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por Fernando Vázquez Baxmann Carrupt

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O que falar de um game que traz de volta Claire Redfield e apresenta Moira Burton, filha de Barry, como personagem jogável? Comecemos a falar do tempo de duração da demo disponibilizada na BGS, ela é a mesma que os japoneses tiveram acesso na TGS (Tokyo Game Show), porém está reduzida, com uma duração em torno de 8 a 10 minutos. O jogo aproveita bastantes elementos de “Revelations 1” e “Resident Evil 4”, como a câmera sobre o ombro e a habilidade de “chutar”. Claire também pode dar “piques”, algo que será bem útil para tentar fugir dos bizarros inimigos nos momentos de aperto.

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Moira, como dito, aparece como personagem jogável, porém assume um papel mais de “suporte” a Claire, o que é excelente para quem jogar sozinho, já que enquanto a I.A. estiver no controle dela consegue desempenhar um papel eficaz, evitando atrapalhar o jogador e realmente sendo útil, como por exemplo, ao iluminar o caminho para Claire; é possível trocar entre as personagens com um simples toque de um botão.

Outro fator que ajuda bastante é que o jogador não precisará se preocupar com a nova protagonista enquanto a IA estiver controlando a aterrorizada garota, então, podemos enfrentar os inimigos e explorar os cenários sem a preocupação de um game over precoce ou ver seu parceiro se enroscando nos cenários.

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A mecânica de jogo tenta se esforçar ao máximo para trazer todo o clima visto nos primeiros games da série, algo que já vimos no primeiro Revelations. No pouco tempo de duração da demo já foi possível presenciar a volta de puzzles, revisitação de cenários e o clima de sobrevivência, com poucos recursos e inimigos duros na queda, inimigos que parecem ser zumbis com um pouco mais de “recursos” na hora de atacar o jogador.

Infelizmente nem tudo são flores, a começar pela movimentação de Claire que ainda está estranha e não muito confortável na hora de controla-la. A experiente protagonista também não interage muito bem com o ambiente a sua volta e não será incomum jogadores ficarem sendo “empurrados” por corpos no chão.

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Os gráficos também pendem mais para um destaque negativo do que positivo, já que a demo foi testada em um PS4 e ficou longe de impressionar, na verdade foi até decepcionante ver alguns cenários e texturas aquém do que a nova geração pode entregar.

Resident Evil Revelations 2 não é um jogo ruim, é divertido e tem muito potencial a ser explorado, e com a adoção de lançamentos episódicos pode vir a ser uma excelente chance para Capcom ficar de olho nos feedbacks e corrigir eventuais problemas.
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Com lançamento previsto somente para 2015 para várias plataformas e modo cooperativo apenas local, Revelations 2 é um game da franquia que os fãs fervorosos dos jogos clássicos deveriam dar uma chance e quem sabe até ajudar a Capcom a colocar a linha Revelations como um forte representante dos Survival Horrors.