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Assassin’s Creed Shadows é uma AULA de acessibilidade

Aquele game que pensa em todo tipo de jogador

Assassin's Creed Shadows é uma AULA de acessibilidade

Prepare os controles, ajeite a cadeira e deixe espaço na prateleira: os videogames estão entrando em uma nova fase — e talvez a mais importante desde a chegada do 3D. Enquanto as produtoras continuam disputando gráficos mais realistas e mundos cada vez maiores, uma revolução diferente começa a se destacar: a acessibilidade.

E se tem um título que mostra para onde o futuro aponta, é Assassin’s Creed Shadows, um jogo tão avançado que parece ter escapado diretamente de um console de próxima geração que nem existe ainda.

Menus Inteligentes, Controles que se Moldam ao Jogador

Quando os primeiros screenshots de Shadows apareceram nas nossas mesas de edição, o hype foi imediato. Mas o verdadeiro impacto veio quando analisamos o conjunto de opções incluídas na versão prévia: um arsenal completo de recursos para permitir que qualquer pessoa consiga jogar.

Estamos falando de mapas narrados em voz, menus totalmente audíveis, opções de feedback tátil ampliado, sistemas de orientação sonora e até modos especiais que ajudam o jogador a realizar movimentos complexos de parkour.Em outras palavras: não é só um jogo bonito. É um jogo que pensa em quem está jogando.

A Indústria Entra no Ritmo — e a Disputa Fica Séria

Quem viveu o boom dos 16 e 32 bits sabe muito bem: quando uma empresa dá um passo ousado, as outras correm atrás. E é exatamente isso que está acontecendo com a acessibilidade.

Títulos recentes como The Last of Us Part II Remastered, Forza Motorsport e Starfield já vinham ampliando limites, trazendo opções inéditas para jogadores com deficiência visual, auditiva ou motora. Mas Shadows leva isso ao extremo — e agora o resto do mercado precisa acompanhar.

É como quando vimos o primeiro controle vibrar ou quando os jogos passaram a exigir memory card: um novo padrão está sendo estabelecido diante dos nossos olhos.

A cada recurso implementado, a mensagem fica mais clara: no futuro dos videogames, ninguém fica de fora. Seja ajustando contraste, ouvindo descrições de cena, configurando controles simplificados ou recebendo assistência inteligente durante saltos e batalhas, Shadows prova que é possível criar mundos gigantescos sem excluir jogadores.

Victor Miller

Jornalista formado pela PUC-Rio e pós-graduado em Planejamento Estratégico de Mídias Sociais pelo SENAC Copacabana. Apaixonado por videogames desde a infância, ganhou destaque na internet com o Planeta Sonic e hoje é reconhecido como o “Rei dos Sonictubers” — título que abraça com gratidão, ainda que se considere apenas um mero mortal.
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