Análises

Bahamut Lagoon

Lago de dragões

O console SNES já beirava, em 1996, sua extinção com a chegada de novos consoles. Então a Square lançou o Bahamut Lagoon, para ter ainda sucesso no fim desta era.

Bahamut Lagoon não é qualquer tipo de jogo. Ele conta com grandes inovações, gráficos porretas, jogabilidade simples, efeitos sonoros e músicas incríveis, um sistema de batalha um pouco inovador e um enredo incrível!

Vamos começar a analisar o enredo. A história começa quando Sauzer, um tirano, resolve dominar os céus (ao menos não é o mundo…) com um grande exército. Nos céus vive a ilha voadora de Kahna onde eles declaram guerra contra o conquistador, afinal eles não vão dar os céus de bandeja, eles chamam o Esquadrão do Dragão, nome estranho para um esquadrão, formado por domadores de dragões (o nome diz tudo). No grupo você controla Byuu, o líder do grupo e controla o Dragão Salmando (lembra o Salamando do Secret of Mana, o Deus do Fogo).

O Esquadrão luta bem, mas são pegos numa cilada e perdem os céus para Sauzer. O tirano assassina o rei Kahna, (nome bem original) toma posse de sua filha, Yoyo, e do reino. Sauzer ainda quer mais. Pretende associar-se a dragões para Ter seu poder e cumprir sua ambição. Para isso usará Yoyo, pois ela pode falar com dragões.

Daí começa a aventura. Um ano depois da guerra com Sauzer o Esquadrão quer uma revanche e tentar resgatar Yoyo. Para isso você contará com mais de 20 personagens diferentes (nem o Final Fantasy 6 tem tantos) que lutam ao seu lado para libertar Kahna. Esses personagens são divididos em grupos de quatro lutadores para facilitar mais (já imaginou uma luta com vinte turnos por vez?) as lutas. Um dos poucos problemas é a falta de carisma dos personagens que raramente manifestam suas personalidades dando a idéia de se estarem controlando bonecos sem vida.

Falaremos agora dos gráficos. São bons, mas não espere que sejam como o de Tales of Phantasia, por exemplo. Os personagens são bem pequenos mas isso não atrapalha muito (Dragon Quest 6 é bom mesmo o gráfico sendo uma droga!). Os lutadores melhoram quando entram no modo de batalha, eles ficam maiores e muito mais detalhados assim como os inimigos, que ficam grandes e bonitos no Battle Mode. As magias então, são incríveis! Você pode usá-las nos cenários das lutas, e mesmo ficando pequenas com isso dão um show! Os cenários de batalha também são ótimos e bem detalhados. Alguns são melhores que os outros, mas não atrapalham.

Falando no Battle Mode quem jogou Front Mission e gostou vai adorar o do Bahamut que é bem parecido. Os cenários de batalhas são imensos tabuleiros onde, como no xadrez, se move e ataca. Pode-se tanto atacar de longe, somente com magia, claro, quanto de perto. Se você está perto do inimigo pode atacar ou usar ataques à distância. Quando você escolhe atacar um inimigo de perto aparece uma tela de luta por turno comum, bem parecida com a de outros jogos de RPG, onde aparece o seu grupo e o inimigo (pode-se usar magia também).

Os inimigos foram muito bem-feitos, mas são paradões (lembrando FF6). Movem-se somente para ataque e defesa. Quando você usa magias de longe pode-se acertar mais de um grupo de inimigos (isso porque as magias acertam áreas próximas do alvo de modo que podem acertar mais inimigos). Os Chefes são bem bombados de HP mas não são tão difíceis. Eles aparecem em cada capítulo e batalha (cada capítulo tem uma ou duas batalhas). Side-quests o jogo tem mas elas não tem muita relação com o enredo.

Outra coisa das batalhas são o seus aliados fiéis, os dragões, (você que prestou atenção leu que cada grupo de lutadores tem um dragão) que o ajudam nas batalhas (tão lá pra isso, né?). Os seus bichinhos tem vontade própria e dependendo do nível de luta eles podem ajudar ou fazer burrada. Você pode colocar seus equipamentos para torná-los mais fortes. Podendo colocar armas, magias descartáveis (que você só usa uma vez por unidade) e armaduras. Se você tiver sorte ele pode mudar de forma passando de um dragãozinho para um gigante poderoso (legal, né?). Os caras da Square capricharam nesse ponto.

Quanto às magias elas também evoluem (como no Secret of Mana) e mudam de forma e poder tornando-se espetaculares no visual e no desempenho.

O jogo possui também as “Summons“, você deve pensar, “que diabos é isso?”. São invocações. Alguns personagens invocam espíritos de dragões para atacar o inimigo. No meio do jogo pode-se “fazer um contrato de associação” com vários espíritos de dragões. As Summons também são muito bem feitas no gráfico e no desempenho.

Vamos falar agora da Jogabilidade. Não há muito que dizer, é simples e descomplicada, necessitando somente de um leve treino nas batalhas para se acostumar aos movimentos. Você pode comprar mais de um item por vez nas lojas. O único problema é para organizar os grupos da sua maneira para lutar, demora um pouco. Tem uma opção no menu que muda os lutadores de lugar, mas pode não ficar do jeito que você quer. Equipar itens e armas também é fácil e simples. Perfeito para iniciantes.

Vamos falar do som: É incrível!!! Muito bom. As músicas foram muito bem feitas e são agradáveis para cada tipo de situação. Os sons das magias são ótimos com suas explosões e raios. Você pode até sentir certo desafio ao ouvir a música de um chefe. As armas também possuem sons bem típicos. Só faltava os personagens terem voz.

O jogo possui um replay médio. Tem subquests, mas nada que mude muito o enredo. A diversão nesse jogo é grande, principalmente se você gosta de jogos de estratégia. Mas se você prefere mais ação não é muito recomendável por causa dos turnos. A originalidade é boa, mas o sistema de batalha é muito parecido com o de Front Mission e alguns personagens pegaram nomes de personagens de outros jogos. O jogo nunca foi lançado no ocidente, porém fãs se encarregaram de traduzi-lo para inglês, o que é facilmente encontrado em sites de ROMs na internet.

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