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Análise | Trouble Witches FINAL! Episode 01 é o caos mágico perfeito dos shmups

Um shoot ’em up de bruxinhas que mistura bullet hell, magia e muito caos fofo.

(ou: como eu fui atropelada por balas fofas, bruxinhas e um caos delicioso)

Eu confesso: toda vez que um shoot ‘em up aparece na minha frente, meu cérebro entra automaticamente em modo “anos 90 desbloqueados”. É aquele reflexo pavloviano de quem cresceu vendo navinhas explodindo, chefes ocupando metade da tela e uma trilha sonora tentando convencer você de que está salvando o universo. Trouble Witches FINAL! Episode 01: Daughters of Amalgam entra exatamente nessa categoria… mas com um detalhe importantíssimo: ele é um shmup que decidiu abraçar o caos fofo com força total, como se Touhou Project tivesse feito um pacto com Cotton e depois passado tudo isso num liquidificador mágico.

E olha… funciona. Funciona até demais.

Bruxinhas, balas mágicas e um mundo que não liga muito pra coerência

A história de Trouble Witches FINAL! não tenta ser profunda, épica ou emocionalmente devastadora — e isso é quase um alívio. Aqui, o foco é aquele universo de fantasia levinha, meio nonsense, cheio de personagens carismáticas e situações que parecem existir só porque alguém pensou: “e se?”.

O mundo gira em torno das bruxinhas, cada uma com personalidade própria, designs exageradamente fofos e poderes mágicos que justificam a quantidade absurda de projéteis coloridos na tela. A narrativa funciona mais como pano de fundo, daquele jeitinho clássico de arcade japonês: ela está ali, é simpática, mas não atrapalha você de desviar de cinquenta balas por segundo enquanto seu cérebro grita.

A maioria concorda: ninguém joga Trouble Witches FINAL! pela história, mas todo mundo gosta que ela exista. É quase como assistir um anime episódico leve — você não lembra exatamente do enredo, mas lembra de como foi divertido.

Gameplay: quando o caos vira coreografia

Agora vamos ao que realmente importa: jogabilidade. E aqui eu preciso respirar fundo.

Trouble Witches FINAL! é um shmup 2D vertical, com uma pegada extremamente arcade, mas cheio de sistemas que dão uma profundidade inesperada. A base é simples: você voa, atira, desvia e explode coisas. Só que aí entra o tal do Magic Circle, que muda tudo.

Esse sistema permite desacelerar o tempo, converter projéteis inimigos em moedas mágicas e virar o jogo momentaneamente a seu favor. É quase como se o jogo dissesse: “ok, você vai morrer… MAS E SE NÃO?”. Esse recurso transforma momentos de puro desespero em oportunidades estratégicas — e também em surtos de confiança totalmente injustificados.

Comparando com outros jogos do gênero, ele fica ali no meio do caminho entre Touhou Project (pela densidade de balas) e Deathsmiles (pela estética mais fofa e personagens carismáticas). Mas o Magic Circle dá uma identidade própria, algo que muitos shmups modernos tentam e não conseguem.

Usuários no Steam elogiam muito esse sistema, especialmente porque ele deixa o jogo mais acessível para iniciantes sem tirar o desafio dos veteranos. E eu concordo 100%. Eu, que sou aquela pessoa que começa confiante e termina pedindo desculpa pra tela, consegui avançar mais do que esperava — e isso diz muito.

Personagens jogáveis: escolha sua bruxinha do caos

Cada personagem jogável tem tiros, velocidade, alcance e habilidades diferentes, o que muda completamente o ritmo da partida. Algumas são mais rápidas e frágeis, outras mais lentas e poderosas. É aquele clássico dilema de shmup: você quer controle ou destruição?

Isso adiciona uma camada de replay absurda. Não é exagero dizer que jogar com outra personagem parece quase outro jogo. Trouble Witches FINAL! não vive só de nostalgia, ele incentiva você a experimentar, errar, morrer e tentar de novo — muitas vezes sorrindo enquanto isso acontece. E temos uma DLC que adiciona a bruxina de Cotton, o que é ótimo pois ela é perfeita para iniciantes.

Chefes: lindos, caóticos e nada educados

Os boss fights são um espetáculo à parte. Visualmente, são exagerados, cheios de animações, padrões de ataque quase hipnóticos e aquele charme clássico de “isso aqui claramente quer te matar”.

Cada chefe funciona quase como um teste final do que você aprendeu até ali: posicionamento, uso inteligente do Magic Circle e leitura de padrões. Não é só reflexo — é observação. E sim, muitas vezes você morre não porque o jogo é injusto, mas porque ficou olhando bonito demais pra tela. Acontece.

Comparando com outros shmups modernos, os chefes aqui não reinventam a roda, mas executam muito bem o que se propõem. E honestamente? Às vezes é disso que a gente precisa.

Gráficos e estética: fofura até explodir

Visualmente, Trouble Witches FINAL! abraça um 2D colorido, exagerado e propositalmente carregado. Personagens com proporções caricatas, efeitos mágicos piscando sem vergonha nenhuma e cenários que parecem saídos de um anime arcade perdido no tempo.

Não é um jogo minimalista, não é elegante no sentido moderno — e nem quer ser. Ele é barulhento, chamativo e orgulhoso disso. Alguns jogadores em reviews mencionam que a tela pode ficar “poluída demais”, especialmente em momentos mais intensos. Eu entendo o ponto… mas também acho que faz parte do charme.

É aquele tipo de jogo que olha pra você e diz: “se vira, querida”.

Trilha sonora: anime, arcade e adrenalina

A trilha sonora cumpre seu papel com louvor. Músicas agitadas, cheias de energia, que não tentam ser memoráveis individualmente, mas funcionam perfeitamente como combustível emocional. É aquela OST que você não vai ouvir fora do jogo, mas que lá dentro faz todo sentido.

Dificuldade: justa, mas sem dó

O jogo oferece níveis de dificuldade variados, o que ajuda tanto novatos quanto veteranos. No normal, ele já exige atenção. No hard, ele vira praticamente uma prova de resistência emocional.

E sim, morrer faz parte da experiência. Trouble Witches FINAL! não te pede perfeição, mas pede aprendizado. Cada morte ensina algo — nem que seja “não fique parado olhando efeito bonito”.

Prós:

  • Gameplay viciante com identidade própria graças ao Magic Circle
  • Personagens carismáticas e variadas
  • Chefes bem desenhados e desafiadores
  • Alto fator replay
  • Estilo arcade clássico muito bem executado

Contras:

  • Tela pode ficar visualmente carregada demais
  • História é superficial (embora simpática)
  • Pode assustar jogadores que não estão acostumados com shmups

Nota Final: 7/10

💜✨ E agora me conta: você também fica hipnotizado olhando padrão de bala bonito antes de morrer… ou sou só eu? No fim das contas, Trouble Witches FINAL! Episode 01: Daughters of Amalgam é um shmup que sabe exatamente o que quer ser. Ele não tenta competir com gigantes ultra-sérios do gênero nem reinventar tudo. Ele quer ser divertido, carismático, caótico e um pouco cruel — e consegue. É o tipo de jogo que você abre “só pra jogar um pouco” e, quando percebe, está discutindo mentalmente qual bruxinha é sua favorita e jurando que na próxima run vai dar certo. Spoiler: talvez não dê. Mas você vai tentar mesmo assim.

Magali "Pixel" Susana

Magali "Pixel" Susana é pseudônimo (para evitar gente chata me procurando nas redes)! Gamer das antigas, da época que checkpoint era coisa de filme de ficção científica. Com um coração pixelado e uma paixão que atravessa gerações, ela escreve para quem ama videogames com alma. Se você é da era dos disquetes, vai lembrar de mim... ou sentir que sempre me conheceu.
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