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– Altair está de volta em novos assassinatos para o PSP –

Você leitor que nos acompanha já deve ter lido nossa análise do maravilhoso Assassin´s Creed 2 e agora chegou a vez da sua versão para o portátil PSP: Assassin’s Creed: Bloodlines. Não se trata de um remake ou conversão do primeiro game para o portátil, mas sim um jogo exclusivo para a plataforma e que faz parte da franquia de AC, mostrando eventos que se passam entre o primeiro e o segundo game. Praticamente uma continuação direta do primeiro jogo. Com a equipe da Ubisoft voltada para o lançamento do espetacular AC2, grande parte da produção de Bloodlines ficou a cargo da produtora Griptonite Games, já conhecida por fazer outras adaptações de games, como X-Men Origins: Wolverine, para o PSP e DS.

Se você possui o PSP e o AC2 de PS3, uma boa notícia: há a possibilidade de se conectar os dois aparelhos, via cabo USB, que servirá para habilitar novos itens e extras para ambos os jogos. Bacana não é?

Assassinos portáteis

Em Bloodlines temos novamente o personagem Altair, em sua caçada aos últimos templários, logo depois dos acontecimentos finais do game original. Altair terá agora que viajar da Terra Santa para a ilha de Chipre, onde seus inimigos fugiram após a morte de seu líder. Com a ajuda da agora refém Maria (que já deu as caras no game original), Altair deve descobrir os verdadeiros planos dos Templários e terminar de assassinar os seus inimigos.

Se você já jogou o título anterior, então ficará bem situado e poderá gostar da história, mas quem nunca teve contato com os jogos da série, poderá ficar meio perdido, já que o game não enfoca a história e não há explicações do que temos de fazer e porquê. As interações de Desmond Miles, existentes no título original, foram eliminadas, o que por um lado é bom, a ação fica mais direta, mas por outro lado fica uma lacuna muito grande à trama do jogo.

Graficamente o jogo está muito bem produzido, com uma qualidade muito semelhante ao original (levando em conta as limitações e diferenças técnicas do console), com um design das personagens e movimentos fluídos muito acima da média. As texturas também brilham visualmente, apesar de serem meio repetitivas. É dos melhores no PSP junto com God of War: Chains of Olympus.

Uma das principais reclamações do título original era sobre a sua dinâmica repetitiva na hora de executar as missões. Infelizmente o mesmo acontece para a versão de PSP, com uma mecânica de combate bastante repetitiva e monótona após algumas horas de jogo.

Você tem a sua disposição desde o início várias armas, como uma espada longa, a adaga e a tradicional lâmina escondida e ainda é possível utilizar o combate corpo-a-corpo, podendo bloquear ou contra-atacar nos momentos certos. Você pode escolher lutar ou passar despercebido aos olhos dos guardas ou ainda se esconder em partes dos cenários quando perseguido. Novos movimentos e animações foram adicionadas para as execuções, dando um toque especial para o título.

O grande destaque fica por conta das lutas contra os chefes, que vão exigir uma maior habilidade e estratégia para derrotá-los. Como os ataques deles não podem ser bloqueados, você deve saber o momento exato de atacar e de se esquivar. Você tem liberdade para passear a vontade pelos cenários, escolhendo quais missões vai realizar. Assim como no original, você vai poder escalar edifícios, pular de grande prédios, descer por saliências nas paredes. A câmera por vezes pode atrapalhar a sua visão, focando paredes ou partes do cenário onde não está desenrolando a ação.

A trilha sonora é outro ponto fraco do game. Se você curte um som mais tenso para  criar aquele clima para assassinar pessoas, pode esquecer. As músicas aqui são enfadonhas e repetitivas, chegando a ser irritantes. Em compensação apresenta bons efeitos sonoros e dublagens.


Handheld Assassin