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Hideki Kamiya dá aquela alfinetada gourmet no drama da voz de Bayonetta 3

Entre bloqueios frenéticos, tweets apagados e egos feridos, o criador de Bayonetta mostra que ainda tem mais veneno que a própria bruxa de cabelo

💄 Por RumbleTech – mestre em detectar hipocrisia digital desde antes do Twitter virar X!

Lembra da novela mexicana dublada em inglês com sotaque de drama indie que rolou antes do lançamento de Bayonetta 3? Aquela em que a dubladora original, Hellena Taylor, decidiu soltar um vídeo tipo “expondo o ex” dizendo que foi mal paga, injustiçada, e substituída pela rainha das dublagens, Jennifer Hale?

Pois é, o Hideki Kamiya, diretor da franquia e praticante do esporte olímpico de block instantâneo no Twitter, resolveu abrir a caixinha de ressentimento e comentar o que achou da galera que caiu matando em cima dele na época.

Spoiler: ele não esqueceu. E nem perdoou. “Isso foi coisa de bundão”.

“Postou? Aguenta”

Durante um vídeo novo, Kamiya — com o carisma ácido de sempre — disse que sua timeline virou um apocalipse de tweet, com gente famosa e anônima jogando farpas como se fosse Black Friday no mercado de indiretas.

E olha só essa pérola:

“Cara, minha timeline tava insana. Eu bloqueava sem parar, mas nem dava conta. Era tipo: ‘O quê?! Eles tão vindo mais rápido do que eu consigo bloquear?!’

Sério. A única coisa que se move tão rápido assim é o preço do dólar quando anunciam aumento no Steam.

“Apaga e finge que não falou nada” – o esporte olímpico de influencer arrependido

O mais bonito da história? Kamiya comenta que depois que o fogo abaixou, os valentões de Twitter foram lá e apagaram os tweets venenosos como se nada tivesse acontecido.

“Você postou em público, né? Então se você errou, admita em público. Diga: ‘ei, vacilei’ — assuma. No mínimo. Isso aí foi coisa de bundão.”

Não é todo dia que um desenvolvedor chama metade da internet de covarde com essa classe.

A real é que Kamiya, apesar de ser tão sutil quanto um míssil em fórum de RPG, tá certo: a galera quer bater e sair de fininho sem nem limpar o sangue digital do teclado.

“Eu tenho meu código. Meio esquisito, mas é meu”

Kamiya ainda reforçou que, apesar de parecer um samurai do caos, ele só se desculpa quando acha que errou. Quando não erra? Pode esquecer.

“Se eu tiver errado, assumo. Mas se não tiver, pode esquecer. Não vou pedir desculpa nem a pau.”

Ou seja: ele é meio Batman, meio Vegeta, com uma pitada de “tio do churrasco que grita com o sobrinho por mexer no celular durante a carne”.

Quem foi o “famosinho”? Connor de Detroit: Become Human Mesmo

Um dos exemplos indiretos citados por Kamiya seria Bryan Dechart, mais conhecido por interpretar o android mais “tenho empatia programada” da história: Connor, de Detroit: Become Human.

O rapaz teria tweetado:

“Aqueles que tratam bem os outros são tratados bem em retorno. Você nos deixa tristes. A ganância é feia.”

Ah sim, Bryan. Obrigado pelo horóscopo do dia. Faltou só mandar um “namastê” e recomendar cristais curativos.

A treta passou, mas o ranço ficou

Mesmo com o jogo já lançado, a crítica aclamando Bayonetta 3 (apesar de metade do público achar que a história parecia escrita num sonho molhado de estudante de teatro), o climão de bastidores segue tenso.

Hellena sumiu. Jennifer Hale seguiu sendo a rainha do microfone. Kamiya? Saiu da PlatinumGames, mas tá de volta com a Capcom, trabalhando no que provavelmente é a sequência mais aguardada por fãs de lobos místicos: Okami 2.

Ou seja: todo mundo saiu vivo. Mas ninguém saiu ileso.

Tretas passam, internet não aprende

O que aprendemos com tudo isso?

Que a internet ama se meter em treta alheia, julgar sem saber, mandar textão moralista na hora do calor… e depois apagar tudo rapidinho pra fingir que tava só compartilhando receita de brownie.

E Kamiya? Continua sendo aquele velho ranzinza genial que bloqueia qualquer um que diga “good morning” no tom errado — mas que diz umas verdades que muita gente precisa ouvir com a voz do capeta sussurrando “assuma essa vergonha aí, parça”.

No fim das contas, ele só quer uma coisa: que se for pra bater, aguente a bronca depois.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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