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The Witcher foi uma série de livros de sucesso na Polônia antes de se tornar uma franquia de games pelas mãos da CD Projekt. Seu autor e criador, Andrzej Sapkowski, deu recentemente opiniões bastante duras a respeito do que pensa dos jogos.

Em uma entrevista ao site Waypoint, ele falou que não vê videogames como um meio narrativo, repetiu alegações passadas de que os jogos o fizeram perder vendas dos livros e disse que foram seus livros que deixaram os jogos popular fora do Leste Europeu e não o contrário.

“A crença, amplamente difundida pela CDPR, de que os jogos fizeram-me popular fora da Polônia é completamente falsa,” disse Sapkowski.

“Eu fiz os jogos populares. Todas as minhas traduções no Ocidente – incluindo a em inglês – foram publicadas antes do primeiro jogo.”

O autor de The Witcher também disse que, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, o número de leitores que os jogos lhe deram e o número de leitores que lhe foi “roubado” é basicamente o mesmo.

Sapkowski fala também que, “Existem mais pessoas que jogaram os games porque leram os livros. São contas minhas, mas não tenho certeza. Nunca fiz estudos sobre isso”.

Adicionalmente, ele afirmou que tem pouca coisa boa para falar sobre videogames, admitindo que só está no ramo pelo dinheiro, alegando que os jogos estão estragando seu “mercado” porque os autores que encontra são mais jovens do que ele e acreditam que ele apenas escreve adaptações dos jogos.

Dmitry Glukhovsky, autor da série de livros Metro a qual deu origem à franquia de jogos com mesmo nome, acredita não apenas que Sapkowski está “totalmente errado” mas que também é um “filho da puta arrogante”.

Glukhovsky diz que os jogos ajudaram suas obras a ficarem mais populares fora do Leste Europeu, agradecendo à 4A Games e os games por este aumento de popularidade, que também conseguir mudar para melhor o rumo do universo que criou.

Particularmente eu só tive conhecimento da existência de The Witcher quando joguei o primeiro jogo no PC. E você?

Via VG247