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Diretores defendem evolução dos RPGs sem rivalidade

Naoki Hamaguchi e Guillaume Broche afirmam que RPGs de ação e por turnos devem evoluir juntos

Quando não há rivalidade, apenas caminhos: a evolução dos RPGs segundo seus mestres… por Kazin Mage, cronista que acredita que todo RPG é uma escola de magia diferente

Em toda era de ouro dos RPGs, surge a mesma pergunta — repetida como um feitiço mal conjurado: “Qual é o caminho correto?”
Turnos ou ação? Tradição ou ruptura? Velho grimório ou lâmina recém-forjada? Pois nesta semana, dois mestres do ofício resolveram responder de forma simples — e sábia.
O diretor da trilogia Final Fantasy VII Remake, Naoki Hamaguchi, revelou em entrevista ao GamerBraves que compartilha uma visão muito clara com Guillaume Broche, diretor de Clair Obscur: Expedition 33:
👉 RPGs não precisam competir entre si. Precisam coexistir.

📜 O falso dilema dos pergaminhos

Segundo Hamaguchi, a discussão entre RPG de ação e RPG por turnos é um erro de interpretação — como confundir duas escolas de magia e exigir que apenas uma sobreviva.

“Jogos foram feitos para serem diversos. Não é Clair Obscur ou Final Fantasy. É Clair Obscur e Final Fantasy.”

Em termos de campanha, isso equivale a dizer:
não existe um único build viável para salvar o mundo.

⚔️ Dois estilos, um mesmo propósito

De um lado, Square Enix ergue Final Fantasy VII Rebirth, um colosso AAA que transforma o combate clássico em ação fluida, cinematográfica e reativa — quase como um duelo em tempo real, onde cada decisão precisa ser instinto.

Do outro, a estreante Sandfall Interactive apresenta Clair Obscur: Expedition 33, um RPG por turnos estilizado, artístico, onde cada comando é um verso e cada batalha, um poema tático.

Ambos foram bem recebidos por crítica e público.
Ambos emocionaram.
Ambos provaram algo essencial: não existe evolução única.

🧭 O gênero cresce quando os caminhos se multiplicam

Hamaguchi deixou claro que a mensagem que ele e Broche querem passar precisa chegar aos fãs. A evolução do RPG japonês não está em escolher A ou B, mas em permitir que A e B avancem juntos, aprendendo um com o outro.

Broche, segundo ele, acredita que a melhor forma de defender essa ideia não é em discursos — é na prática. Criar jogos que abracem identidades próprias, sem medo de parecer “menos modernos” ou “menos tradicionais”.

🏰 Um reino grande o bastante para todos

O momento atual do gênero prova isso. Há espaço para:

  • Dragon Quest, guardião da tradição

  • Tales of, ponte entre ação e sistemas clássicos

  • Like a Dragon, que ousou trocar o tempo real pelos turnos

  • e novas IPs que não pedem permissão para existir

O gênero não está fragmentado.
Está ramificado.

🔮 O que vem depois

A Parte 3 de Final Fantasy VII Remake já está confirmada — o último capítulo de uma reimaginação ambiciosa.
Já os próximos passos da Sandfall Interactive ainda são um mistério, mas após o impacto de Expedition 33, poucos duvidam que o estúdio continuará explorando esse caminho autoral.

🧙 Palavra final do arquimago

Em RPGs, a pior magia é a da exclusão.
A melhor… é a da convivência.

Turnos não invalidam ação.
Ação não apaga tradição.
Cada RPG é um mundo com suas próprias regras, e quanto mais mundos existirem, mais rica se torna a jornada de quem joga.

Que os mestres continuem discordando —
desde que concordem em uma coisa:
há espaço no mapa para todos os caminhos.

André Ernesto "Kazin Mage" Frias

Kazin Mage é o arquimago das palavras do GameHall — um cronista ancestral dos mundos de fantasia, mestre dos RPGs e guardião dos segredos dos pixels encantados. Com sua pena rúnica, escreve análises místicas que misturam sabedoria, nostalgia e encantamentos de pura paixão gamer.
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