Notíciasr7

Call of Duty: Black Ops 7 vai custar US$69,99

E o gamer raiz já tá afiando o espeto do churrasco

Aí vem mais uma: Call of Duty: Black Ops 7 chegando e, adivinha só, a edição padrão vai custar US$69,99. Sim, SETENTA DÓLARES, ou como a gente aqui do churrasco chama: “um mês de mercado no atacadão pra família toda, incluindo carvão e linguiça.”

E a Microsoft ainda vende essa conversa como “estratégia competitiva”. Olha que beleza: eles quase subiram pra 80 dólares, mas decidiram “segurar o preço” pra competir com Battlefield 6. Competir, meus caros, porque aparentemente o gamer médio só tem duas opções de vida: morrer de overdose de franquia repetida no Call of Duty, ou tomar headshot no spawn do Battlefield.

Velho tio do churrasco falando: antigamente era diferente

Lá nos anos 2000 eu comprava jogo em caixinha de DVD, vinha manual grosso, vinha até cheirinho de gráfica. Pagava 49 dólares e tinha campanha de 12 horas, multiplayer que durava anos e zero season pass. Hoje em dia, 70 dólares e o manual é um PDF escondido atrás de um QR code que te leva direto pra uma página de microtransação.

Mas tudo bem, agora é “competitivo”. Competitivo no bolso de quem, Microsoft? Porque pra nós, gamer velho, isso só é competitivo com a parcela do carro.

Edição Vault: porque otário tem que pagar em dobro

Tem também a tal da Edição Vault, a versão “Deluxe” que custa US$99,99. Nessa vem uns skins que você vai usar duas vezes e largar, umas armas que vão ser nerfadas na primeira atualização, e provavelmente uma camuflagem dourada que o moleque do TikTok vai usar pra te humilhar no highlight.

Ah, e claro: conteúdo extra. Que, traduzindo, significa “o que já devia estar no jogo base, mas a gente cortou pra vender separado”.

A desculpa do “competir com Battlefield 6”

O argumento é lindo: “mantivemos o preço de 70 dólares porque Battlefield 6 também vai custar isso.”
Olha, sinceramente, isso é tipo o açougue da esquina falar que vai vender a picanha a R$79,90 porque o vizinho também tá vendendo a esse preço. E a gente, otário, continua comprando porque “é o preço de mercado”.

Battlefield 6 até que tem motivo pra cobrar: o beta teve mais de 521 mil marmanjos simultâneos no Steam. Gente que provavelmente devia estar trabalhando, mas preferiu passar o dia levando explosão de tanque na cara. Esse hype pode até justificar, mas Call of Duty? A cada ano é a mesma coisa: campanha de 5 horas, o multiplayer entupido de hackers e updates de 100 GB que só corrigem o pente do personagem.

A velha história do “valor”

O CEO da EA, Andrew Wilson, já veio falar que a ideia é “oferecer valor aos jogadores”.

Amigão, “valor” pra mim era quando eu comprei Medal of Honor: Allied Assault em CD-ROM e joguei por cinco anos sem gastar mais um centavo. Hoje o valor é relativo: 70 dólares no jogo, mais 20 no passe de temporada, mais 10 no cosmético da skin neon, e quando você vê, tá devendo a fatura do cartão só pra deixar sua M4 brilhar no escuro.

No fim das contas, gamer vai pagar de qualquer jeito

E sabe o que é pior? A gente reclama, a gente grita, a gente xinga a mãe do CEO, mas no dia do lançamento… lá vai todo mundo comprar. Eu, você, até o sobrinho que fala que “FPS morreu” mas tá lá no Discord pedindo gift card.

Porque Call of Duty e Battlefield são que nem churrasco de domingo: a gente sabe que vai passar mal depois, mas não resiste quando sente o cheiro da carne na brasa.

RumbleTech Rage Verdict

Então tá aí: Call of Duty: Black Ops 7 a US$69,99. Mais do mesmo, mas com cheiro de novidade. Mais uma campanha que você zera numa tarde, mais um multiplayer que vai sugar sua vida, e mais uma edição Deluxe que só serve pra provar que a indústria descobriu que gamer paga por qualquer porcaria se vier com camuflagem brilhante.

Parabéns, Microsoft. Parabéns, Activision. Vocês conseguiram transformar 70 dólares na nova mensalidade da humilhação gamer.

E eu? Vou comprar? Claro que vou. Mas vou reclamar com a boca cheia de linguiça e uma Kaiser quente na mão, porque gamer raiz não desiste nunca.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desabilite o Adblock para continuar acessando o site!