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Praticamente um ano após o seu lançamento original, Divinity: Original Sin II chega ao PS4 e Xbox One em sua versão definitiva. O novo jogo da Larian Studios se destaca dos atuais RPGs por sua complexidade e elementos nada comuns nos games do gênero que vemos atualmente. Agora temos a oportunidade de ver game nos consoles da 8ª geração.

Situado em Rivellon, o jogo se passa alguns séculos antes dos eventos do primeiro Divinity (2002). Na atual era, os Feiticeiros detém grande poder e por meio dos Sete Deuses o uso do poder mágico foi utilizado para criar um ser “humano” de nome Lucian, conhecido como Divino. O poderoso ser, que era a barreira que protegia Rivellon das trevas morre e criaturas malignas começam a habitar as terras que uma vez foram pacíficas.

A jogabilidade segue a estética de Original Sin, onde você joga com um personagem acompanhado de outros três para formar o grupo (off-line ou online). Seu personagem pode ser um dos heróis pré-definidos ou uma versão customizada dos mesmos. O leque de raças é alto e você pode escolher espécies únicas vistas apenas nesta franquia. Cada personagem tem uma própria história e interage de forma única com o mundo, por isso a experiência varia de acordo com quem anda ao seu lado.

Diferentemente do que outras desenvolvedoras fazem em jogos deste gênero, a Larian não simplificou os comandos para a versão de console. Embora o sistema tenha melhorado em relação primeiro game, Original Sin II ainda exige uma curva de aprendizagem maior para quem joga no controle, o que pode influenciar diretamente as primeiras batalhas. Para além dos comandos temos batalhas ricas, com muitas possibilidades e exploração do cenário como fonte de recursos para estratégias.

O desempenho do jogo está satisfatório nos consoles. Não há queda de quadros ou instabilidade no gameplay, mesmo em momentos frenéticos. Já os gráficos mantêm a qualidade próxima da vista no PC e não desaponta, tendo a mesma riqueza em detalhes. É possível notar que em alguns momentos a iluminação pode estourar o contorno das coisas dando um serrilhado, mas nada que prejudique a experiência ou retire a beleza do jogo.

Um ano após seu lançamento duas coisas poderiam ser diferentes: primeiramente os menus, que não são simples e às vezes pode dificultar na orientação (estamos falando de uma versão de videogame, onde os comandos são limitados em comparação ao PC). Outra coisa é a ausência de ao menos legendas em português, o que dificulta a vida dos brasileiros que conhecem pouco do inglês, principalmente pelo game ter orientação britânica e utilizar um vocabulário menos coloquial.

Divinity: Original Sin II é uma experiência raiz de RPG coberto por belos gráficos e regalias modernas. Com história complexa e personagens mais misteriosos, esta é uma daquelas aventuras que precisa ser jogada mais de uma vez para conhecer todo o universo e aproveitar tudo que oferece. A versão para os consoles é decente e proporciona uma experiência fiel ao que se viu ano passado no PC. A aventura pode durar cerca de 150 horas caso queira fazer tudo, o que garante muito tempo de diversão para os fãs e entusiastas de guerreiros medievais e mundos místicos repletos de monstros.