
Olha só, mano, imagina misturar “Euro Truck Simulator” com “No Man’s Sky”, mas sem a parte de ficar extasiado com a vastidão do espaço e mais tipo “vou ficar aqui trocando pneu na interestelar”… É mais ou menos isso que Star Trucker quer ser. O jogo, da galera da Raw Fury, te joga no espaço sideral com uma carreta-espacial que, se bobear, consome mais energia do que minha antiga lan house rodando “Crysis”. Mas, vamos lá, segura firme que a análise vai começar, e já adianto: tem mais buraco aqui do que em uma rua de bairro periférico.
Um caminhoneiro no espaço?
Mano, eu já vi gente criativa nessa indústria dos games, mas “e se botássemos um caminhoneiro espacial para entregar carga entre planetas?” parece ter saído de uma reunião onde os devs estavam mais chapados que o Trevor em GTA. O jogo começa bonitinho, tu tá lá na tua carreta espacial, cheia de botões e monitores que só faltam te perguntar se você sabe o que tá fazendo. Aí já bate aquele déjà-vu: é tipo se meter a montar um móvel do IKEA sem manual e na gravidade zero. Lembra do “Hardspace: Shipbreaker”? Então, Star Trucker tenta pegar aquele vibe de trabalho chato, mas relaxante, só que o efeito é mais ou menos o oposto. Em vez de relaxar, parece que tô jogando Soulslike com minha paciência no limite.
Mano, deixa eu te dar um toque de quem já tomou na cabeça: nem passa pela sua mente começar no nível Hardcore de Star Trucker, sério. Isso aí é pedir pra falir no espaço mais rápido que um novato em Dark Souls. Vai com calma, começa devagar no nível normal, porque nesse jogo, se você quiser bancar o apressadinho, vai acabar sem ar e com uma nave que mais parece uma peneira de tanto buraco. No hardcore, tu vai gastar mais tempo consertando a nave do que aproveitando a vista do espaço. Então, relaxa, vai com jeito, senão nem vai conseguir entregar aquela carga a tempo, parceiro!
A aventura da paciência – ou a falta dela
Star Trucker se vende como um simulador relaxante, mas vou te contar, é mais fácil eu relaxar jogando Dark Souls pelado com a barra de vida no mínimo. Pra começar, controlar essa carreta espacial parece aquele primo bêbado tentando manobrar o carro na festa de fim de ano. O jogo quer que tu manobre teu caminhãozinho de 30 toneladas como se fosse uma nave de Elite: Dangerous, só que aqui o PERIGO é tu bater em asteroides, fazer cargas flutuarem no vácuo e, sei lá, matar uns alienígenas no processo. E sim, você vai passar boa parte do jogo trocando peças e consertando o casco da nave, porque aparentemente é isso que caminhoneiros espaciais fazem – consertar o trambolho toda hora, como se tivesse comprado a nave em uma OLX espacial.
Sim, o espaço é bonito… mas nem tanto
Vou dar crédito onde merece: o espaço em Star Trucker é bonito. Tipo, daquele jeito que faz tu pensar “talvez eu gostasse mais de estudar astronomia no colégio”. Mas isso não salva o jogo de ser meio… tedioso. O lance aqui é cruzar planetinhas enquanto escuta o rádio com umas músicas retrô, o que é legal nas primeiras 20 vezes que tu faz isso. Depois disso, meu irmão, parece que a trilha sonora foi feita pelo Siri da Apple: genérica pra caramba.
E ó, pode esquecer aquela vibe de “Elite: Dangerous”, onde tu fica fazendo manobras insanas e se achando o Han Solo. Aqui é mais tipo “Transportadora Estelar da Quebrada”: pega a carga, entrega a carga e tenta não explodir nada no meio do caminho. Beleza, eu gosto de simuladores, mas isso aqui parece mais uma versão Hardspace onde trocar pneu e consertar o motor virou a parte mais “divertida”. E, falando em diversão, se você acha que vai dar rolê pelas estações espaciais, tomar uma breja com os caminhoneiros espaciais, esquece! A interação aqui é na base do papo reto com uns diálogos que são mais secos que aquele pão de ontem. Não tem vida fora da tua nave, meu parceiro.
Gestão de recursos? É mais fácil passar no Enem…
Agora, o que pega mesmo é a bendita economia desse jogo. Sério, não basta ser um caminhoneiro solitário no vácuo eterno, tu também tem que ficar controlando tudo: oxigênio, combustível, energia… e, claro, sem dinheiro pra nada. Mano, parece que a Raw Fury quer que você aprenda a ser pobre no espaço também, porque o preço das paradas aqui é ridículo. Ah, e se tu gastar tudo no começo, tipo quando você acha que vai fazer um upgrade bacana na tua nave? Parabéns, agora você tem um Game Over na forma de uma nave quebrada e sem grana pra consertar.
Em Star Trucker, cada missão parece mais uma tentativa de evitar a falência galáctica. Cuidado com a manutenção da nave, porque ela consome mais energia que a lan house rodando “Crysis” de 2007. E sabe o que é pior? As benditas células de energia não são recarregáveis. Sim, no ano 5000 e lá vai pedrada, a humanidade ainda não inventou uma bateria que recarrega. Tá certo isso, Arnaldo?
BII-BIIIII (leia como se fosse uma BUZINA)
Beleza, vou admitir que depois de umas cinco horas de jogo, quando tu já decorou os controles, as mecânicas começam a fazer sentido. Tu entra numa vibe zen, tipo: “Ok, vou só levar essa carga aqui e escutar o rádio.” A sensação é meio semelhante a dirigir por uma rodovia deserta às 3 da manhã, só que no espaço. Mas aí vem o problema: não tem variedade. Tu não vai ver outros jogadores, não tem aquele “pvp” maluco ou encontros aleatórios. E a galera com quem tu troca ideia? Parece um roteiro de filme de baixo orçamento. Eu esperava diálogos mais engraçados, tipo uns “Vamos derrubar o Império junto?”, mas é mais um “Ó, cuidado aí com a rota 72, hein.”.
Prós:
- Visual bacana do espaço (bonito que só ele)
- Quando engrena, até que dá pra relaxar
- Trilha sonora com aquele clima retrô
Contras:
- Economia mais quebrada que meu saldo bancário
- Controles difíceis de pegar o jeito
Nota Final: 7/10
No fim das contas, Star Trucker é aquele jogo que tem potencial, mas parece uma oportunidade perdida. Se você curte simuladores de caminhão, vai estranhar o ritmo lento e a falta de emoção. Se você tá na pegada de um “Elite: Dangerous”, vai querer jogar outra coisa depois de umas três horinhas. Agora, se tua vibe é um rolê mais estilo “cansei, quero algo diferente e não tenho nada melhor pra fazer”, talvez você consiga extrair alguma diversão dessa viagem espacial.