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Borderlands 4 – Randy Pitchford promete 100 milhões de cópias e já sonha em virar GTA das looter shooters

Gearbox acredita que novo capítulo fará a franquia bater a marca histórica, mas será que loot colorido ainda segura 2025?

Preparem suas mochilas virtuais e revisem suas builds de escopeta com mira holográfica que aumenta o carisma em +10: o chefão da Gearbox, Randy Pitchford, abriu a boca e soltou a pérola da vez. Segundo ele, Borderlands 4 vai ser o jogo que finalmente fará a franquia bater a marca dos 100 milhões de cópias vendidas.

Atualmente, a série está em 94 milhões – nada mal pra um jogo que começou como FPS cartunesco em 2009 e acabou virando praticamente sinônimo de loot shooter. Se a matemática de Randy estiver certa (e dessa vez a calculadora dele não explodir), o próximo jogo precisa vender só mais 6 milhões pra entrar no clubinho VIP onde já estão GTA, Call of Duty, Pokémon, Final Fantasy e Assassin’s Creed.

Mas calma, vamos respirar e analisar no estilo RumbleTech: com humor ácido, sarcasmo de tiozão gamer e aquela pitada de comparação descabida que faz sentido só na mesa do churrasco.

Borderlands: a franquia que ensinou gamer a amar loot colorido

Antes de falar de números, vale lembrar: Borderlands inventou a febre do loot shooter moderno. Lá em 2009, quando o primeiro jogo chegou, a ideia de misturar RPG, FPS e loot infinito parecia maluquice. Quem ia querer parar tiroteio frenético pra analisar se a pistola azul dava mais DPS que a roxa?

A resposta: todo mundo. O jogo virou febre justamente por esse loop viciante. E claro, pelo estilo cartunesco em cel-shading, diálogos cheios de piadas ruins (e ótimas) e personagens tão absurdos quanto carismáticos – Claptrap, Handsome Jack e Tiny Tina são praticamente ícones pop da cultura gamer.

O histórico de vendas – Pitchford não tá delirando (ainda)

  • Borderlands 2 (2012): o campeão de vendas, com mais de 30 milhões de cópias.

  • Borderlands 3 (2019): vendeu 23 milhões e foi o jogo de vendas mais rápidas da 2K.

  • Borderlands 1 + spin-offs (como The Pre-Sequel e Tiny Tina’s Wonderlands): completam a conta até os 94 milhões.

Ou seja: se cada fã que já comprou qualquer Borderlands comprar de novo (porque gamer adora comprar jogo repetido, vide GTA V), bater 100 milhões não é impossível.

Borderlands 4 chega em setembro – com direito a Switch 2

Anotem no calendário: 12 de setembro de 2025, Borderlands 4 chega para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. Já a versão para Switch 2 vem em outubro, porque aparentemente até os looter shooters precisam respeitar o cronograma da Nintendo.

E sim, a Gearbox já confirmou que vai ter crossplay, mais armas que o arsenal inteiro da OTAN e diálogos que provavelmente farão você rir e revirar os olhos ao mesmo tempo.

Será que o hype segura em 2025?

Agora vem a parte crítica. Borderlands foi pioneiro, mas o mercado mudou. Hoje, loot shooter já não é novidade: Destiny 2 ainda existe (apesar de tropeçar mais que bêbado de festa junina), Warframe continua firme, The Division tenta respirar e até Diablo IV já misturou ação frenética com grind infinito.

A pergunta é: será que em 2025 a fórmula “atira, pega loot colorido, troca de arma, repete” ainda tem gás?

Randy Pitchford aposta que sim. Mas vamos combinar: Randy também acreditou que mágica com cartas seria uma boa ideia de marketing. O histórico não ajuda.

O peso de chegar nos 100 milhões

Se Borderlands 4 fizer a franquia chegar nos 100 milhões, não é só número pra botar em slide de PowerPoint da 2K. É entrar pra um grupo seleto de franquias que definem gerações. Estamos falando de ficar lado a lado com Pokémon, GTA, Call of Duty e Final Fantasy.

É como se aquele amigo zoeiro do colégio, que ninguém levava a sério, de repente se formasse médico e começasse a ganhar prêmio internacional.

Piadas de tiozão sobre Borderlands

  • Borderlands é o único jogo onde você precisa de calculadora científica pra entender se vale trocar a pistola com perk de gelo pela escopeta que dá dano em fogo.

  • Claptrap é tipo aquele tio bêbado do churrasco: irritante, mas se faltar, a festa não é a mesma.

  • Loot shooter é basicamente Black Friday digital: você mata inimigos só pra ver se droppou algo melhor que sua camiseta atual.

  • Se Borderlands 4 vender 6 milhões rapidinho, é capaz do Randy Pitchford aparecer no palco com cartola, coelho e PowerPoint mostrando “viu só, eu falei!”.

Borderlands e cultura pop

Outro ponto que ajuda é a influência cultural. Borderlands já virou quadrinho, jogo spin-off e até filme (mesmo que o filme de Borderlands seja mais temido que aguardado). A estética cel-shading ainda é única e reconhecível, mesmo numa indústria saturada de shooters genéricos.

E a verdade é que, mesmo quem nunca jogou, conhece Claptrap ou já viu referência a Handsome Jack em memes. Isso ajuda muito a manter relevância.

O lado crítico: o risco do desgaste

Mas, como bom tiozão gamer cético, aviso: nada dura pra sempre. Se Borderlands 4 não trouxer algo realmente novo, pode cair na armadilha do “mais do mesmo”. Não adianta só encher o jogo de armas procedurais e piadas de mau gosto.

A franquia precisa evoluir em história, gameplay e endgame. Porque em 2025 o jogador não tem mais paciência pra grind vazio – ou você entrega conteúdo que vale a pena, ou vira enfeite na biblioteca da Steam.

Borderlands 4 tem tudo pra bater os 100 milhões e confirmar o status da franquia como uma das gigantes da indústria. Mas precisa entregar mais do que loot colorido e piada autorreferencial. O público amadureceu, e o mercado de shooters tá saturado.

Se a Gearbox acertar, teremos um marco histórico. Se errar, vai virar meme de Randy Pitchford prometendo mais um truque de mágica enquanto a franquia perde brilho.

Borderlands 4 ainda nem saiu, mas a expectativa é alta. Atingir 100 milhões de cópias é possível, e se acontecer, será um feito digno de registro. Só não pode esquecer: quantidade não substitui qualidade.

No PC, Borderlands 4 vai ser o melhor lugar pra caçar loot: gráficos em 4K, mods da comunidade, taxa de quadros lisa e mira de mouse que humilha qualquer controle de console. Jogar em console até dá, mas convenhamos: tentar gerenciar inventário com analógico é praticamente uma tortura medieval.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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