O laboratório perfeito para quem cresceu achando normal jogar ZX Spectrum às 3h da manhã!
Saudações, meus jovens cientistas do caos digital. RumbleTech na área — já passei por cada experimento em videogame que até hoje meu cérebro acha que Deus Ex Machina era um documentário e que Manic Miner foi uma fase da minha vida. Então quando me aparece um jogo chamado D.P.S: Weapons Testing Facility 2, eu imediatamente penso:
“Pronto. Algum descendente espiritual de desenvolvedor traumatizado pela era ZX Spectrum decidiu homenagear o caos.” E olha… acertou.
Esse jogo da Cool Smithy Games é exatamente aquilo que aconteceria se um laboratório secreto do governo, um cientista com insônia e o designer original de Jet Set Willy resolvessem montar um shoot ‘em up usando instruções escritas numa calculadora Casio de 1988.
🧪 Criar armas aqui é mais experimental do que os jogos que vinham em fita
A premissa é simples: você não escolhe uma arma. Você constrói uma aberração funcional, como se estivesse brincando de Lego com munições mutantes.
O jogo te entrega:
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um projétil,
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meia dúzia de modificadores,
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mutações diversas,
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e um sorriso maldoso dizendo “vai lá, irmão, vê se explode”.
A mecânica parece saída de algum laboratório onde programadores usavam ZX Spectrum para simular física de ricochete enquanto a fita chiava. Porque aqui você combina Bounce, Teleport, Lightning e Spacetime como se estivesse misturando iogurte com bateria de carro.
Nada faz sentido. E justamente por isso… funciona.
O projétil teleporta, ricocheteia, faz curva, estica, volta, cloneia, vira onda magnética.
Se você disser que criou uma bala que atravessa dimensões e retorna como um urso elétrico, ninguém duvida.
É o tipo de lógica de game design que só existia nos anos 80 e nesse laboratório aqui.
E eu respeito.
👾 O combate é caos puro, mas do jeitinho certo
As waves de inimigos vão vindo e você pensa: “belezinha, só segurar o dedo”. Doce ilusão.
Os bichos têm padrões malucos que me lembram os sprites psicodélicos de Trashman — só que aqui eles realmente tentam te matar, não apenas te confundir.
O jogo até te deixa escolher a wave que quer enfrentar. Tipo um buffet de sofrimento: “Hoje eu quero ser esmagado por caranguejos mutantes.”
Ou “Traga os hoppers, estou com vontade de sofrer verticalmente.”
E a cada vitória você desbloqueia mais componentes. E mais mutações. E mais oportunidades de montar um projétil tão errado que até o ZX Spectrum acusaria overheating.
O jogo inteiro gira em torno disso: Explodir coisas com armas tão inventadas que fariam os devs de Deus Ex Machina levantarem das tumbas digitais e dizerem: ‘calma aí, garoto’.
💬 E a comunidade da Steam? Pequena, porém apaixonada
No momento que jogamos, o game tinha… duas reviews. Sim. Você lê isso e ri, mas lembre-se: ZX Spectrum também começou com meia dúzia de malucos apostando que “um jogo em que você nasce, vive e morre em 40 minutos narrado por Ian Dury” podia ser divertido. E acertaram.
As duas análises elogiam justamente o espírito experimental do jogo. A galera curtiu a liberdade de misturar modificadores como se estivesse fazendo um feitiço proibido no porão. E honestamente? Concordo.
É um jogo que não precisa de 5 mil análises para saber se vale a pena: Você olha por 3 minutos e entende se sua mente aceita esse tipo de insanidade criativa ou não.
⚠️ Pontos de atenção para quem não cresceu com jogos psicodélicos
Se você é do tipo que precisa:
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narrativa profunda,
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lore expansiva,
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personagens com arco dramático,
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gráfico 4K HDR “cinematic”,
Então… pode ser que a nostalgia digital não seja suficiente pra te segurar.
Esse jogo é caos, criatividade e experimentação. Nada além disso. E tudo além disso.
Além disso, não tem PT-BR. Então se seu inglês é nível “ZX Spectrum traduzido pelo VHS”, prepare-se.
🎯 Quem deve entrar no laboratório
Se você:
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curte jogos que parecem protótipos geniais da era 8-bit;
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ama experimentar armas cada vez mais malucas;
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gosta de ver o resultado inesperado de misturar componentes como quem faz poção em cauldron com fermento vencido;
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sente saudade de quando os jogos eram pura invenção sem supervisão…
Então D.P.S: Weapons Testing Facility 2 é a sua praia. É experimental, é maluco, é divertido. É caótico na medida certa.
Já se você quer algo mais sério, linear e polido… Meu amigo, esse laboratório vai te engolir e cuspir para a década errada.
Conclusão provisória (modo RumbleTech):
D.P.S: Weapons Testing Facility 2 é o legítimo herdeiro espiritual das fitas malucas do ZX Spectrum — só que agora você pode combinar relâmpagos, teleporte e física caótica sem destruir sua TV de tubo.
Prepare-se para um jogo que não faz sentido, não pede desculpas e te entrega um laboratório de insanidades criativas direto na veia.
E acredite: isso é um elogio.
Em breve teremos análise completa — com builds absurdas, armas que desafiam a física e testes dignos de um cientista levemente irresponsável.