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A Capcom quer diminuir o número de jogos produzidos por estúdios terceirizados e, para isso, está planejando contratar mil funcionários nos próximos 10 anos.

A companhia criadora de “Street Fighter” e “Resident Evil” possui 1500 pessoas contratadas atualmente e, caso seu plano de expansão dê certo, serão 2500 empregados até 2022.

Na atual geração, a Capcom já contratou os serviços de estúdios ocidentais como o sueco Grin, de “Bionic Commando”, os canadenses Blue Castle, de “Dead Rising 2”, e Slant Six Games, de “Resident Evil: Operation Racoon City”, o californiano Spark unlimited, de “Lost Planet 3” e o britânico Ninja Theory, de “DmC Devil May Cry”.

Apesar de “DmC” parecer promissor, a Capcom acredita que aumentar a participação de seus estúdios internos “aumentará a qualidade dos jogos”.

“A razão de aumentar nosso time de desenvolvimento é criar uma larga porcentagem de jogos internamente. Nós acreditamos que isso não mudará significantemente as despesas totais de desenvolvimento, principalmente porque trocaremos operações externas pela nossa própria força de trabalho”, disse a companhia em um material destinado a investidores.

Mundo duplo e demoníaco

um dos jogos recentemente produzidos por um estúdio terceirizado, “DmC Devil May Cry” é o primeiro jogo da série produzido no ocidente. Antes dele, todos os “Devil May Cry” foram produzidos internamente pela Capcom, no Japão.

A história retrata um mundo “duplo”, onde nada é o que parece e a linha entre o bem e o mal é constantemente distorcida. Dante entra nesse mundo com a intenção de vingança a qualquer preço, e vai utilizar poderes humanos, demoníacos e angelicais para alcançar esse objetivo.

O herói ainda não tem seus cabelos brancos tão característicos nem é um ‘caçador de demônios’, mas sim garoto-propaganda de bebidas energéticas, mas já possui sua espada e as pistolas Ebony e Ivory.

“DmC Devil May Cry” chega ao PlayStation 3 e Xbox 360 em 15 de janeiro de 2013. No Brasil, o jogo terá legendas em português.