Curiosidades

Bastidores | Final Fantasy III: Unindo os melhores elementos dos dois anteriores

A customização do primeiro e a história bem desenvolvida do segundo

O Final Fantasy III (1990) tem gráficos e músicas muito semelhantes ao dos outros dois lançados para o Nintendinho, mas a ideia deste foi expandir, de modo “drástico”, o sistema de customização dos personagens. Diferente do primeiro em que você escolhia no início do jogo e tinha que ficar com eles até zerar, desta vez os desenvolvedores deram ao jogador a oportunidade de fazer essa alteração sempre que possível e, para “casar com a história”, agora os personagens ganham novas profissões a medida que avança no game.

Algumas mudanças acabaram por se tornar padrão nos jogos da série, incluindo os menus, que de pretos passaram a ser azuis; dessa vez eles são menos burocráticos, já que desta vez o dano registrado fica em baixo do inimigo, e não em uma janela específica para isso; caso um dos inimigos morresse e o jogador tivesse escolhido ele para atacar, o computador automaticamente atacaria outro inimigo para não desperdiçar aquele turno. Além disso, foi o primeiro game a trazer a habilidade ‘Summon” com muitos elementais que vemos até hoje como o Ifrit e a Shiva.

Devido a grande quantidade de conteúdo interno, o game foi comprimido em um cartucho de 512kb, um dos maiores do Nintendinho 8 bits. Por essa razão que o game também demorou tanto para ser refeito, chegando ao ocidente de forma oficial apenas em 2007 com o lançamento do remake para o Nintendo DS. Além disso, foi o último game a contar com Nasir Gebelli na programação.

Outro grande sucesso da Squaresoft, Final Fantasy III foi um dos mais bem avaliados pela revista Famitsu de 1990, junto com Dragon Quest IV e F-Zero, alcançando nota 37 de 40. Outras curiosidades incluem o fato da faixa “Town of Amur” ter sido recriada em “Cloud Smiles” no filme Final Fantasy VII: Adventure Children, e que duas músicas cortadas, “Xande Battle” e “Giant bird´s nest”, foram expostas no livro “Final Fantasy Ultimania Archive Volume 1” lançado em 2012.

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