Quando não há rivalidade, apenas caminhos: a evolução dos RPGs segundo seus mestres… por Kazin Mage, cronista que acredita que todo RPG é uma escola de magia diferente
📜 O falso dilema dos pergaminhos
Segundo Hamaguchi, a discussão entre RPG de ação e RPG por turnos é um erro de interpretação — como confundir duas escolas de magia e exigir que apenas uma sobreviva.
“Jogos foram feitos para serem diversos. Não é Clair Obscur ou Final Fantasy. É Clair Obscur e Final Fantasy.”
Em termos de campanha, isso equivale a dizer:
não existe um único build viável para salvar o mundo.
⚔️ Dois estilos, um mesmo propósito
De um lado, Square Enix ergue Final Fantasy VII Rebirth, um colosso AAA que transforma o combate clássico em ação fluida, cinematográfica e reativa — quase como um duelo em tempo real, onde cada decisão precisa ser instinto.
Do outro, a estreante Sandfall Interactive apresenta Clair Obscur: Expedition 33, um RPG por turnos estilizado, artístico, onde cada comando é um verso e cada batalha, um poema tático.
Ambos foram bem recebidos por crítica e público.
Ambos emocionaram.
Ambos provaram algo essencial: não existe evolução única.
🧭 O gênero cresce quando os caminhos se multiplicam
Hamaguchi deixou claro que a mensagem que ele e Broche querem passar precisa chegar aos fãs. A evolução do RPG japonês não está em escolher A ou B, mas em permitir que A e B avancem juntos, aprendendo um com o outro.
Broche, segundo ele, acredita que a melhor forma de defender essa ideia não é em discursos — é na prática. Criar jogos que abracem identidades próprias, sem medo de parecer “menos modernos” ou “menos tradicionais”.
🏰 Um reino grande o bastante para todos
O momento atual do gênero prova isso. Há espaço para:
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Dragon Quest, guardião da tradição
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Tales of, ponte entre ação e sistemas clássicos
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Like a Dragon, que ousou trocar o tempo real pelos turnos
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e novas IPs que não pedem permissão para existir
O gênero não está fragmentado.
Está ramificado.
🔮 O que vem depois
A Parte 3 de Final Fantasy VII Remake já está confirmada — o último capítulo de uma reimaginação ambiciosa.
Já os próximos passos da Sandfall Interactive ainda são um mistério, mas após o impacto de Expedition 33, poucos duvidam que o estúdio continuará explorando esse caminho autoral.
🧙 Palavra final do arquimago
Em RPGs, a pior magia é a da exclusão.
A melhor… é a da convivência.
Turnos não invalidam ação.
Ação não apaga tradição.
Cada RPG é um mundo com suas próprias regras, e quanto mais mundos existirem, mais rica se torna a jornada de quem joga.
Que os mestres continuem discordando —
desde que concordem em uma coisa:
há espaço no mapa para todos os caminhos.