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Divulgação

Funcionários da Riot Games, desenvolvedora de League of Legends, fizeram uma paralisação na segunda-feira (6) nos EUA, exigindo que a empresa elimine sua política de arbitragem forçada.

Cerca de 150 funcionários compareceram, acompanhados por vários apoiadores locais e por centenas de posts com a hashtag #RiotWalkout no Twitter.

O protesto levantou questões sobre a cultura da empresa e o tratamento de casos de assédio sexual. Um número desconhecido de funcionários da Riot em Dublin, Irlanda, também participou para demonstrar solidariedade aos seus colegas nos Estados Unidos.

A arbitragem forçada é uma política incluída nos contratos dos funcionários e que os impede de levarem a companhia ao tribunal quando são vítimas de discriminação e assédio sexual no trabalho.

As tensões entre a companhia e os funcionários começaram no ano passado, quando uma reportagem do site Kotaku expôs a cultura de machismo e abuso sexual dentro da Riot.

O caso piorou quando o estúdio moveu uma ação para anular processos que estavam sendo feitos por duas funcionárias, citando a Cláusula Arbitrária e forçando as vítimas a “conversarem” com seus agressores para resolver o problema.

Já se passaram oito meses desde o artigo original, e eu ainda não vi nenhum resultado para nossa diversidade ou esforços de inclusão na Riot. Não vi uma única métrica ou números que indicam que as coisas melhoraram, e não vi um único projeto ser finalizado“, disse um dos organizadores do movimento.

O grupo exige que a companhia se mostre comprometida a anular a arbitragem forçada até 16 de maio, caso contrário levarão adiante novos planos de protesto.

A Riot divulgou uma declaração garantindo aos funcionários que eles não sofreriam retaliação.

Nós apoiamos os Rioters [como são conhecidos os funcionários] fazendo suas vozes serem ouvidas hoje. Pedimos a todos os gerentes que fizessem as acomodações para permitir que os Rioters participassem da janela das 14 às 16 horas, inclusive para liberar os horários das reuniões. Nós respeitamos os Rioters que optam pela manifestação hoje e não serão toleradas retaliações de qualquer tipo como resultado da participação (ou não)“.

A Riot ainda afirmou que pretende fazer alterações na arbitragem obrigatória, mas que não afetará os empregados atuais, que só terão sua situação solucionada com o fim dos processos legais atuais, mas sim apenas os novos contratados.