junto com Shaka, inclusive) e derrota o adversário, mas não o mata, deixando-o enterrado na entrada do mundo dos mortos, e assim salvando a alma das crianças, que voltam para seus corpos. Câncer destrói a estátua da sua câmara, mas é mais um dourado a perder a vida.

Falando sobre os aspectos técnicos do episódio, dizer que a animação e os traços estão com um padrão de qualidade horrível é “chover no molhado“. Em nenhum momento temos uma cena que impressione (a melhor foi a que aparece as armaduras divinas, em poucos segundos), o que é vergonhoso para uma companhia veterana cheia de grana e recursos como a Toei Animation (e não uma pobrezinha qualquer se aventurando em sua primeira animação) trabalhando com uma franquia tão consagrada como CDZ. Poxa, vamos melhorar isso aí né pessoal!

Quanto ao roteiro tivemos um bom avanço, com Shaka fazendo algumas revelações que antes eram só hipóteses. Realmente há outro vilão comandando tudo através de Andreas, assim como Poseidon fez com Hilda. Quem será essa misteriosa entidade? Apenas como curiosidade, Balder na mitologia nórdica era realmente um ser divino, a serviço da justiça e sabedoria, que foi morto por Loki, que sentia inveja da sua bondade e popularidade com os outros deuses.

As lutas foram breves (como é a proposta desta nova série) e não tão empolgantes como poderiam ser se tivessem uma animação melhor, porém resgatou referências clássicas que certamente vai agradar aos fãs antigos de CDZ. No próximo episódio será a vez de Saga mostrar todo o seu poder, lutando contra o irmão do saudoso Siegfried, o Guerreiro Deus Sigmund.

Aproveite e confira nossas análises do episódios anteriores e uma matéria especial:

– Saint Seiya: Soul of Gold – confira as referências da mitologia nórdica usadas no novo CDZ

– Análise – Saint Seiya: Soul of Gold – S01E07 – Armadura Divina vs Armadura Divina

– Análise – Saint Seiya: Soul of Gold – S01E06 – Entre nas Sete Câmaras da Yggdrasil

– Saint Seiya: Soul of Gold – veja o que esperar do novo anime dos Cavaleiros do Zodíaco