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– Diário Anime Friends 2004 –
Continuando com as nossas matérias sobre o Anime Friends e preparando os nossos leitores para o AF de 2006, agora vamos conferir um relato bem detalhado da edição de 2004 (para quem não leu a de 2003, só clicar aqui). Sem mais delongas, divirtam-se ^^

Tentarei contar aqui como foi a minha aventura no evento Anime Friends de 2004. O evento começou na quinta-feira, dia 08/07 e foi até o domingo, 11/07, com o super show de encerramento Super Friends Spirit, com os quatro cantores japoneses, Hironobu Kageyama, Masaaki Endo, Masami Okui e Eizo Sakamoto.

Infelizmente perdi os dois primeiros dias, pois os dias que estavam marcados para a Caravana que eu estava inscrito era pra sábado e domingo, afinal o povo tem que trabalhar também, então certamente os paulistas que não foram nesses dois primeiros dias, pisaram na bola legal, pois com certeza foram os dias mais sossegados pra se assistir aos shows e tentar catar um autógrafo deles.

Na quinta-feira tivemos uma tarde de autógrafos com a Masami Okui (felizardo de quem conseguiu!) e a noite um show com a dupla Eizo Sakamoto, com seu estilo metaleiro e o nosso velho conhecido Hironobu Kageyama, que já é a segunda vez que vem ao Brasil.

Na sexta-feira foi a vez de Hironobu Kageyama ter a tarde de autógrafos e o show da noite foi comandado pela Masami Okui e Masaaki Endo.

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Masami Okui e Kageyama dirigindo-se aos carros para o hotel

E foi na sexta-feira a noite que nós partimos para São Paulo. Arrumei uma mala de tamanho considerável, coloquei algumas mudas de roupa, já que não ia precisar de muita coisa, mas eu sabia que na volta a mala estaria carregada, por experiência do ano passado. Levei também uma pequena bolsa para guardar as tranqueiras que fosse comprando no evento, e claro, o principal, levei minha câmera digital e mais outra com filme normal, para registrar todos os momentos dos shows.

Infelizmente acabei indo sozinho, pois meus amigos ou não tinham dinheiro ou não estavam completamente interessados para gastarem dinheiro numa viagem onde a maior parte do tempo ficaríamos no evento. Assim coloquei minha mala nas costas e parti, poderia ter indo andando, já que o local do encontro não era muito longe da minha casa, mas como a noite estava com um frio razoável e eu estava com preguiça, resolvi pegar um ônibus.

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algumas fotos pre´-show

Uns 20 minutos depois eu já estava chegando ao local combinado, havia dois ônibus fretados, um grande e outro menor (ano passado havia sido apenas um). Ao chegar lá, reconheci alguns dos organizadores da Caravana, que eram os mesmos do ano passado e que eu sempre acabo encontrando nesses eventos de anime e mangá. Fui reconhecido e bem recebido, como um deles disse pra mim: “hey, você é o cara que sumiu ano passado, não é?”.

Todos riram, eu achei engraçado o cara lembrar de mim por causa disso (no ano passado havia sido combinado que, depois do show, o pessoal iria se encontrar num local pra voltar para o Hotel onde estávamos hospedados, acontece que eu acabei conhecendo umas paulistas e digamos que acabei voltando de táxi para o Hotel beeemmm mais tarde. Quando voltei para o Hotel, estava todo mundo achando que eu havia sido raptado ou coisa parecida, rs).

Enfim, estava cheio de gente por lá, algumas pessoas eu reconheci da Caravana do ano passado, mas infelizmente as “panelinhas” já pareciam todas feitas e fiquei me sentindo meio excluído, mas tudo bem, afinal eu estava indo para curtir o show. Os organizadores anotaram meus dados, deixei minha mala no bagageiro do ônibus e subi para dentro do ônibus grande azul.

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O fundão já estava dominado pelo povo mais bagunceiro (como sempre, isso nunca muda, rs). Eu resolvi sentar lá na frente, o que foi muito bom, pois os organizadores sentaram lá também e pude trocar umas idéias com eles durante a viagem.

Ah sim, a viagem, o que eu posso dizer sobre ela? Assim que os dois ônibus partiram, colocaram um vídeo para assistirmos, e o escolhido foi o não tão glamuroso anime Gunbusters. Foram 6 episódios seguidos, eu inclusive cheguei a cochilar em alguns momentos, mas devo confessar que os últimos episódios achei bem interessantes. Muitos reclamaram da escolha do anime, a maioria achou muito chato, então estava aquela zona dentro do ônibus, com alguns querendo assistir e outros querendo conversar (aliás havia algumas garotas que não tinham volume na voz, tinha uma menina que toda vez que falava, parecia uma faca entrando no meu cérebro).

Quando o último episódio acabou, o fundão festejou, já devia ser mais de 2 da manhã e todos estavam alegres. Resolvi fazer um social e conheci alguns caras que estavam sentados nas poltronas ao lado e ao fundo. No meio daquela conversa toda, um barulho me chamou a atenção: era um ronco! Um cara que estava sentado na minha frente conseguiu a proeza de dormir, mesmo com aquela zona e as gurias tagarelas sem volume de voz. Apelidamos o cara de “mestre” e deixamos ele curtir o sono dele.

Dentro do ônibus havia pessoas de todas as idades, crianças, adolescentes, jovens e uma ou duas mamães, acompanhando as filhinhas. Eu estava ali pelo meio, então não teria grandes problemas de me enturmar. Fizemos nossa primeira e única parada, o pessoal desceu na estação para comprar alguns petiscos e refris, eu comprei um salgadinho e uma Fanta uva, aproveitei e fui até o outro ônibus, o menor, para ver se tinha alguém conhecido. Encontrei dois velhos conhecidos e ficamos batendo papo, perguntei como estava a viagem naquele ônibus, responderam que estava tudo sossegado, mas reclamaram da falta de mulheres mais velhas no ônibus. Fiquei imaginando se eles iriam gostar de ficar no meu ônibus, que estava longe de ser um lugar “sossegado”, mas que pelo menos tinha garotas da idade deles.

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uma das Rinoas que estava lá perdida

Voltamos para o ônibus para continuar a viagem, o cara dorminhoco e roncador entrou e sentou na minha frente, eu não resisti e perguntei que técnica secreta ele usava para conseguir dormir naquela zona toda. Ele respondeu dizendo que havia trabalhado o dia inteiro e estava muito cansado. Perguntou se havia roncado enquanto dormia, eu disse que pensei que tivesse uma britadeira ligada dentro do ônibus, e que ele havia recebido o apelido de “mestre”. Fiquei um tempo conversando com ele, então apagaram as luzes para o pessoal tentar dormir. Eu disse tentar, pois o fundão e as gurias falantes estavam a toda, e então começaram a cantar temas de anime, que foi divertido e galera toda participou. Primeiramente tivemos temas cantados em português, rolou de tudo, todos os temas de Cavaleiros do Zodíaco (inclusive aquelas músicas escrotas que saíram num cd por aqui, que tantos amam ou odeiam), Dragon Ball, Guerreiras Mágicas, Fly, Tenshi, El Hazard, Sakura e outros tantos, rolou até tema de Hantaro, Pokemon e Digimon (sob altos protestos).

No meio da cantoria, o ônibus começa a parar numa estrada escura e no meio do mato. Fiquei meio apreensivo, abri a janela e vi que havia uma grande fila de caminhões e ônibus a nossa frente. Pelo que parece um acidente havia ocorrido, causando um congestionamento que atrasou nossa viagem em 1 hora mais ou menos. Mas tudo bem, o evento só iria começar as 10 da manhã, então tínhamos tempo de sobra ainda.

O ônibus voltou a andar e todos festejaram, aqueles que queriam dormir podiam esquecer, pois a cantoria voltou logo que as luzes se apagaram novamente. Desta vez os temas eram cantados em japonês, não eram todos que sabiam, mas havia um bom coro, eu ajudava no que sabia. Tivemos Evangelion, Saint Seiya, Jaspion, Changeman, Karekano, YuYu Hakusho, Super Campeões, Rurouni Kenshin, Inuyasha, entre outras. Entres as vozes, uma voz feminina se destacava claramente, em perfeita sintonia e com um japonês muito bom, mais tarde eu viria a conhecer a dona dessa voz fabulosa.

Finalmente parecia que havia se esgotado o set list musical e o ônibus foi se silenciando. Chegamos no Hotel que iríamos ficar, já devia passar das 8 da manhã. Todos queriam pegar as suas malas, eu peguei a minha e entrei dentro do Hotel esperando as próximas ordens dos organizadores. Distribuíram as chaves dos quartos para o pessoal, com duas ou três pessoas. Eu fiquei com dois caras que estavam no outro ônibus. Eles já se conheciam, e me diverti muito com os dois, eram muito engraçados. Deixamos as coisas no quarto, troquei de roupa e descemos para o café da manhã oferecido pelo Hotel, que tinha uma grande diversidade, entre sucos, frutas, pães, doces, etc. Como eu estava morto de fome, aproveitei para comer de tudo, pois sabia que ficaria o dia inteiro no evento e as coisas são caras por lá.

Comi e desci para aguardar a saída para o evento, aproveitei esse tempo para dar uma olhada no bairro em que estávamos. Já tinha um pessoal na porta de entrada, me juntei na rodinha e ficamos conversando. Eu fiquei admirado com o movimento da cidade em pleno sábado, aqui em Curitiba essa movimentação em fim de semana não é tão grande. Fiquei mais surpreso ainda quando me disseram que sexta-feira havia sido feriado em São Paulo. Esse pessoal não viaja não?

Fiquei admirado também com um prédio que ocupava boa parte da quadra. Ele estava abandonado e todo podre, mas era incrível como era pichado. Acho que não havia uma parte em que não tivesse uma pichação. Os pichadores de Curitiba pelo visto ainda tem muito o que aprender ^.^

Havia alguns camelôs pela rua, mas não achei nada de interessante para comprar. Algumas pessoas passavam e ficavam olhando para mim, não sei se era por causa do meu visual “exótico”, eu estava com uma bandana na cabeça e os cabelos soltos, o que me rendeu o apelido de “Axl Rose”. Ou simplesmente olhavam pra mim e viam que eu era um turista. Já na entrada tinha um pessoal vestido com seus cosplay, então esses chamavam mesmo a atenção.

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isso aqui não se acha em camelôs…

Ficamos um tempo ali pela frente papeando e então os ônibus chegaram para nos levar ao local do evento, que não era muito perto do Hotel. No ano passado era bem próximo, o Hotel estava completamente no bairro Liberdade, o que foi muito bom para mim, que pude andar por lá e visitar algumas lojas. Esse ano não teve essa mamata.

Chegamos por lá e já passava das 10, e os portões já haviam sido abertos. Havia muitas pessoas lá fora, aguardando para entrarem. Nós, sendo de caravana, tivemos privilégios e não demoramos muito para entrar no local. O que foi um alivio, pois começou a chover, sinto pena de quem ficou lá fora.

Fiz amizade com o “roncador” e entramos juntos, o lugar já estava lotado, com pessoas em todos os lugares. O ar lá dentro era completamente diferente do que lá fora, bem mais abafado e quente. Havia muitos stands e lugares para visitar. Falei para o meu colega que eu iria aproveitar a manhã para comprar mangás, ele concordou e ficamos rodando para achar os lugares que tivesse os melhores descontos. Comprei muita coisa, mesmo com os descontos devo ter gasto uns R$ 70,00 em mangás, já que eu deixei pra comprar tudo lá e aproveitar as promoções.

Aproveitei e comprei umas fitas, cds, camisetas (uma até deu de brinde 4 livros) e umas lembrancinhas para o pessoal mais chegado que ficou lá em Curitiba, afinal, quem é que não gosta de presentinhos? Aproveitem que eu sou bonzinho, tá?

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huuummmm… quero um desses!

Demos mais algumas voltas, olhamos stands, tiramos fotos de Cosplay, compramos bugigangas, até que uma hora a fome bateu. Resolvemos sair e comer alguma coisa. O meu colega era chegado numa bebida, então fomos beber cerveja e comer x-salada. A gente se empolgou e acabamos bebendo mais do que comendo ^^

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ridículo?? imagina...

Mas vamos para a parte que interessa, o show! Cheguei no local, o palco principal lá pelas 4h da tarde, já havia um pessoal sentado por lá. Senão me engano estava passando alguns cosplay pelo palco, e tinha uma apresentadora muito gostosa, que valeu um espaço na minha câmera digital :)

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a apresentadora principal. E a galera gritava “gostosa! gostosa!”

Meu colega não agüentou ficar e saiu para dar uma voltas, logo outra menina do ônibus veio se sentar do meu lado, a Paula. ficamos conversando por um tempo, mas ela também não teve paciência de ficar lá sentada esperando. Acho que, como estou acostumado a ir em shows, isso pra mim já é uma coisa meio normal, ir horas antes e ficar guardando lugar. Não é pra qualquer um não.

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Essa dae é a Paula e suas antenas mágicas. No fundo o pessoal de Curitiba

O lugar foi enchendo de pessoas rapidamente, devo dizer que realmente não foi fácil ficar lá todo aquele tempo, ainda mais porque tivemos que levantar, então as pessoas se apertaram e sentar de novo não dava. Assim ficamos até a hora do show começar, que seria logo após ao Oscar da Dublagem, que depois do show foi a melhor coisa que teve por lá. Muita gente conhecida, dubladores dos Cavaleiros sempre presentes, alguns dos Chaves como a Chiquinha e o seu Madruga, que fizeram uma interpretação ao vivo. Tivemos até uma participação especial da “menina” Larissa (sim, aquela que cantou alguns temas de Cavaleiros nos anos 90). Devo dizer que aquela menina se transformou numa bela jovem, e fez um mini show cantando alguns temas dos Cavaleiros do Zodíaco. A galera vibrou e cantou junto com ela num alto e bom som.

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Larissa agitou o palco no Anime Friends

Teve atrasos, então o show não começou no horário previsto. Finalmente o pessoal prepara o palco para receber Hironobu Kageyama e Masaaki Endo para um show acústico exclusivo para nós. O apresentador aparece e anuncia os dois cantores, que entram munidos de seus violões.

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Kageyama e Endo com sua gaita

Ambos estavam vestidos com quimonos japoneses escuros e sandálias. E assim ficaram o show inteiro, infelizmente não lembro de todas as músicas, assim que eu achar o set list eu coloco aqui pra vocês verem, mas tivemos em versões acústicas os clássicos dos tokusatsus, como Jaspion, Jiban, Changeman, e de animes como Dragon Ball, Cowboy Beebop, entre outras.Algo interessante que aconteceu foi que no meio de uma música a corda do violão de Kageyama arrebentou (também, o cara toca com uma empolgação), então ele apenas acompanhou com a voz o Masaaki Endo, que continuou tocando sozinho.

Assim que acabou a música, Endo já emplacou o tema de Changeman apenas com a voz. Pelo jeito ele já sabia que o povo aqui conhecia a letra de cor, então numa cena espetacular, o público começou a cantar, enquanto Kageyama arrumava outro violão. Pra mim, acho que foi o melhor momento do show, todo aquele povo cantando em japonês para eles, com certeza devem ter ficado emocionados com aquele belo coro da platéia.

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A dupla fez um show acústico inesquecível

E assim foi o show acústico, variando entre temas mais calmos e outros mais agitados, todos apenas com os dois violões, que diga-se de passagem estava muito bem manuseados, principalmente pelo Kageyama, que sempre fazia solos maravilhosos e empolgantes. Endo além de tocar violão, ainda deu uma aula com sua gaita, fazendo belas harmônicas em algumas músicas junto com Kageyama com seu violão. Havia muita gente filmando, com certeza logo deve rolar por aí uma fita desse show, fiquem ligados, pois esse acústico foi um show espetacular! De cair o queixo mesmo, um momento único que quem esteve lá, não vai esquecer.

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No final ganharam flores e agradeceram ao público

O show terminou, este ano não arrumei nenhum “rabo-de-saia” e fui direto para o local do encontro, além disso eu estava completamente podre! Todo suado, fedendo mesmo, de ficar pulando, ainda pra ajudar estava com a minha pesada bolsa cheia de mangás a tira-colo, azar de quem ficou do meu lado, levou malada direto quando eu pulava.

Encontrei o pessoal, fomos para o ônibus e voltamos para o Hotel. Eu estava louco para tomar um banho, mas avisaram para deixar para depois, pois já eram umas 23 horas e tínhamos que respeitar o horário de jantar do Hotel. Jantamos numa churrascaria ao lado do Hotel, mas não estava muito boa, devia ser as sobras do almoço, a carne parecia borracha velha. Comi um pouco, tomei uma coca com limão e fui tomar meu merecido banho. Meus colegas de quarto ficaram lá embaixo comendo, então eu tinha o chuveiro só pra mim. Acho que fiquei uma meia hora lá, a ducha era muito boa. Quando estava saindo meus colegas chegaram. Coloquei um calção e caí na cama. Um deles já estava estirado na cama, morto demais pra ir tomar banho. O outro foi tomar banho e depois foi para o seu quarto (um quarto tinha duas camas e o outro era separado). Como estava com calor (aliás, apesar do templo nublado, o clima de São Paulo estava bem mais quente que aqui, que está um gelo!) fiquei só com um lençol e desmaiei na cama. Meu colega do lado não resistiu e acabou indo tomar banho também.

Ah sim, antes que eu me esqueça, um dos meus colegas estava me falando que tinha saído do restaurante e foi num bar ali perto comprar cigarros (um lugar como ele disse “cheio de vagabundas e trombadinhas”), quando apareceu um negão e fez uma proposta indecente. Disse a ele que tinha em seu apartamento ali em frente algumas pedras de Crack e duas mulheres, e o convidou para ir até lá. Meu colega, com medo que o negão quisesse comer ele (como eu ri quando ele disse isso), recusou educadamente o convite e saiu fora, mas antes o negão ainda perguntou se ele não tinha uns 3 reais para arranjar. Hoje em dia temos que tomar muito cuidado, até pra comprar cigarro.

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apresentadora do Yuyu Hakusho marcando presença

Então, continuando, acordei no dia seguinte já era umas 7 da manhã, os outros dois estavam dormindo, então eu resolvi ficar na cama, meio dormindo meio acordado. 8 horas o telefone toca, o pessoal do Hotel acordando a galera da Caravana para ir tomar o café da manhã. Para entrar no ritmo do evento, liguei a TV e estava começando Hantaro. Eu então deixei no volume máximo, para acordar de vez meus colegas. Nem preciso dizer que eles adoraram minha idéia e quase me lincharam né?

Novamente tomamos aquele cafezão esperto, troquei umas idéias com o pessoal e fomos para o evento sem muitas delongas. Chegando lá, a quantidade de pessoas era visualmente bem superior que do dia anterior. Novamente graças a regalias de Caravanas, não demoramos muito para entrar. Mas eu já vi muita gente reclamando que não conseguiu entrar nesse dia.

Como eu já havia comprado tudo que queria no dia anterior, só dei uma passeada pra ver se não achava alguma coisa perdida para comprar, mas que não fosse muito pesada, pois queria estar livre na hora do show. Estava com a minha bolsa vazia e minhas duas câmeras, já a postos para registrar o momento.

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precisa comentar alguma coisa???

Acabei parando na frente de um stand, que tinha um cartaz convidativo com os dizeres “temos cds com todos os episódios de Changeman e Jaspion”. Infelizmente não estavam mais aceitando encomendas, mas peguei o cartão para pedir outro dia. Na frente tinha uma TV com várias pessoas paradas em frente. Curioso fui até lá dar uma olhada, estava passando um episódio dos Changeman. Uma nostalgia me fez ficar por ali e fiquei assistindo também, o áudio era em japonês com legendas em inglês. Era muito legal poder assistir em seu áudio original.

Logo depois começou a passar um episódio dos Flashman, outra nostalgia invade meu corpo, fazia tanto tempo que eu não via Flashman. Eu dava risada quando vi aquelas maquetes explodindo, ou maquetes de veículos se passando por verdadeiros. Na época eu nem ligava pra isso, e achava o máximo. Mas é claro que isso não estragou meu divertimento, pelo contrário, foi um sabor a mais, que só quem viveu aquela época sabe dizer (como as pessoas que estavam ali comigo).

O episódio que passou é aquele em que o robô deles perde um braço durante uma luta com um monstro e fica inutilizado (devo ter assistido isso aqui dezenas de vezes) e então aparece um outro ainda maior, o Flash Titan (alguém aí se lembra disso??).

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Outro seriado então começa a passar, é Masked Man, esse eu não conheço muito bem, mas pela abertura fico com vontade de assistir, mas olho no relógio e já passava de meio-dia. Vou dar uma olhada no palco, pois certamente hoje seria o dia mais concorrido, e eu com certeza queria ficar lá na frente. Já tinha algumas pessoas marcando território por ali. Resolvo fazer um lanche rápido e marcar o meu território também. Infelizmente os lugares da grade já estavam todos ocupados, acabei ficando na terceira fila, o que já estava ótimo para mim. Ali eu ficaria e ninguém me tiraria de lá. Logo o lugar começa a se encher, o espaço antes que era amplo vai ficando cada vez mais apertado, e eu cada vez mais encolhido. O tempo parece não andar, os apresentadores ficam fazendo gracinhas no palco, mas a visão daquela bela apresentadora com pouca roupa vale o tempo perdido ali.

Então começa o show de animekê. Algumas pessoas vão lá cantar seus temas favoritos, a maioria todos muito bons, a galera realmente manda bem no karaokê! Eu continuava sentado, algumas pessoas a minha frente estavam de pé, o que impedia uma visão perfeita do palco, mas tudo bem, a idéia era reservar forças para o show do final.

Os apresentadores ficam pentelhando pra gente levantar e liberar espaço pra outras pessoas entrarem, mas eu nem estava aí para os outros, já fazia umas 3 horas que estava lá e ia continuar sentado, e assim pensava o pessoal que estava ali perto. Acabei fazendo amizade com dois paulistas que estavam ali do meu lado, e faziam piada de tudo. Um deles achou que eu tinha sotaque, apesar de nunca ninguém ter me dito isso. Eles certamente tinham sotaque de paulistas.

Mas é então que uma surpresa inesperada nos força a levantar. Iria começar o concurso de animekê, o apresentador começa a chamar os jurados. Chamou umas duas pessoas que eu nem lembro quem eram, então ele diz ter um convidado especial. Fico imaginando quem seria, ele anuncia o marido da Masami Okui (que não lembro o nome agora). Ah, legal, mas não o suficiente pra me fazer levantar, mas conseguiu me arrancar umas palmas. Um japa baixinho, cabelo de surfista e bem simpático.

O apresentador então começa a dizer: “pois é, ele é marido da Masami Okui, e ele não veio sozinho…”. O cara disse isso e fez um suspense, penso comigo mesmo “será?”. E não é que ele acaba chamando a própria Masami Okui?!? Ah, daí eu tive que me levantar para olhar mais de perto, e assim o fez todo mundo que estava por ali. Mas não foi só ela que ele chamou, ainda apareceram o Hironobu Kageyama, o Masaaki Endo e o Eizo Sakamoto, ou seja, os quatro principais astros da noite estavam ali, num palco semi-cheio (que deve ter enchido logo em seguida).

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da esquerda para direita: o “marido da Okui”, Masami Okui, Hironobu Kageyama, Masaaki Endo, Enzo Sakamoto

Vários participantes vão cantar sob os olhos atentos dos 4 cantores, que se alternavam entre homens e mulheres, numa espécie de competição, comandados por dois novos apresentadores, um deles, a moça, estava na minha Caravana, e eu já a conhecia de vista de outros eventos. Eu vi que ela olhava pra mim, certamente deve ter me reconhecido também.

Logo muitas pessoas vão cantar, o show começa com um japa cabeludão, estilo de metaleiro, o que apenas se comprova quando começa a cantar, com uma voz potente e agudos afinadíssimos de alta qualidade. As músicas variam, de lentas a agitadas, tinha para todos os gostos. Algumas pessoas se empolgavam e agitavam bastante no palco, fazendo a turma pular, outros eram mais tímidos e não se mexiam muito, mas todos cantaram bem. O animekê termina com os dois apresentadores cantando. O rapaz estava indo bem, mas deu uma desafinada feia enquanto estava soltando um grito, o que não passou desapercebido pelos jurados, que nitidamente se matavam de rir atrás da mesa. O solo começa a tocar e o cantor saí correndo do palco e pega uma garrafa de água e manda ver, na tentativa de quebrar o gelo. Conseguiu, o público gostou e o aplaudiu, assim como os jurados. Ele então volta para o palco e continua sua performance, como se nada houvesse ocorrido (ele cantou uma música do Jaspion, se não me engano).

Então minha colega de Caravana também foi cantar. Lembram da voz em sintonia perfeita que eu havia comentado que tinha ouvido dentro do ônibus? Pois então, era a voz dela. E ela cantou uma música lenta, maravilhosamente bem, realmente a moça tem talento para o karaokê japonês.

Termina o karaokê, os jurados se despedem e saem do palco. A essa hora o lugar já está cheio de pessoas, sentar novamente era impossível. Temos então o concurso de Cosplay, que na minha opinião estava melhor no ano passado. Este ano estava fraco, alguns cosplay que me chamaram a atenção foi um da Athena (esse mais pela beleza da moça do que a fantasia, que também estava ótima), um cara com armadura do Saturno do Cyber-Cop e alguns cosplayers interessantes de Final Fantasy, como as invocações que todos nós conhecemos (pelo menos quem já jogou algum FF). Parece-me que o Cactuar ganhou essa categoria. Esse mereceu só pela criatividade, fez sucesso quando entrou no palco.

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olhem só essa Athena que belezinha! I´m a lucky bastard!

O que veio a seguir foi um verdadeiro tormento sem fim, palestras chatérrimas, o povo lá embaixo estava estressado, reclamando de dor nas pernas, de fome, sede, calor, entre outras coisas. Eu estava lá fazendo bagunça com os paulistas, tirando sarro dos caras que tentavam furar fila e entrar na nossa frente. O lugar estava cada vez mais cheio, eu olhava para trás e não conseguia ver onde terminava aquele mar de gente. O empurra-empurra começou, todos defendiam seus lugares com unhas e dentes do pessoal que vinha lá de trás tentando ficar na frente. De alguma maneira acabei avançando e já estava na segunda fileira, quase na grade, bem pertinho do palco. Para a minha sorte tinha uma menina baixinha na minha frente, então minha área de visão e de fotos estava livre.

Algumas apresentações de grupos especiais começaram a se apresentar no palco, como Street Dance, show de tambores e espadas. Eu teria apreciado mais se não fosse pelo empurra empurra que estava cada vez pior. As pessoas do fundo nos empurravam para frente, a grade de “proteção” estava quase caindo, teve que vir uns caras do evento segurar pro troço não vir abaixo. As meninas baixinhas que estavam na minha frente começaram a passar mal, estava muito quente e apertado para elas, e então os seguranças as tiraram de lá pelas grades mesmo, o que foi bom para mim, que acabei ficando na grade alguns minutos antes do show começar!

Ainda tivemos que esperar a banda testar os instrumentos e fazer um “aquecimento”. O Show já devia estar uma hora atrasado, muitas pessoas xingavam e reclamavam lá na frente. Durante esse tempo acho que vi umas 5 pessoas desmaiadas que estavam lá no meio serem carregadas para frente e serem retiradas. Eu olhava para trás a via aquela multidão, imaginando como devia estar insuportável o calor lá. Eu agora estava na grade, tinha um bom espaço para me mover, o ar era mais fresco (apesar que estava morrendo de sede, mas felizmente um cara do staff nos deu uma garrafa de água). Pude deixar minha mochila no chão atrás da grade, estava sossegado, era só esperar o show começar, enquanto os caras da banda afinavam os instrumentos e microfones.

Ah sim, uma figurinha que marcou presença lá no meio da multidão foi um boneco do Sonic, que amarraram num pau e levantavam o ouriço lá em cima, e todos em volta gritavam em voz alta o nome de Sonic. Chamou tanta a atenção que até filmavam o bicho pra aparecer no telão principal, o cara dava até tchauzinho com as mãos do Sonic pras câmeras, eu me matava de rir toda vez que ele aparecia, inclusive nos intervalos do show principal! Sempre gostei muito do Sonic, até tentei achar um pra mim lá, mas não achei um de pelúcia, só um kit pra montar e pintar que custava R$150,00 (aaafffff).

Mas então, continuando, o apresentador aparece e já chama o primeiro astro a se apresentar: Hironobu Kageyama. Ele estava usando uma calça verde-amarela e estava com uma camisa preta escrito “Peace”. Ele estava com um novo visual, de cabelo curto. Eu acho que ficava melhor de cabelo comprido, mas felizmente o que importa mesmo é o cara cantar e tocar, e isso ele não deixou a desejar não.

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Kageyama abriu o show fazendo todo mundo pular

Ele cantou umas duas, três músicas e então chama o Masaaki Endo para entrar e cantar junto com ele. Endo estava usando uma calça branca justa e uma camiseta preta com alguns dizeres em japonês, também justa (uma roupa bem típica dos rockers de hoje em dia) então ele canta algumas músicas sozinho e chama para o palco Masami Okui, que chega para animar ainda mais a galera.

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Endo e Kageyama juntos no palco

Eu achei que ela estava simples demais, poderia ter usado uma roupinha melhor. Estava com uma calça jeans rasgada e uma camiseta azul, e uma estranha blusa vermelha amarrada na cintura. Ela é tão baixinha, deve ter 1,50m ou até menos, achei ela muito fofinha, dava vontade de abraça-la como a Felicia faz com os Tiny Toons, rs. Achei a voz dela mais “fofa” ao vivo do que nas músicas de estúdio. Quando ela falava, parecia voz de anime. Fiquei encantado com ela, que pode não ser linda e maravilhosa, mas é muito simpática e charmosa. Ainda bem que a altura não afeta sua voz, que apesar dos boatos dela estar gripada, mandou muito bem, sempre animando o público para acompanha-la. Ela fez algumas aulas de português e disse um “obrigada” bem audível. Ah sim, o maridão dela fez uma participação especial e chegou a tocar guitarra numa das músicas junto com ela. Grandes momentos com ela cantando músicas do Slayers e a música tema do Evangelion (que não é dela!).

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a “chaveirinho” Masami Okui

Depois foi a vez de Eizo Sakamoto entrar no palco e agitar a galera com seus berros alucinantes e som pesadíssimo. Incrível como o cara canta bem, tantos cantores mais jovens que ele que não tem a metade da voz que ele possui. O cara dava uns agudos que estremecia tudo, ele tinha um estilo bem diferente dos outros 3 cantores. Ele estava usando uma calça e jaqueta de couro pretas, uma camisa clara e os bons e velhos acessórios que consta em qualquer manual do metaleiro: corretes, pulseiras, cintos, anéis, etc.

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Sakamoto balançava sua cabeleira e detonava com sua voz do trovão

Os quatro então se apresentaram juntos e logo em seguida foram alternando no palco, ou então cantando em duplas. Rolou uma homenagem para os Cavaleiros do Zodíaco (com direito a Endo cantando Pegasus Fantasy) e também uma homenagem para os Tokusatsus. O show foi algo sem palavras, se eu já havia surtado quando vi o show do ano passado, este então foi a coisa mais maravilhosa que um fã de animes e tokusatsus poderia querer! Os quatro cantando juntos, cantaram músicas que nem no Japão cantaram, como uma música do Jaspion. Realmente foi tudo de bom, todos eles foram muito simpáticos. Enquanto eu estava na grade, eu acenava para chamar a atenção deles, eles olhavam e acenavam de volta. A Masami me deu um sinal de “positivo”, enquanto os outros me apontavam com os dedos e faziam gestos com a cabeça. A Okui e Kageyama trocaram de camisetas no meio do show, ela colocou uma camiseta escura com “Brasil” escrito nela, enquanto o Kageyama colocou uma camiseta branca do Dragon Ball.

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todos os quatro no palco foi um momento inesquecível

E o grande final não poderia ser outro, senão com todos os 4 cantando o tema de Jaspion, levando a galera a loucura. Quem é fã do gênero e perdeu essa, não tem desculpa, agora só ano que vem e olha lá heim.

Algumas palavras sobre o evento, que, apesar de estar em seu segundo ano, me pareceu mais desorganizado que o primeiro. O colégio do ano passado tinha sido um lugar bem melhor que o desse ano, que foi num lugar fechado (provavelmente por causa das chuvas). Era dificil de se andar lá dentro, havia muita gente, era dificil escutar algum seriado na TV, pois havia música alta em todos os lugares, mas a maior falta de organização foi na hora dos shows. Tinha um cara lá que trabalhava no evento que eu dava risada. Colocaram ele pra segurar a grade pra não ir pra frente, mas na hora que o show começou o cara virou e ficou assistindo, e pulava e gritava mais alto que o pessoal da platéia. O cara estava lá pra trabalhar, se quisesse ver o show que ficasse lá no meio com a gente. Eu até falei pra ele se acalmar, pois o cara tava pulando em cima das malas que estavam no chão. Depois disso ele ficou mais calmo, mas continuou vendo o show.

Espero que o próximo ano escolham um lugar maior, pelo menos para o show principal. O show acabou, eu encontrei minha turma, falamos sobre o show, trocamos fotos, voltamos para o ônibus e voltamos para Curitiba. Desta vez colocaram o vídeo de Spider-Man 2 (um cara comprou no evento, graças a pirataria), alguns protestaram pois queriam ver no cinema, mas a maioria quis ver. Eu já tinha visto no cinema, então assisti de novo sem grandes problemas.

E é isso aí, eu me despeço da galera, e espero que ano que vem seja tão bom quanto foi esse. Fica aí uma foto com os quatro cantores japoneses que fizeram o Brasil pular e cantar em São Paulo. Esperamos que voltem sempre, serão sempre bem recebidos!

Galeria de fotos

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Set List

Super Friends Spirits 2004 (11/07/2004)

1 – Dengeki Sentai Changeman
(abertura de Esquadrão Relâmpago Changeman) (Hironobu Kageyama)
2 – Fight! Change Robot
(tema do Change Robô) (Hironobu Kageyama)
3 – Fukatsu no Fusion
(encerramento de um dos filmes de DBZ) (Kageyama e Masaaki Endo)
4 – Senshi yo Tachiagare
(abertura de Cybaster) (Masaaki Endo)
5 – Get Along
(abertura de Slayers) (Masami Okui)
6 – Jyama wa Sasenai
(encerramento de Slayers) (Masami Okui)
7 – Daí Sentai Goggle Five
(abertura de Google Five) (Eizo Sakamoto)
8 – Kamen Rider Black/ Kamen Rider Black RX
(abertura de Black Kamen Rider) (Eizo Sakamoto)
9 – The Juppon Gatana
(tema incidental de Samurai X) (Eizo Sakamoto)

Especial Dez Anos de Saint Seiya
10 – Soldier Dream
(abertura de Cavaleiros do Zodíaco) (Hironobu Kageyama)
11 – Dead or Dead
(tema incidental de Cavaleiros do Zodíaco) (Hironobu Kageyama)
12 – Blue Dream
(encerramento de Cavaleiros do Zodíaco) (Hironobu Kageyama)
13 – Pegasus Fantasy
(abertura de Cavaleiros do Zodíaco) (Masaaki Endo)

Acústico
14 – Ai Senshi
(abertura de Gundam) (todos)
15 – Little Wing
(abertura de Scrapped Princess) (Masami Okui)
16 – Nageki no Rozario
(abertura de Gravion) (todos)
17 – In my Heart
(tema do jogo G-Breaker) (todos)
18 – Medley Metal Heroes
(canção reunindotemas de heróis metal heroes) (Kageyama e Endo)
19 – Live in Baghdad
(tema incidental de Cowboy Bebop) (Masaaki Endo)
20 – Towa no Mirai
(encerramento do movie de Samurai X) (Eizo Sakamoto)
21 – Shuffle
(abertura de YU-GI-OH) (Masami Okui)
22 – Zankoku na Tenshi no Thesis
(abertura de Evangelion) (Masami Okui)
23 – Cha-La-Head-Cha-La
(primeira abertura de Dragon Ball Z) (Hironobu Kageyama)
24 – We Gotta Power
(segunda abertura de Dragon Ball Z) (Hironobu Kageyama)
25 – Ore wa Seigi da! Jaspion
(abertura de O Fantástico Jaspion) (todos)

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