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Cinco jogos com atores reais que são muito bons (mesmo meio “trash”)

Recentemente o Netflix anunciou que fará uma série em live-action do Resident Evil, deixando os fãs da franquia de jogos de horror bem empolgados. Pensando nisso, por quê não explorar cinco games que ao invés de usar gráficos pixelados ou em polígonos, utilizam atores em um ambiente interativo? Mesmo raros, até porque a interação acaba ficando bem limitada quando comparado aos gráficos em computador (além do alto custo!), eles existem, mesmo que a maioria tenha ficado restrito aos anos noventa. Por isso, vamos mostrar cinco bons games com atores reais!

Obs: Não estão em ordem de importância.

5 – Arquivo X: O Jogo

Conhecido pelo nome em inglês de The X-Files: Game, este é um jogo de aponte e clique lançado originalmente para PC em 1998 e depois convertido para o PlayStation em 1999. Este aqui se passa entre os episódios da terceira temporada da famosa série americana, com direito a muitos atores da TV participando do jogo, como David Duchovny (Mulder), Gillian Anderson (Scully), Mitch Pileggi (Skinner), Steven Williams (X) e outros.

O game rendeu sucesso comercial, boas notas da mídia, e chegou a ser finalista do Academy of Interactive Arts & Sciences na categoria “Melhor jogo de Aventura do Ano”, perdendo para o Grim Fandango.

4 – Gabriel Knight 2: The Beast Within

A série Gabriel Knight é muito conhecida entre os amantes do aponte e clique, sendo que cada jogo da trilogia dos anos noventa utiliza uma técnica diferente: o primeiro veio em pixels, o terceiro com gráficos poligonais, e o segundo utiliza atores. Gabriel Knight 2: The Beast Within foi lançado em 1995 e é elogiado principalmente por sua história, que mescla temas clichês com reviravoltas surpreendentes.

Segundo a autora Jane Jensen, ela deu ênfase na narrativa justamente porque os jogos em FMV têm menos interatividade, então o jogo precisava ser interessante o suficiente para que as pessoas se envolvessem com ele. Mesmo assim, os enigmas são inteligentes, a trilha sonora é ótima e o jogo é bastante longevo. O ponto fraco é a atuação meio “trash”, mas que para muitos pode até ser um charme do jogo.

3 – Phantasmagoria

E por falar em atuação trash, Phantasmagoria é outro clássico dos jogos de terror que sofre do “mesmo mal”. Também lançado em 1995 pela Sierra, o game é bem lembrado pelas cenas de violência escancarada que pode “embrulhar” o estômago dos mais sensíveis, ou pode até despertar a risada de outros tantos pelo exagero.

O game é ideia de Roberta Williams, que ficou famosa pelos jogos da série King´s Quest e saiu bem mais caro do que eles imaginavam: o orçamento inicial era de 800 mil dólares, mas acabou custando 4,5 milhões e foi filmado em um estúdio que custou 1,5 milhão feito exclusivamente para o título, dando um total de 6 milhões de dólares só para produzí-lo.

O game rendeu sucesso comercial, vendendo 300 mil cópias, mas não foram suficientes para arcar com os custos da produção. Mesmo com a história previsível e atuações não muito convincentes, este é um clássico dos jogos de terror.

2 – Night Trap

Sempre que se fala em jogos filmados dos anos noventa, a maioria vai lembrar do clássico Night Trap lançado para o Sega CD em 1992. Este conta com alguns atores relativamente conhecidos, como a atriz Danna Plato, que fez a Kimberly no seriado Arnold.

Também ao estilo “terror trash” (parece que os produtores de games em FMV amavam eles!), o Night Trap coloca o jogador para fuxicar as câmeras de vigilância com garotas em roupas sexys sendo caçadas por vampiros. Apesar de previsível, curto, e com atuações questionáveis, o game marcou época e merece um espaço nessa lista. Aquele jogo que é bom pelo “trash”, no melhor sentido da palavra.

Curiosamente, nos anos noventa um representante da Nintendo disse que um jogo como “Night Trap” NUNCA iria aparecer em um videogame da empresa. 25 anos mais tarde, uma versão remasterizada saiu para o Switch. Parece mesmo que o mundo dá voltas!

1 – Missing: an Interactive Thriller

E finalmente um jogo recente! Missing: An Interactive Thriller foi lançado no Steam em 2015 e é uma homenagem aos antigos jogos de FMV. Também de aponte e clique, este aqui procura ser bom em todos os pontos, tendo uma atuação bacana, uma história envolvente que sempre te deixa curioso para o que acontecerá no próximo episódio, além de contar com atores conhecidos, como Roy Dupuis, que fez La Femme Nikita. Seu principal problema é a duração, já que quando acaba fica aquele sentimento de “mas já?!”. Uma pena, mas talvez se fosse mais longo passaria o sentimento de “estar enrolando”

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