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Hellblade 3 já estaria em produção e promete mais foco no gameplay

Novo jogo da Ninja Theory deve tornar a franquia mais interativa

Hellblade 3 já estaria em produção e, pasmem, terá mais gameplay. Depois de dois jogos contemplando pedra molhada e sofrimento interno, alguém lembrou que isso aqui é videogame…

Segundo o sempre presente Jez Corden, do Windows Central, a Ninja Theory já estaria trabalhando em Hellblade 3. E a melhor parte da fofoca?

👉 Eles querem deixar o jogo mais… jogável.

Sim.
Em 2026.
Depois de anos.
Alguém na sala levantou a mão e falou:
“E se… sei lá… o jogador jogasse?”

Hellblade 1 e 2: obra-prima, experiência sensorial, mas cadê o controle?

Antes que alguém jogue um headset de áudio binaural na minha cara:
Hellblade sempre foi tecnicamente impecável, artisticamente corajoso e emocionalmente pesado. Isso ninguém discute.

O problema é que, especialmente no segundo jogo, a franquia virou algo entre:

  • Um filme interativo muito bonito

  • Um documentário sobre sofrimento

  • Um walking simulator premium com orçamento da Xbox

Você não jogava Hellblade 2.
Você participava respeitosamente, andando devagar, resolvendo puzzle que parecia palestra motivacional e batendo em meia dúzia de inimigos com a mesma coreografia de sempre.

Era lindo.
Era intenso.
Mas também era aquele momento em que o tiozão aqui pensava:
“Tá… mas quando começa o jogo?”

“Mais interativo” — a frase mais perigosa da indústria

Jez Corden mandou a clássica frase vaga que a indústria ama:

“Eles querem torná-lo mais ‘jogo’, sabe?”

Claro que eu sei.
Isso normalmente significa uma das três coisas:

  1. Mais combate

  2. Mais mecânica

  3. Ou só mais botão pra apertar, mas com câmera cinematográfica ainda mais próxima da nuca da personagem

Mesmo assim, o fato de alguém na Ninja Theory ter percebido que interatividade não é crime já é uma vitória moral.

Hellblade 3: agora com gameplay (talvez)

A ideia, segundo o rumor, é expandir o apelo da franquia. Tradução do RumbleTech:

“A gente quer que mais gente jogue, e não só assista no YouTube em silêncio reflexivo.”

E faz sentido.
A IP já tá consolidada, a estética tá dominada, o áudio é referência mundial…
Faltava só dar mais coisa pra fazer além de andar, ouvir vozes e sofrer artisticamente.

Se Hellblade 3 conseguir equilibrar:

  • A narrativa pesada

  • O impacto psicológico

  • E mecânicas que não pareçam um tutorial eterno

Aí sim a coisa fica interessante.

Project Mara: o jogo que nunca foi jogo

Outro ponto importante: Project Mara.
Lembra? Aquele “conceito” anunciado em 2020 que parecia um Hellblade versão apartamento assombrado com câmera de documentário.

Pois é.
Segundo Corden: esquece.

Não foi cancelado, porque nunca existiu de verdade.
Era basicamente um PowerPoint conceitual com Unreal Engine ligado.

Resumo RumbleTech:

“Era uma ideia, uma vibe, um sentimento… não um jogo.”

RumbleTech conclui (com sarcasmo, mas esperança)

Eu vou ser justo aqui.

Hellblade é importante.
É diferente.
É autoral.
É corajoso.

Mas se Hellblade 3 realmente vier com:

  • Combate mais profundo

  • Mais escolhas reais

  • Mecânicas que respeitem o jogador ativo

  • E menos sensação de “não encosta em nada pra não quebrar a arte”

A franquia pode finalmente virar um jogaço completo, e não só uma experiência cult que você recomenda dizendo:
“É incrível, mas não é pra todo mundo.”

Então vamos torcer.
Com ceticismo.
Com ironia.
Mas com um fundinho de esperança.

Porque se até a Ninja Theory percebeu que gameplay importa, talvez 2026 esteja realmente diferente.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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