Ou quando Hollow Knight, Okami e um pergaminho japonês decidiram fazer terapia juntos 🦊🌸
Eu comecei Bō: Path of the Teal Lotus achando que ia ser “só mais um metroidvania bonito”, e terminei completamente rendida, pensando:
👉 “ok, isso aqui não é só jogo… isso aqui é uma fábula jogável.”
Desenvolvido pelo Squid Shock Studios, com direção criativa de Christopher Stair e Trevor Youngquist, Bō é aquele tipo de jogo que te ganha antes mesmo de você apertar Start. A arte, inspirada em pergaminhos japoneses, já deixa claro que aqui a proposta não é só desafio mecânico, mas atmosfera, identidade e alma.
E sim… eu vou comparar com Hollow Knight. Mas com carinho. Prometo.
🌿 Uma história que parece lenda antiga (e soa como sussurro)
Em Bō, você controla uma raposa celestial — inspirada nos kitsune do folclore japonês — em uma jornada espiritual por um mundo que parece suspenso entre o físico e o mítico. Não espere longos diálogos expositivos ou texto mastigado. Aqui a narrativa é ambiental, simbólica, quase poética.
Tudo é contado por:
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cenários
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criaturas estranhas (e às vezes adoráveis)
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fragmentos de mundo
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e aquele sentimento constante de que você está atravessando algo sagrado
✨ então pelo visto agora eu estava jogando… e ao mesmo tempo atravessando uma lenda.
É impossível não lembrar de Okami, principalmente na forma como o jogo trata espiritualidade e natureza, mas Bō puxa isso para um lado mais melancólico e contemplativo, quase como Journey de kimono.
🦊 Jogabilidade: precisão, leveza e ritmo
Se eu tivesse que resumir a jogabilidade de Bō em uma frase, seria: “plataforma precisa, fluida e deliciosamente exigente.”
O jogo é um metroidvania 2D, com foco pesado em:
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exploração
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plataforma aérea
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progressão por habilidades
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e combate elegante, sem exageros
Você não é um tanque. Você é ágil. E o jogo espera que você entenda isso rapidamente.
A grande estrela da movimentação é o bastão mágico de Bō, que permite:
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rebotes no ar
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impulsos verticais
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ataques que também funcionam como ferramentas de locomoção
✨ então pelo visto agora o combate também é parte do puzzle de plataforma.
Aqui, cada pulo importa. Cada erro é culpa sua (desculpa, mas é verdade). E cada acerto gera aquela dopamina maravilhosa de “ok, eu fiquei melhor nisso.”
⚔️ Combate: simples, mas elegante
Se você vem esperando algo ultra complexo no combate, tipo dezenas de builds ou árvores gigantes de habilidade… não é bem isso.
O combate de Bō é:
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direto
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responsivo
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funcional
E isso é um elogio.
Os inimigos variam bastante — muitos inspirados em yokais e criaturas do folclore — e exigem leitura de padrões, posicionamento e uso inteligente das habilidades. Não é Soulslike no sentido punitivo, mas também não passa a mão na sua cabeça.
✨ então pelo visto agora a dificuldade aqui é do tipo: “aprenda o ritmo do mundo.”
🌸 Metroidvania raiz (com carinho)
A estrutura do mapa é clássica:
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áreas interconectadas
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caminhos bloqueados por habilidades futuras
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segredos escondidos em lugares que fazem você pensar “não… isso não é possível… ah, era sim”
Se você jogou Hollow Knight, vai se sentir em casa. Mas Bō faz questão de não ser só uma sombra dele. O ritmo é mais leve, a estética mais calorosa, e o foco em plataforma aérea dá uma identidade própria.
✨ então pelo visto agora estamos falando de um metroidvania que não quer te oprimir — quer te desafiar com beleza.
🎨 Arte e apresentação: isso aqui é absurdo de bonito
Preciso parar tudo e falar da arte.
Bō é lindo. Não “bonito pra indie”. Lindo de printar a tela e usar como papel de parede.
O estilo remete a:
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pinturas tradicionais japonesas
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traços de nanquim
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animações fluidas
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paleta de cores suave, mas marcante
Cada cenário parece uma obra viva. Cada movimento do personagem é animado com cuidado quase artesanal.
✨ então pelo visto agora eu estava jogando… e visitando uma galeria interativa.
🎶 Trilha sonora: silêncio que fala
A trilha sonora não tenta roubar a cena. Ela acompanha, sustenta, abraça.
É aquele tipo de música que:
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reforça o clima
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não te distrai
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e às vezes some completamente, deixando só o som do vento, dos passos, do mundo
Isso ajuda a criar um estado quase meditativo. Eu me peguei andando devagar só pra ouvir o ambiente. E isso, pra mim, é sempre um sinal de design confiante.
💬 O que o pessoal está dizendo por aí
Nos reviews de usuários no Steam e em análises de sites americanos, o consenso é bem claro:
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o jogo é lindo e bem polido
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a movimentação é o ponto alto
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a dificuldade é justa, mas pode assustar iniciantes
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o ritmo mais contemplativo não agrada quem quer ação constante
Alguns jogadores mencionam que:
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o mapa poderia ter mais ferramentas de orientação
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certas seções de plataforma exigem precisão elevada
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o jogo confia muito na habilidade do jogador (e isso pode frustrar alguns)
Mas no geral, o sentimento é de respeito. Não é um jogo feito pra agradar todo mundo — é um jogo feito com visão clara.
🧠 Comparações inevitáveis (mas honestas)
Se eu tivesse que explicar Bō pra alguém, eu diria:
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É Hollow Knight se tivesse sido pintado à mão em Kyoto
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É Okami se fosse um metroidvania focado em plataforma
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É Celeste se tivesse bebido chá verde e decidido falar sobre espiritualidade
✨ então pelo visto agora estamos falando de um jogo que entende suas influências… mas não vive à sombra delas.
Prós:
- Direção de arte belíssima e única
- Plataforma precisa e satisfatória
- Mundo inspirado no folclore japonês
- Trilha sonora atmosférica
- Identidade própria dentro do gênero
Contras:
- Pode ser difícil para iniciantes
- Pouca orientação no mapa
- Combate simples pode não agradar a todos
- Ritmo contemplativo não é para quem busca ação constante
Nota Final: 8/10
Bō: Path of the Teal Lotus é um daqueles jogos que não grita, mas ecoa. Ele não quer ser o maior, nem o mais barulhento. Ele quer ser lembrado. É um jogo sobre atravessar um mundo que claramente tem algo a dizer, mesmo sem usar palavras. Se você gosta de metroidvanias, arte estilizada, desafios justos e experiências que respeitam sua inteligência, esse jogo merece sua atenção. E se você não gosta… tudo bem. Então pelo visto agora nem todo lótus floresce no mesmo lago. ✨