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Com 14 anos de história Far Cry é uma das franquias mais amadas da Ubisoft, e todos os títulos da série, sejam principais ou spin-offs são muito aguardados pelos fãs, e isso não foi diferente com FC5. E por se passar em território americano e abordar temas polêmicos o novo projeto da Ubi era muito esperado pela comunidade. Desta vez o vilão é Joseph Seed, um líder religioso que acredita ser o escolhido de Deus e que criou um projeto chamado “Portões do Éden” nos EUA infestando a cidade com “fiéis” de sua seita. Bem-vindo a Hope County! Confira agora nossa análise.

Joseph Seed, líder do projeto “Portões do Éden”.

Em Far Cry 5 você assume o papel de um Agente, que junto a uma equipe de autoridades americanas têm o objetivo de prender Joseph Seed pelo crime de sequestro. O líder religioso não oferece nenhuma resistência, mas ao tentar conduzi-lo ao helicóptero os fiéis se atiram contra a aeronave, o que resulta num acidente. Joseph escapa ileso e você precisa correr para não ser morto pela horda de fiéis enfurecidos. Durante sua fuga você conhece Dutch, um membro da resistência que lhe dará as primeiras missões do jogo que servem como um tutorial de base ensinando todas as possibilidades do game.

Os NPCs de suporte ajudam durante a jogatina single player.

O fictício Condado de Hope County, localizado em Montana/EUA e é dividido em três grandes áreas, cada uma controlada por um membro da família Seed: John, Jacob e Faith. Nos territórios existem missões principais (da história) e secundárias que ao serem finalizadas aumentam a pontuação do jogador. Quando se completa a barra de pontuação de uma área o respectivo membro da família fica disponível para ser enfrentado. Ao derrotar os três Joseph Seed é liberado para a batalha final.

Jacob, Faith e John Seed.

FC5 é um jogo de mundo aberto e bem vivo. Sempre existe algo acontecendo ao seu redor: animais se enfrentando, tiroteio entre facções ou fanáticos levando algum carregamento de um posto para o outro. Por isso dificilmente as viagens pelas estradas são monótonas. As missões liberadas podem ser feitas na ordem que você considerar melhor e as táticas de combate também vão de acordo com seu gosto. Seja stealth ou exploda tudo no estilo “Rambo”, é você quem decide.

E pela primeira vez a campanha pode ser jogada inteiramente com amigos. Eles assumem o papel de personagens de suporte, mas caso prefira jogar o de forma single player não problema, pois os NPCs ocupam o lugar de jogadores reais, como em Ghost Recon Wildlands. O time de suporte é composto por especialistas e personagens contratados. Os especialistas são mestres em diferentes estilos de combate, como por exemplo Jess Black, uma caçadora furtiva e Durk, um atrapalhado aliado que detona tudo com seu lança míssil RPG. Além disso há também animais, como o urso Chesseburger que tem ataques brutais e muita vida.

E para melhorar a jogabilidade existem Vantagens, que são pontos adquiridos à medida que se completa os objetivos propostos pelo jogo. Estes pontos são trocados pelas chamadas Vantagens que facilitam (e muito) a jogatina além de transformar o jeito que se joga Far Cry 5. Então vale a pena seguir os objetivos pois em sua maioria não são difíceis e colaboram bastante durante a jornada.

A Ubisoft criou uma bela região interiorana. Os gráficos de FC5 são muito bonitos, com geografia bem arquitetada e vegetação impressionante, que reage de maneira fantástica a efeitos de iluminação. O mapa é bem construído e fácil de ser explorado seja pelas estradas ou pelos rios. Os gráficos mantêm sua beleza nos personagens, que têm rostos realistas e modelagem de primeira, mesmo nos “figurantes”.

Voltando a falar sobre a Família Seed é notório que a Ubisoft quis equilibrar os personagens e desenvolver todos os vilões demonstrando a importância de cada um dentro do Hope County. Embora Joseph seja o líder e o antagonista da série os seus irmãos são as engrenagens que movem sua seita e há espaço para conhecermos as motivações e visão de mundo cada um tornando todos memoráveis. Joseph, é claro, se destaca principalmente por seus diálogos profundos e também agressivos. Estes elementos somados aos dramas e histórias arruinadas dos personagens da resistência que te apoiam tornam a história completa, sem furos ou pontos soltos.

Far Cry 5 é a soma dos melhores elementos que tornaram a franquia um sucesso junto as características que deram certo em outros trabalhos da Ubisoft, como Ghost Recon Wildlands e Assassin’s Creed. Mais uma vez temos um vilão memorável motivado por ideais que só fazem sentido na cabeça de alguém realmente perturbado. A história é cativante e o que não falta é diversão off-line e online graças a campanha cooperativa e o modo Far Cry Arcade que permite montar cenários. O quinto game da saga principal não é mais um jogo no catálogo, mas uma evolução que nos deixa curiosos para saber o que virá daqui para frente.