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Hell is Us chega em 4 de setembro para PC, PlayStation 5 e Xbox Series

Demo disponível até 28 de agosto.

Beleza, prepara a cadeira gamer (ou a de plástico mesmo, porque é o que tem pra hoje), que o tio rabugento aqui — sim, eu, o RumbleTech — vai contar a saga de Hell is Us.

E antes que alguém pergunte: não, não é spin-off de Doom, nem sequência perdida de Dark Souls. É um jogo novo da Rogue Factor com a Nacon (já sentiu o cheiro do orçamento controlado aí, né?). Sai agora em 4 de setembro, mas já tem demo até dia 28 de agosto — porque ninguém confia mais em comprar nada sem testar antes, e com razão.

Trailer novo, mas a história é que chama a atenção

No Future Games Show, meteram na nossa cara um trailer focado na história. E eu digo, até que valeu: o protagonista Remi não é só mais um boneco com espadão e trauma. Bom, ele até é isso, mas com mais contexto.

A parada é que o cara nasceu em Hadea, um país fictício devastado por guerra civil — e se você já pensou “opa, metáfora do mundo real detectada”, parabéns, tá mais atento que muito roteirista. Quando criança, os pais tiraram ele de lá no modo fuga ninja. Agora, já adulto e parte de uma “missão de paz”, ele volta pro mesmo buraco e decide desvendar segredos da origem. É aquela receita clássica: drama pessoal + cenário em colapso + monstros esquisitos = videogame novo no mercado.

E não, não é só treta política. Existe também a “Calamidade”, fenômeno que faz surgir criaturas inspiradas em túmulos e monumentos antigos. Ou seja, você vai apanhar de pedra, literalmente. Se Dark Souls já te fez sofrer com mob feito de cavaleiro podre, imagina enfrentar obelisco ambulante.

A HQ digital – porque todo jogo precisa expandir o universo agora

Como se trailer não bastasse, os caras meteram uma HQ digital exclusiva pra contar o antes do jogo. Porque claro, todo mundo tem tempo livre pra ler quadrinho prólogo antes de ligar o videogame, né?

Sério, eu gosto da iniciativa, mas sei que metade da galera vai ignorar e pular direto pro jogo. A outra metade vai ler e reclamar no fórum: “mas no quadrinho o personagem não tinha barba, incoerência detectada!!!”. De qualquer jeito, já adianto: se você é desses que curte lore expandida, vai fundo. Só não espere Alan Moore escrevendo, beleza?

O cenário de Hadea – sim, é fictício, mas nem tanto

Hadea é esse país fictício isolado, destruído por guerra civil. Você já viu isso em outras mídias umas mil vezes. É aquele clichê de “nação perdida no mapa” que, por algum motivo, ninguém ajudou porque o mundo tava ocupado demais cuidando dos próprios boletos.

A diferença aqui é a atmosfera: além da guerra, tem essa Calamidade dando vida a monstros esculpidos como se fossem parte da cultura local. Isso dá um ar artístico bem interessante, tipo “o museu levantou e resolveu te bater”. Já imagino a review no Metacritic: “Hell is Us, o jogo onde a estátua do vovô vem cobrar as dívidas da família”.

Gameplay? Falaram pouco, mas dá pra sacar a pegada

Embora o foco do trailer seja a história, dá pra sentir o tom: ação em terceira pessoa, mistura de combate físico com exploração. Não é hack and slash estilo Bayonetta, mas também não é o RPG travadão. Parece algo mais visceral, direto, mas com aquele peso nos golpes que te faz sentir que acertar inimigo não é só apertar quadrado mil vezes.

E se você já se perguntou: “vai ter loot?”, relaxa, não parece ser um Diablo. Pelo visto, o foco aqui é atmosfera e narrativa, com combate como tempero. O que pode ser ótimo ou desastroso, dependendo da execução.

O protagonista Remi – o cara com trauma de infância (como sempre)

Remi é praticamente o checklist do herói moderno:

  • Trauma de infância ✔

  • País em guerra ✔

  • Retorno às origens ✔

  • Mistério sobrenatural ✔

  • Cara de quem vai soltar frase de efeito genérica no meio da batalha ✔

Mas, justiça seja feita, pelo menos ele não é o clássico “soldado americano que chega em país aleatório pra salvar todo mundo”. Não, o cara nasceu em Hadea, tem ligação direta com o rolê. Isso já dá uma profundidade maior do que muito jogo triple A que insiste em meter protagonista sem contexto.

A Calamidade – quando Dark Souls encontra a National Geographic

Aqui tá o tempero especial. A Calamidade não gera monstros genéricos, mas sim criaturas inspiradas em monumentos e túmulos antigos. Então se prepara pra levar surra de coisa que você normalmente veria em excursão escolar. É tipo se o guia do museu resolvesse dizer: “agora que vocês tiraram foto, essa estátua vai arrancar sua cabeça”.

E sinceramente, isso é ótimo. Prefiro enfrentar monstros com identidade cultural do que os milésimos zumbis de sempre.

O tio rabugento aqui já prevê os problemas

Olha, não vamos dourar a pílula: a Nacon não é conhecida por entregar blockbusters impecáveis. Sempre tem aquele cheirinho de “parecia promissor, mas faltou um polimento”. Então já tô vendo:

  • Textura popando na sua cara.

  • NPC repetindo frase três vezes.

  • Inimigo atravessando parede porque a IA bugou.

É aquele negócio: o jogo pode ser ótimo na ideia, mas se a execução falhar, vira só mais um título cult que meia dúzia de pessoas defende no fórum com: “ah, mas vocês não entenderam a proposta artística”.

O que me anima mesmo

Apesar do meu ceticismo crônico, tem coisa boa aí:

  • A ambientação é diferenciada.

  • A ideia de monstros inspirados em monumentos é criativa.

  • A história tem potencial pra ser emocional de verdade, sem parecer fanfic mal escrita.

  • E, convenhamos, sempre é legal ver estúdio menor arriscando.

O que pode dar ruim

Do mesmo jeito, tem bandeira vermelha tremulando:

  • Pode virar genérico rápido se não souber equilibrar narrativa e gameplay.

  • Se o combate for travado, já era.

  • E se depender demais da HQ pra entender a história, vai irritar a galera.

No fim, Hell is Us parece aquele aluno da escola que ninguém dava nada, mas chega na apresentação final com um projeto criativo. Pode surpreender geral, ou pode ser só mais uma tentativa esquecida em seis meses.

O trailer me deixou curioso, mas ainda com pé atrás. Vou jogar a demo (porque né, confiança zero hoje em dia) e ver se é hype real ou só marketing bonito. Mas já adianto: se eles acertarem, vai ser um jogo que mistura peso emocional com criatividade visual de um jeito que merece atenção.

Se errarem… bem, vai ser só mais um título com nome genérico que parece até slogan de banda de metal.

👉 E aí, vai dar chance pro Remi e enfrentar uns monumentos assassinos, ou vai esperar a promoção na Steam?

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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