Por RumbleTech, o tiozão que já teve câmeras de vigilância no quintal e agora joga horror com corpo humano e joystick.
Olha só, decidi encarar BoneField: Bodycam Horror, da RedRockGS — ou seja, resolvi ligar a “câmera corporal do pânico” para ver até onde dá pra suar enquanto se investiga um town-americano cheio de segredos… e criaturas que não querem papo.
Pra quem não conhece: o jogo te coloca em Bonefield, Montana, cidade aparentemente calma no meio do nada — até você entrar com a body-cam encarando os corredores e perceber que “calma” era um eufemismo e que os monstros meio que trabalham em horário flexível. Você é um detetive particular-fora-da-lei, contratado pra investigar denúncias sobre experimentos, desaparecimentos, e, óbvio, loucuras. Acontece que o caso “parecia simples” e vira aquele “não devia ter lido os relatórios” do horror.
🕵️ História e atmosfera
O enredo não vai perguntar sua cor favorita ou onde você estava no ano 2005 — vai meter você no meio do escuro, da body-cam piscando, dos gritos abafados e das evidências que não querem ser achadas. E eu achei isso… refrescante. Já joguei mil jogos onde “o mundo vai acabar” ou “você é o escolhido” — aqui, sou um detetive com câmera no peito, dizendo “isso vai dar merda” enquanto piso no carpet suíno da mansão abandonada.
O site Vulgar Knight, numa prévia, descreveu o jogo como “bodycam horror-tipo P.T., mas com mais sustos e menos seguranças que acham que você trabalha em TI”. E sim: tem muito desse clima “casa antiga + corrimão rangendo + passos no andar de cima”. A vantagem? Você sente que está lá — ou que a câmera está lá — e cada curva no mapa vira um “novo erro de layout de horror”.
Pra completar, os devs prometem estrutura em capítulos: cada novo lugar de Bonefield tem “novos horrores, novos ambientes, novas câmeras tremendo”. Ou seja: você paga pra investigar mal e sair vivo — ou quase.
🎮 Jogabilidade – ou “o tiozão tentou correr e fez barulho”
Aqui o jogo entrega o que promete: uma vista em primeira-pessoa com câmera corporal, recursos escassos, inimigos que aparecem de repente, e um ritmo de “fique esperto, porque a mansão/escuela/floresta vai te engolir”.
Achei alguns pontos fortes:
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A imersão da bodycam é de cair o queixo — você sente o respiração, o balanço da câmera, o nervosismo de achar a chave no escuro.
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A ambientação visual e sonora colam bem: luz, sombra, som de passos, rangidos… tudo está no lugar pra você se arrepender de entrar naquele corredor sozinho.
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O design de sobrevivência funciona: não espere muitos armamentos gigantescos ou festinhas de bacana. É tenso, cuidadoso, e você se sente vulnerável — coisa que não é pra todo jogo.
Mas, claro, como todo Early Access, acham-se espinhos no sapato:
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A repetição pode dar as caras: se você for do tipo “quero ação 24/7”, pode achar que “esperar, abrir porta, investigar” pesa.
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O conteúdo atual é limitado (um capítulo principal), então o valor de “por horas de jogo” ainda não tá no nível de blocbuster. A dev já informou que vai expandir.
📌 Comparações com outros jogos (pra dar aquele contexto)
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Se você jogou PT (sim, o teaser de Silent Hills que deixou gente traumatizada) e pensou “quero mais disso, mas com armas e investigação”, BoneField é meio que o primo que bebeu umas e decidiu entrar na casa errada.
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Se você jogou Outlast ou The Evil Within e curtiu a vulnerabilidade, aqui você vai sentir de novo, mas com a câmera no peito e sem muita proteção.
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Se acha que todos os jogos de horror são iguais, BoneField te prova que “casa abandonada + monstros” ainda pode dar certo quando o foco é imediatismo e atmosfera mais do que “boss fight grandiosa”.
💡 Minhas impressões (do tiozão que quase deixou o café esfriar)
Joguei algumas sessões, andei por corredores, entrei em salas aparentemente vazias que riam de mim, e saí olhando a porta como se o espelho fosse meu maior inimigo. Conclusão? Valeu o tempo — principalmente se você curte tensão mais do que tiros infinitos.
Entretanto, ainda não dou “ovo de ouro”. O jogo está promissor, tem boas ideias, mas falta polimento e mais variedade pra justificar uma maratona de quatro horas direto sem levantar pra fazer pipoca. Eu achei, por exemplo, que a mecânica de “investigar” poderia ter um pouco mais de “o que aconteceu aqui?” em vez de “abra porta, ache chave, fuja”. Mas, de novo: é Early Access.
Se você é fã de survival horror que não mede gargalo, que adora sentir o “medo de abrir a porta errada”, BoneField pode ser uma compra inteligente — ou pelo menos uma wishlist válida até ver o que mais vem por aí.
🔜 E o que vem agora?
Importante: isso aqui é nosso “Jogamos”, ou seja, primeiras impressões, o tiozão suando, e o café esfriando. Mas em breve teremos uma análise completa — onde vou destrinchar cada parte: ambiente, som, controles, bugs, updates, conteúdo futuro, se a bodycam realmente assombra ou se vira apenas “mais um”.
Se você ficou curioso, vale dar uma olhada agora (sabendo que é Early Access) e acompanhar o desenvolvimento. Eu to acompanhando — e se você quiser, podemos ver juntos quando capítulos novos saírem.
Até lá: câmera no peito, luz fraca, e não esqueça de olhar por cima do ombro. Porque em BoneField, o perigo aparece quando você está distraído.