Notíciasr7

Cronos: The New Dawn – Bloober Team inventa moda de novo, agora com churrasquinho de monstro no pós-apocalipse retrô

Viajar no tempo? Check. Polônia dos anos 80? Check. Horror corporal que só falta te cobrar aluguel no estômago? Check. Mas se você achou que a Bloober Team ia pegar leve, é porque nunca enfrentou um bicho que precisa ser incinerado pra ficar morto. Sim, você leu certo.

Bloober Team são aqueles caras que vivem entre o amor da crítica e o ghosting dos jogadores. Depois de bancar os restauradores oficiais do Silent Hill 2 (com a mesma delicadeza de quem limpa uma pintura renascentista usando esponja de aço), os devs decidiram soltar mais uma: Cronos: The New Dawn, uma nova IP que é tipo um combo do McHorror Feliz com extra de terror temporal, viagem dimensional e pesadelo distorcido em polonês.

Porque, veja bem, criar um joguinho linear com jumpscares já virou coisa de estúdio indie hypado no TikTok. Agora é hora de inovar! De fundir monstros, voltar no tempo, reconstruir distopias e, claro, dar uma de piromaníaco profissional, já que o lema do jogo é: “caiu, queimou. Se não queimou, dançou.”

O trailer: gameplay ou teaser da nova temporada de Chernobyl?

A Bloober mandou ver no trailer de gameplay e, cara… é um delírio visual. Parece que alguém assistiu Stalker, jogou Returnal, lembrou de Dead Space e pensou: “e se a gente colocasse tudo isso num liquidificador soviético e chamasse de design autoral?”

Tem arquitetura brutalista que parece ter sido desenhada por um engenheiro deprimido, criaturas chamadas Orphans (porque claro, dar nome triste pros monstros deixa tudo mais poético), e uma ambientação que grita: “Você vai morrer aqui… mas com estilo.”

A estrela da vez é a tal da The Merge, uma mecânica revolucionária que transforma um monstro morto em upgrade de monstro vivo. Ou seja, se você derrubar o bicho e não botar fogo no defunto, ele vira ração de XP pro colega do lado. É tipo um sistema de loot reverso onde o prêmio é… o seu sofrimento.

Queimou, venceu: o novo lema da Bloober

Nada contra jogos com tática, mas quando o tutorial te manda literalmente tacar fogo nos corpos pra impedir que eles voltem como demônios com esteroides… a gente sabe que o real terror aqui é a inflação no preço da gasolina.

Os desenvolvedores até mandaram avisar com orgulho: “como você derrota eles? Fogo!” — Ah, sério? Nem me diga. Achei que era carinho e diálogo, né?

Aliás, palmas pra Wojciech Piejko, que fala da mecânica de fusão como se fosse a maior invenção da história do terror. Mano, os Pokémon fazem isso desde 1996. A diferença é que aqui, quando os bichos se fundem, você não ganha um Charizard, você ganha um trauma.

Polônia dos anos 80 com horror sci-fi? Achei chique

Agora, vamos tirar o chapéu: ambientar um jogo entre o apocalipse futuro e a Polônia comunista é ousado. É tipo se o Half-Life tivesse sido escrito por um poeta existencialista com saudades de Nowa Huta. Ou seja: o bagulho é feio, concreto, cinza e emocionalmente devastador. Perfeito pra uma terça-feira à noite.

Você controla o Traveller, um agente do tempo que parece o primo emo do Dr. Who. A missão dele? Voltar do futuro distópico pra salvar uns NPCs importantes antes que o mundo vá pro vinagre. Só que os “importantes” aqui são tipo gente com backstory misterioso, frase críptica e olhar vazio. Aquele combo básico de personagem que você sabe que vai morrer ou te trair.

Trilha sonora etérea… que não salva sua sanidade

Não podemos esquecer do som. A trilha é assinada pelo Arkadiusz Reikowski (que já fez trilha pra todos os jogos da Bloober, um verdadeiro multitarefa da melancolia) em parceria com a banda folk polaco-ucraniana Zazula. Mistura de vocais etéreos com sintetizador sombrio? Claro. Clima fúnebre com aquele cheirinho de Slavpop em ruínas? Com certeza.

E se você não prestar atenção, vai se pegar ouvindo a trilha no Spotify achando que tá num ritual pós-apocalíptico só pra pegar o busão.

E o gameplay, hein? Vamos falar disso mesmo?

Tá, mas e jogar o jogo? Bom… ele parece querer te forçar a pensar. Tipo, realmente pensar. Sobre posicionamento, recursos, linha do tempo, evolução dos inimigos. Só que aí a pergunta é: o combate é fluido? Os controles respondem bem? O jogador sente que está no controle ou só é um passageiro vendo a própria tragédia em 4K?

Pelo trailer… ainda não dá pra saber. Mas se for seguir o track record da Bloober, já prepara o PC pra rodar a 45 FPS enquanto o personagem trava tentando pular uma mureta de 30 centímetros.

É promessa demais pra um estúdio que ainda busca seu momento Kojima

Cronos: The New Dawn tem potencial, tem estilo, tem ambição… mas também tem toda a cara de que pode acabar sendo mais uma obra com mil ideias boas mal coladas com fita crepe narrativa, tipo aquelas séries da Netflix que começam com um “wow!” e terminam com um “ué?”.

Mas quem sabe, né? Talvez seja a virada da Bloober. Talvez essa IP original nos surpreenda. Ou talvez a gente termine o jogo perguntando por que diabos ninguém pensou em deixar um isqueiro de bolso no inventário.

Recado do RumbleTech:

E antes que alguém venha perguntar — sim, vamos jogar no PC. Porque o jogo pode ter monstro se fundindo, viagem no tempo e inferno comunista retrofuturista, mas se não rodar em ultra com Ray Tracing e FPS desbloqueado, a experiência tá incompleta. E você aí achando que console é o futuro… O futuro é queimado, mas no PC, pelo menos queima em 144Hz.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desabilite o Adblock para continuar acessando o site!