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Reprodução

Saudações aos leitores!

Embora não seja tão chegado a jogos de tiro, no post de hoje falarei sobre um game que joguei bastante no PC, nos tempos pré-Windows XP : Shogo Mobile Suit Armor. Era um joguete bacana que me entreteve bastante com seus tiroteios e batalhas com mechas gigantes. Acompanhem.

Lançado em 1998 pela produtora Monolith, Shogo era mais um jogo de tiro entre tantos que povoam esse gênero, mas graças a competência de seus produtores conseguiu se destacar e foi muito bem avaliado. Esse foi mais um daqueles jogos que eu comprei original em revista por um precinho bem mais camarada do que se fosse em caixa. Não me lembro quanto foi, mas quando comprei na banca sei que nunca tinha ouvido falar daquele jogo e comprei no chute mesmo. Acertei em cheio (ainda bem), foi um dinheiro bem gasto.

Apesar de ser um jogo de tiro ocidental, o jogo adotou uma estética claramente inspirada nos animes japoneses, hoje soaria um tanto genérico, mas na época creio que funcionou bem. O jogo até emula aquela dramaticidade desnecessária de certos animes, naquela linha bobinha da “guerra pessoal dentro da guerra maior” que divide o protagonista, cuja missão também é encontrar o irmão desaparecido (ou qualquer outra tranqueira do gênero). Essa decisão estética também se estendeu para os demais elementos como o design dos robôs, das armas e até dos inimigos. Como na época eu vivia uma fase de fã de animes, eu curti aquilo pra caramba.

Abertura do jogo. Um tanto vergonha alheia, mas perdoável!

O bacana do jogo é que ele é dividido entre as fases com os robôs e fases “a pé”, com ritmos e desafios diferentes, o que criava sensações diferentes dentro da experiência de jogo. Haviam três modelos diferentes de mechas, com algumas variações entre as características de velocidade e peso, (além do desenho diferente para cada um), que embora não fossem muito diferentes entre si no aspecto do gameplay, pelo menos adicionavam alguma profundidade a eles. As batalhas com os robôs eram as mais legais do games, era muito legal explodir os robôs inimigos ou esmagar os tanques com aquele robozão estilo Macross. Já os estágios, digamos “humanos”, seguiam o esquema mais parecido com os jogos de tiro tradicionais da época, tirando apenas uma ou outra situação de ter de acionar um switch especial ou encontrar um NPC que fazia parte da trama.

Não foi um game que revolucionou o gênero, nem introduziu novos elementos, mas tinha uma experiência de jogo bastante agradável, e o preço de revista fez valer ainda mais a pena. Era tecnicamente competente, com bons gráficos e efeitos, trilha sonora decente e a dublagem estilo anime, bem implementada. Infelizmente, os problemas de compatibilidade me impediram de rejogá-lo, então não sei se o jogo envelheceu bem. Claro que a lembrança sempre é um tanto distorcida em relação a realidade, mas tenho consciência de que passei horas muito divertidas com esse joguete.

Se alguém descobrir uma maneira de jogar e quiser testar um game de tiro 3D das antigas, deem uma chance a Shogo. Foi o mais próximo que uma produtora ocidental chegou de fazer algo genuinamente japonês, e funcionou muito bem. Rola até uma música cantada no final, para o deleite dos que gostam de animes. Fica aí a dica.