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Lançado originalmente para dispositivos móveis em 2014 pela japonesa Kemco, e no ano passando para PC e Wii U, “Asdivine Hearts” chega agora no início de 2017 para as plataformas da Sony: PS Vita, PS3 e PS4.

O que chama mais a atenção no game é o seu estilo que presta homenagens aos clássicos JRPGs 2D das gerações 8 e 16 Bits, em uma tentativa de agradar e resgatar os fãs desse gênero no catálogo da Sony, que certamente serão os principais, e provavelmente únicos, interessados neste título.

A Kemco, mais conhecida pelos gamers pelo clássico “Top Gear” do Super Nintendo, nos últimos 10 anos se especializou na produção de RPGs genéricos (e desinteressantes) para smartphones, na tentativa de se manter no mercado. Apesar de não ser aquela pérola de criatividade e inovação de que a empresa desesperadamente precisa, o título felizmente está um pouco acima da média em relação aos seus últimos lançamentos.

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A narrativa se desenrola no mundo de fantasia Asdivine, após ele ser envolvido pela luz e depois de receber influência das sombras. Os personagens principais são Zack e Stella, dois órfãos que enquanto passeavam encontram um gato fofo falante (quem lembrou de Myau, de Phantasy Star?), que diz ser a Divindade da Luz e afirma que o mundo está próximo de um grande colapso.

Agora cabe ao jogador viajar por um vasto mundo com a ajuda de quatro companheiros para descobrir o que está ameaçando a paz de Asdivine. Sim, a história é aquele velho clichê de “um grupo de jovens precisa salvar o mundo“, onde os personagens seguem o típico estereótipo de um JRPG – destaque para o gato, que oferece a maioria das piadas e humor do game.

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Visualmente trata-se de um jogo competente (uma versão um pouco melhorada dos smartphones, a mesma de WiiU/PC) em especial com o design artístico dos personagens e inimigos em estilo mangá, mas os cenários, cidades, dungeons e demais áreas são pouco detalhadas e bem genéricas, sem aquele “toque especial” para abrilhantar a aventura.

Já a jogabilidade é muito semelhantes aos grandes clássicos da era 8/16 Bits, com inimigos aparecendo aleatoriamente e com batalhas em turnos, sendo que cada personagem tem as opções de usar ataque normal (com direito a uma barra de Limit Break, que desencadeia um poderoso ataque quando preenchida), habilidades especiais ou ainda magias.

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Como todo bom JRPG que se preze, habilidades podem ser evoluídas através do uso de Jóias, itens que são obtidos após derrotar os inimigos e que concedem diferentes efeitos quando equipados, o que dá mais um toque de estratégia ao game.

A trilha sonora é agradável de se ouvir, mas sem nenhuma grande composição de destaque – e poderia ser mais variada também. Infelizmente não há diálogos e o jogo está todo em inglês, sem legendas em português, o que pode ser uma barreira para alguns jogadores.

Faltou para o pessoal da Kemco um pouco mais de empenho em oferecer algumas novidades exclusivas para os jogadores da Sony, além dos simples 15 troféus que podem ser coletados em suas cerca de 30/40 horas de jogo – ao menos ele possui várias missões paralelas e uma arena de batalha para desafiar suas habilidades.

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