Notíciasr7

Indústria dos games fatura “só” 182 bilhões em 2024

E decepciona analistas que vivem no mundo da Nintendo Land

Black Myth: Wukong
Black Myth: Wukong

Lá vamos nós de novo!

Newzoo revela que mercado global de games gerou US$ 182,7 bilhões em 2024, mas analistas choram porque esperavam mais. Aparentemente, bilhões não são suficientes quando se vive de PowerPoint.

Olha só, eu fico emocionado com esse tipo de notícia. De verdade. A indústria dos games, esse paraíso de loot boxes, Battle Passes e pré-venda com cosmético “exclusivo”, faturou a pequena mixaria de 182,7 bilhões de dólares no ano passado. Sim, com B de “briga em fórum sobre frame rate”. Um crescimento de 3,2% em relação a 2023.

Mas os gênios da Newzoo, aqueles mesmos que juram que sabem prever o futuro com base em planilhas coloridas e palpites de CEO otimista, estavam esperando 189 bilhões, depois revisaram pra 187 bilhões, e… adivinha? Errou feio, errou rude.

Mobile: o “rei pelado” que ninguém quer ver

Como sempre, os jogos mobile dominaram tudo, com US$ 100,3 bilhões. Sim, mais da metade do faturamento veio de match-3 com gráficos de formiga, joguinho de cassino fake no TikTok e clonagem descarada de Genshin Impact. A indústria mobile virou aquele parente rico que ninguém respeita, mas todo mundo pede dinheiro emprestado.

Enquanto isso, os consoles — coitados — faturaram uns míseros US$ 43,5 bilhões, o que representa uma queda de 2,5%. Talvez porque ninguém aguenta mais pagar R$ 350 num jogo digital que depois te obriga a comprar mais três DLCs só pra ver o final da história. Vai saber.

Ah, e o glorioso PC Master Race, sempre firme, sempre elegante, subiu 4,4% e fechou o ano com US$ 39 bilhões. E olha que a gente nem precisa pagar online pra jogar, hein. Beijo, PS Plus e Xbox Game Pass!

Ásia continua mandando na porra toda

47% da grana veio da Ásia-Pacífico, ou seja, China dominando igual sempre. O retorno dos jogos da Blizzard por lá e o hype de Black Myth: Wukong ajudaram a dar aquela empurradinha básica. Na sequência vem a América do Norte com 28%, o que significa que os gringos ainda estão firmes no vício de gastar em skins de jogo que nem tem campanha.

Previsão do tempo: amanhã vai chover dinheiro

E claro, a Newzoo, mesmo tendo errado mais do que mago de D&D de nível 1, não perde o otimismo. Já jogaram no tarot dos analistas que 2025 vai fechar com US$ 188,9 bilhões, 2026 com 196,2 bilhões, e 2027 com 201,4 bilhões.

Quer dizer, enquanto o mundo pega fogo, estúdio fecha, funcionário é demitido em massa, Xbox implode internamente e a Sony vende upgrade de remaster por 50 dólares… os caras tão jurando que tá tudo indo pro céu.

RumbleTech mete o dedo na ferida

O problema real não é que a indústria fatura pouco — ela fatura tanto que dava pra comprar metade do planeta Pandora. O problema é que se fatura cada vez mais, mas se entrega cada vez menos.

Jogos com bugs que fariam um PS2 travar, crunch disfarçado de paixão, empresas bilionárias cancelando projetos bons pra investir em “experiência multiplayer com foco em retenção de usuário”… e o jogador, aquele que ainda compra edição deluxe com estatueta de PVC, é quem toma no joystick.

Ah, e vamos lembrar: o crescimento de 3,2% é menor do que o crescimento da inflação em muitos países, o que significa que, na prática, a indústria tá vendendo mais pra ganhar o mesmo. Um negócio tão rentável que tá se devorando por dentro.

Conclusão: bilhões não enchem buraco de falta de criatividade

Então, senhoras e senhores, 2024 foi o ano em que a indústria dos games ficou rica de novo, mas decepcionou quem vive em planilha de Excel com skin de Sonic. Os gamers continuam comprando, os investidores continuam exigindo mais e os desenvolvedores… bem, os que não foram demitidos tão aí, segurando nas pontas do crunch com uma mão e no Monster Energy com a outra.

E que venha 2025, com mais jogos genéricos, mais remakes de remaster de remake e, claro, mais previsões furadas da Newzoo que a gente vai ler pra rir — ou chorar.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desabilite o Adblock para continuar acessando o site!