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Nesta quinta-feira (30) estreia no Brasil a tão aguardada adaptação para as telonas “Ghost in the Shell“, baseada na popular obra nipônica dos mangás e animes e estrelando a nossa querida e musa dos geeks Scarlett Johansson.

Com quase 30 anos do lançamento original, o universo de Ghos in the Shell já expandiu de forma gigantesca, chegando a outras mídias – e pela primeira vez, como um live-action nos cinemas.

Caso você não conheça muito bem a série, ou só queira relembrar de alguns detalhes antes de conferir o filme, separamos aqui 10 curiosidades acerca desse grande universo criado pelos japoneses.

Boralá?

Originou-se nos Mangás

Ghost in the Shell foi originalmente criado como um mangá em 1989 por Masamune Shirow (e lançado ano passado no Brasil pela editora JBC) e é ambientalizado em um universo cyberpunk no ano de 2029, tendo como protagonista a ciborgue Major Motoko Kusanagi, líder da unidade de serviço secreto de segurança Sector 9, responsável por combater terroristas e ameaças cibernéticas de alta tecnologia. O primeiro volume de histórias foi publicado até 1990. Em 1991 foi lançado “Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface”, novo volume que dava continuidade às histórias da Major, publicadas até 1997. Em 2003, um volume com quatro “capítulos perdidos” do volume anterior foram lançados no Japão, batizado de “Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor”, encerrando as publicações via mangá do autor original.

Animes

O primeiro anime (e certamente o mais conhecido) de GitS foi o filme de 1995, dirigido por Mamoru Oshii e animado pela Production I.G., baseado nas histórias do mangá original, mostrando o Sector 9 em busca de um perigoso hacker conhecido como Mestre dos Fantoches. Em 2008 esse anime ganhou uma versão atualizada, “Ghost in the Shell 2.0”, com novos visuais em CGI e áudio, mas não agradou tanto como o filme original.

Antes disso, em 2004, foi lançada uma sequência chamada “Ghost in the Shell 2: Innocence”, também dirigida por Oshii, mas que teve como protagonista o personagem Batou – o segundo no comando do Sector 9 e braço direito da Major.

Em 2002 GitS ganhou sua primeira série animada de TV, chamada “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, com uma abordagem das histórias mais independente em relação ao mangá. Ganhou uma segunda temporada em 2004 chamada “Ghost in the Shell: S.A.C. 2nd GIG”, com uma terceira e final temporada transmitida em 2006, chamada “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – Solid State Society”.

Em 2015 um terceiro filme foi lançado nos cinemas japoneses, batizado de “Ghost in the Shell: The New Movie”, dirigido por Kazuya Nomura. O filme é uma sequência de “Ghost in the Shell: Arise”, uma série de OVAs (Original Video Animation – formato de animação que consiste de um ou mais episódios de anime lançados diretamente ao mercado de vídeo, atualmente DVD e Blu-ray) lançada em 2013, que é uma espécie de reimaginação do universo de GitS, mas que se passa antes dos eventos do mangá original, com uma jovem Motoko antes de entrar no Sector 9. Essa série também ganhou uma adaptação nos mangás.

A Major não pisca

Na animação de 1995 os mais observadores perceberam que a Major não pisca nenhuma vez durante todo o filme – afinal, ela é uma ciborgue – o que revela o perfeccionismo do diretor – será que Scarlett Johansson fará a mesma coisa?

Ghost – “Fantasmas”

No universo de GitS o termo “Fantasma” é muito utilizado e serve para descrever uma consciência individual ou uma alma de uma pessoa, especialmente os ciborgues, que possuem a maior parte do seu corpo feito de implantes cibernéticos. O corpo da Major foi tão modificado, que de humano só teria sobrado um “fantasma” de si mesma – um dos temas filosóficos de GitS é justamente levantar essa questão de “quanto humana é uma pessoa com o corpo todo modificado ciberneticamente?”.

Ghost in the Shell inspirou a franquia Matrix

Ao apresentar a ideia do filme Matrix de 1999, as irmãs (na época irmãos) Wachowski mostraram para os produtores a animação de 1995 de GitS como exemplo do que eles pretendiam fazer. O filme, que se tornou um divisor de águas na história da ficção científica, usou vários elementos e referências da animação (como o hackeamento de cérebro), e até fez algumas “homenagens” em algumas cenas, como a icônica imagem da tela de um computador com códigos, cenas de queda livre de prédios ou até o enquadramento do rosto de Motoko e Neo ao colocarem os óculos escuros – mas claro, Matrix desenvolveu o seu próprio universo a partir daí.

Motoko Kusanagi sexy e bissexual

Nos mangás e em algumas animações a Major Motoko tem um apelo mais sensual, aparecendo nua em várias cenas – infelizmente não espere ver a Scarlett Johansson nua no filme, algo que já foi negado pelos produtores, que avisam que o filme será “sexy, mas sem nudez“. No mangá original esse apelo é ainda maior, com Motoko tendo um namorado mas participando de orgias com outras mulheres (não espere ver isso também no filme da Johansson) – segundo o próprio autor, a relação entre dois ciborgues do mesmo sexo é algo mais simples para os implantes cibernéticos que são da mesma espécie.

Margot Robbie quase estrelou o filme

Pois é, a Arlequina de “Esquadrão Suicida” chegou a negociar em 2014 para ser a protagonista, mas no fim desse mesmo ano foi anunciado que o papel era de Scarlett Johansson. Na minha modesta opinião, todo mundo saiu ganhando, inclusive os fãs que ganharam uma bela Arlequina e agora uma bela Motoko!

Vilão do filme não é o mais pop

Os dois grandes vilões do universo de GitS são o Mestre dos Fantoches, o lendário super hacker que comete crimes cibernéticos e o Homem Rindo (Laughing Man, no original), um terrorista hacker, que não estão presentes no filme, mas sim Hideo Kuze (imagem acima), que só existe na série “Ghost In The Shell: Stand Alone Complex 2nd Gig”. A razão de ter um vilão menor, de acordo com os produtores, é que o foco do filme será para definir quem é a Major e como ela se enxerga, e ter um dos grandes vilões poderia bagunçar as coisas – acho muito válido o argumento dele!

Games

GitS também conta com alguns games no currículo, sendo o primeiro de um jogo de ação em terceira pessoa de 1997, lançado para o PSOne e com uma história original. Um segundo jogo, dessa vez baseado no universo da série de televisão “Ghost In The Shell: Stand Alone Complex”, foi lançado em 2004 para o PS2. O PSP também ganhou um título em 2005. No ano passado a coreana Nexon lançou o FPS free-to-play “Ghost in the Shell: First Assault – Stand Alone Complex Online”, que agradou os fãs pela fidelidade com o material de origem.

Polêmica

Se você acompanha Gamehall, já sabe que a escolha de Scarlett Johansson como protagonista foi alvo de polêmicas, por ela não ser asiática como a personagem original. A escolha dela teve o aval do autor do mangá e do diretor da animação de 1995, e a própria já se defendeu das críticas dizendo que a história da Major não é centrada em sua etnia, e sim no fato dela ser uma ciborgue, algo que poderia ser feito por qualquer pessoa. Eu mesmo não vejo nenhum problema nisso, tenha certeza que ela fará um excelente trabalho, já que teve um bom treinamento nos filmes de ação da Marvel como a Viúva Negra! Só espero que o diretor Rupert Sanders e o roteirista Jonathan Herman tenham acertado a mão!

Trailer