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Cinco jogos de “apontar e clicar” recentes que merecem uma conferida

Nada de jogos da LucasArts ou Sierra nessa lista

Os jogos de aponte e clique foram muito populares na década de 1990 e duas grandes empresas se destacavam nesse segmento: LucasArts e Sierra. A pouca interatividade era compensada com visuais belíssimos e grande ênfase na narrativa, onde os jogadores tinham que sair clicando pelo cenário para conversar com personagens, pegar objetos “aqui” para destravar coisas “acolá“, e explorar bastante a capacidade cerebral para prosseguir no jogo.

Há alguns anos, fizemos uma lista dos principais jogos deste gênero que todo gamer deveria jogar para conhecer. Justamente devido a pouca interatividade, aliado ao avanço da tecnologia, o gênero entrou em declínio no final dos anos 90 e os games foram praticamente extintos. No entanto, ainda hoje são lançados jogos de aponte e clique, geralmente de desenvolvedores independentes, e há verdadeiras joias. Pensando nisso, decidimos selecionar alguns games “pós-2000” que se destacam.

1 – Machinarium (2009)

Desenvolvido por um estúdio tcheco independente, o Machinarium já chama a atenção pelo visual, com cores muito bonitas e visuais que aparentam ser uma pintura. Tudo é muito bem detalhado e bem feito. Diferente de outros games do gênero, este não tem uma história muito elaborada, mas o suficiente para envolver o jogador, “fluindo” muito bem. Além disso, os enigmas são desafiadores na medida certa, sendo bem a cara dos jogos do gênero: “Pegue um item aqui, para destravar algo acolá”.

2 – Deponia (2012)

Outro game que chama a atenção pelos visuais, este game se destaca pela história engraçada, contando com personagens carismáticos. É verdade que alguns enigmas são meio contra intuitivos, daqueles que quando lemos como passar a gente diz “Eu nunca pensaria que era para fazer isso”, mas eles são exceção. O real problema é a duração, já que o título é tão divertido e tudo é tão bonito, que quando acaba fica aquele sentimento de “mas já?!”.

3 – The Whispered World (2010)

Mais um jogo indie com gráficos desenhados a mão, este é bom em tudo, em especial a história que conta com momentos bem dramáticos, daqueles que jogadores mais sensíveis irão “suar pelos olhos”, principalmente contando histórias de pai e filho. Boa história, boa trilha sonora, bons gráficos. O único pecado é que há muitos diálogos, sendo um defeito herdado de muitos jogos clássicos do gênero. Passa a sensação de que dava para “enxugar” mais.

4 – Gemini Rue (2011)

Diferente dos anteriores, este indie já aposta em gráficos bem ao estilo dos jogos de aponte e clique da primeira metade dos anos 90, o que deve agradar mais ao pessoal “old school”, mas pode soar bem agressivo para os mais novatos. No entanto, Gemini Rue é bem imersivo, com um excelente ritmo, história criativa que se passa em um futuro cyberpunk, e todo o clima de “sou um detetive que deve solucionar este caso”. Como jogo, ele “bebe” da fórmula clássica, mas na história é um game bem criativo e com plot twists bem marcantes.

5 – Gibbous – A Cthulhu Adventure (2019)

Desenvolvido por uma equipe de 3 pessoas na România que eram fãs de games da LucasArts nos anos 90, Gibbous tem personagens carismáticos, bons visuais, um ótimo humor, e uma boa trilha sonora. Seus únicos pecados são a história, um pouco confusa, e o final que é bastante frustrante. Mesmo assim, vale a conferida!

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