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Quando Death Stranding foi lançado para PlayStation 4 em novembro de 2019, já sabíamos que ele sairia para computador no ano seguinte, então decidi aguardar pela chegada do game nesta plataforma, de modo a poder jogá-lo com maior performance e qualidade visual. Só não imaginava, na época, que o salto nisso seria tão expressivo e tudo graças ao DLSS 2.0 da Nvidia, exclusivo da versão PC e disponível nas placas GeForce RTX.

Em sua versão 1.0, esse recurso ajuda no desempenho, como podemos ver, por exemplo, em Metro Exodus, mas o impacto na qualidade visual é considerável. Já na versão atual, não apenas o jogo fica mais leve, como também mais bonito do que rodando de forma nativa. É algo tão incrível que nem parece verdade.

Death Stranding é o exemplo mais atual de uso dessa nova tecnologia. Quem possui uma placa GeForce RTX, pode e deve utilizar o DLSS 2.0, pois você não apenas pode jogar numa resolução mais alta, como também faz isso com uma taxa de quadros por segundo maior e com gráficos melhores do que rodando sem isso ativado.


Comparativo de performance em Death Stranding

Aí você vê a imagem acima e pensa: “Mas numa RTX 2070 Super fica fácil.” Calma. Não há necessidade de comprar uma GeForce RTX desse calibre para rodar bem esse jogo com DLSS, pois ele ajuda até mesmo as RTX de entrada, no caso, os modelos 2060 e 2060 Super, que são mais acessíveis. Conforme já dito pela Nvidia e comprovado por sites e canais de YouTube especializados, Death Stranding pode ser facilmente jogado em 4K e 60 fps até mesmo nessas placas, graças ao uso dessa tecnologia.

Isso é tão verdade que nos meus testes com a RTX 2070S, minha taxa de quadros ficou entre 80-90 fps no modo desempenho e entre 75-85 fps no modo qualidade, ou seja, o jogo rodou muito acima dos almejados 60 fps, mostrando que essa placa tem mais potência do que a necessária para isso.

Nvidia DLSS 2.0 vs AMD FidelityFX

Quem não possui placas GeForce RTX e precisa de um gás no desempenho de Death Stranding em seu computador, pode fazer uso do recurso FidelityFX da AMD. Nos testes que fiz, ele entregou uma boa performance, mas infelizmente fez a imagem perder muita qualidade. Lembrou um pouco o DLSS na sua versão inicial, que é pior que a atual justamente por deixar o gráfico mais feio em troca de rodar o jogo com uma performance elevada.

Podemos notar isso claramente no exemplo abaixo. Veja que o bigode de Sam Bridges, personagem interpretado por Norman Reedus, fica borrado se você utiliza FidelityFX ou o 4K nativo. Isso é algo que não ocorre com DLSS da Nvidia, onde você consegue enxergar cada fio sem dificuldade.


Comparando a qualidade visual com e sem DLSS

A diferença em favor do DLSS 2.0 é tão grande nesses detalhes da imagem, que 4K nativo e 4K com FidelityFX só chegam perto de conseguir algo parecido se você utiliza o TAA junto. Mesmo assim, como é possível ver, passa longe de entregar algo do mesmo nível.

Você até pode aumentar o grau de nitidez do FX, algo que também foi aplicado no exemplo acima, mas não resolve muita coisa. Aliás, para mim ficou até pior, pois o jogo acaba perdendo um pouco das cores dos cenários ao fizer isso, algo que, mais uma vez, não acontece se você faz uso do DLSS 2.0, já que ele consegue entregar visuais melhores até mesmo do que o jogo rodando na resolução nativa.

DLSS 2.0 e além

O foco das GeForce RTX sempre foi o Ray Tracing, mesmo porque nenhum outro modelo de placa disponível atualmente no mercado tem isso ou algo parecido. Entretanto, pra mim o DLSS, em sua versão atual, se tornou tão ou até mais importante que o RT para convencer alguém a adquirir essa placa de vídeo, pois o ganho de performance e qualidade visual nos jogos que tem suporte para isso é fenomenal, nos fazendo querer que todos os próximos games venham a ter isso implementado.

Há rumores de que a Nvidia já está trabalhando no DLSS 3.0, que supostamente funcionará em qualquer jogo que tenha suporte para TAA e ao GeForce Game Ready Driver, teoricamente permitindo aos desenvolvedores terem menos trabalho para incluir isso nos jogos.

Eu não sei o que a AMD está planejando atualmente, mas hoje se alguém me perguntar que placa de vídeo vale a pena comprar, eu diria facilmente que no mínimo uma GeForce RTX 2060 da Nvidia, que inclusive está dando de graça uma cópia de Death Stranding até o dia 29 de julho para quem adquirir qualquer placa RTX.

A minha recomendação não se dá somente pelo Ray Tracing, que virá nos jogos que começarão a sair para PlayStation 5 e Xbox Series X, mas principalmente por causa do DLSS, que é algo que eles não tem e pra mim possui o grau de inovação que tivemos ao migrar do HDD para o SSD. O resultado é um salto tremendo de velocidade e qualidade, deixando nossos PCs preparados para rodar os jogos da próxima geração.

Agradecimentos à loja Hype Games por fornecer
uma cópia de Death Stranding para elaboração deste artigo