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Half-Life: Opposing Force

A cargo da Gearbox, Opposing Force é mais uma das expansões do clássico Half-Life, expandindo o universo da série e procurando tirar algumas dúvidas que pairavam sobre a cabeça do jogador, como os misteriosos “ninjas” pretos da série. Bem mais polido e refinado que Blue Shift, o game consegue entregar uma ótima aventura e bem divertida, com uma longa duração e novidades bem vindas.

Queima de Arquivos

Dessa vez o jogador assume o papel de Adrian Shepard, fuzileiro da Marinha Americana e destacado para a Hazardous Environment Combat Unit (Unidade de Combate em Ambientes Perigosos). O jogo inicia a bordo de um V-22 Osprey, transporte aéreo usado pelos fuzileiros com Shepard e sua equipe sendo deslocados para uma missão sem qualquer tipo de detalhes. Durante o percurso os soldados são atacados pelos alienígenas de Black Mesa e assim inicia-se a aventura de Shepard no famoso complexo de pesquisas.

Tal qual a trama de Blue-Shift, aqui o objetivo é mostrar e explicar alguns outros eventos da trama principal que ficaram sem respostas, como a queima de arquivo promovida pelo Administrador de Black Mesa em parceria com o Governo Americano e os misteriosos agentes de preto da série.

E nisso o jogo faz bem, consegue retirar muitas dúvidas a cerca do inicio da série e ainda entrega uma ótima aventura para Shepard, bem mais interessante e frenética que em Blue-Shift. São muitas novas localidades apresentadas durante a jornada como a revisitação de algumas já conhecidas por fãs, além das misteriosas aparições de G-Man, talvez o personagem mais misterioso do universo de Half-Life.

É muito bacana conhecer ainda mais sobre Black Mesa e o grande tour é recheado de tudo que vimos em Half-Life, mantendo a qualidade dos combates, momentos de exploração e plataforma além de alguns puzzles e chefes criativos, que requerem uso do cenário para poderem ser batidos.

Novidades

A jogabilidade é basicamente a mesma, com a mesma qualidade e sem os defeitos da segunda expansão do jogo, contando ainda com boas novidades. Além de novas áreas inteiras para explorar na extensa campanha, o jogo apresenta novas armas e inimigos.

Os novos inimigos apresentados casam bem com a série, muitos apresentam um desafio bem elevado. Os zumbis receberam um novo tratamento e ganharam uma nova evolução, bem mais robusta e que possui ataques a longa distância, ao atacar partes de seu corpo em Shepard.

Para enfrentar as novas ameaça, o arsenal do jogo foi turbinado com algumas boas novidades. Metralhadora de alto calibre, rifle Sniper, uma Desert Eagle, visão noturna, como também novas armas alienígenas, algumas bem criativas e necessárias para avançar na aventura. O novo poder de fogo é bem vindo, uma vez que Opposing Force é bem mais difícil que Half-Life e Blue Shift.

Finalizando as boas novidades há uma ênfase maior no controle de pequenas unidades, que agora possuem habilidades mais definidas. Temos o mecânico, capaz de arrombar portas trancadas, um médico e outros soldados que variam em poder de fogo.

Infelizmente controla-los nem sempre é agradável e muitas vezes o jogador vai passar raiva, com seus aliados travando em pontos do cenário e buscando a “cobertura burra”, ao ficar de costas para o inimigo.

Os tiroteios se aproveitam mais dessa nova mecânica entregando combates com um maior número de inimigos, inclusive podendo se deparar com três facções ao mesmo tempo, com alienígenas, soldados e os agentes pretos no mesmo local, deixando as coisas no mínimo mais interessantes. Claro, tudo isso é casado com as partes solo, onde Shepard deve virar-se sozinho e os momentos de exploração, mostrando o raro equilíbrio que a série Half-Life possui.

Gráficos Melhores

O jogo não chegou a receber o pacote de melhorias gráficas que Blue Shift ganhou alguns anos mais tarde, mas seus gráficos também foram turbinados com base na engine do primeiro game.

Os modelos das armas e humanos estão melhores, deixando os mais definidos e com mais curvas, além de texturas bacanas. Alguns inimigos também foram repaginados, como os zumbis, que além de ganharem novas texturas ficaram com um acabamento bem melhor.

De resto tudo continua igual, com cenários bem variados e criativos, sons de ótima qualidade e trilha sonora incidental, mantendo o alto nível técnico da série para época.

Multiplayer

Menção honrosa para o multiplayer presente dentro do título, apresentando a luta entre soldados e os guardas de Black Mesa em modalidades já conhecidas, como Deathmatch e Capture a Bandeira.