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Menos de um ano após o segundo Dishonored a franquia da Bethesda recebeu mais um título: Death of the Outsider. Este jogo é uma “continuação” independente (stand alone) de Dishonored 2, ou seja, pode ser comprado e jogado mesmo sem ter o game de 2016. Desta vez a protagonista é a intrigante e lendária Billie Lurk em um evento que ocorre meses após os acontecimentos envolvendo Corvo e sua filha. Confira agora nossa análise do capítulo que conclui a era Kaldwin.

O Estranho.

Billie Lurk está de volta a Karnaca e seu objetivo é encontrar o seu antigo mestre, conhecido como Daud. Juntos eles pretendem eliminar um “deus”, o próprio Estranho, personagem responsável por dar poderes sobrenaturais aos protagonistas da franquia Dishonored e assim impedir que ele amaldiçoe mais alguém com que seus dons que acabam custando caro a quem decide seguir pelo lado sobrenatural.

Daud.

Lurk e Daud buscarão artefatos poderosos o suficiente para matar o estranho e estas armas também serão responsáveis por dar habilidades sobre-humanas a Billie, bastante similares ao que Corvo e Emily usam nos games anteriores. Esta não é a única novidade; agora também é possível aceitar contratos durante as missões principais e eliminar alvos procurados.

A qualidade gráfica é a mesma vista em Dishonored 2. Ao todo são 5 missões situadas em áreas novas e outras inéditas, e cada missão tem seus objetivos principais e secundários, o que aumenta a durabilidade do game. Assim como nos outros games o jogador tem a liberdade de agir de maneira furtiva ou caótica além de poder atacar de maneira letal ou não.

Modificações foram feitas na jogabilidade e tais alterações deixaram a experiência ainda melhor. Diferente dos antecessores os poderes de Billie, que advém dos artefatos não necessitam de frascos de mana para serem recarregados, pois retornam ao máximo automaticamente alguns segundos após o uso. O mesmo ocorre com a vida que tem um processo de regeneração acelerado. De todos os poderes de Lurk o que se destaca é a habilidade de roubar o rosto de qualquer personagem e se passar por outra pessoa por um tempo limitado, o que garante um caminhar seguro entre os guardas (e também deixa o game mais fácil).

Assim como nos outros jogos, ao terminar a missão você tem uma visão detalhada de seu comportamento.

O enredo de Death of the Outsider se destaca pela profundidade e colocar em foco o senhor dos poderes, um personagem enigmático e praticamente incompreendido do durante a saga. Tudo gira em torno de Billie, Daud e o Estranho, e esta escolha “enxuta” torna a história bem amarrada e objetiva. Aqui temos dois personagens que acreditam estar agindo certo, indo atrás de um objetivo, para eles, moral e pessoal, e é justamente este egocentrismo da visão humana, sem golpes políticos, apenas questões pessoais, que torna a história cativante.

Dishonored: Death of the Outsider tem tudo que um stand alone precisa: uma história independente, que se conecta com a principal sem deixar o jogador perdido, e um preço acessível. As mudanças feitas na franquia foram positivas e a ZeniMax/Bethesda soube como aproveitar o máximo do cenário e fazer com que 5 missões ficassem longas e produtivas. Lurk foi sem sombra de dúvidas a melhor escolha para protagonizar este título e o seu caminho junto a Daud promete muitas surpresas aos jogadores.