Magali consciente, crítica, indie-lover… mas sem passar pano pra slime nenhum.
Se tem uma coisa que eu, Magali Pixel, aprendi jogando indies demais nessa vida — é que um jogo pode ser fofo, pode ser simples, pode ter uma iconografia toda bonitinha… mas se não tiver “miolo”, se não tiver aquela consistência gostosa de jogo bem temperado, o encanto evapora mais rápido do que a vida de um slime LVL 1.
E Maktala: Slime Lootfest, da Samharia Studios, é justamente aquele tipo de indie que entra na categoria: “Ai meu Deus, isso é divertido… mas deixa eu olhar melhor pra ver onde tá o truque.”
Sim, eu joguei. Sim, eu gostei. Sim, eu fiquei presa por algumas horas. Mas também parei, respirei, analisei — e percebi que tem brilhos fortes e sombras bem visíveis. E hoje vamos conversar sobre isso, porque indie bom a gente elogia, indie mediano a gente aponta o dedo mas com carinho.
🟢 O COMEÇO É DELICIOSO — E VICIA MAIS RÁPIDO DO QUE BOMBA DE XP
A primeira coisa que senti ao entrar em Maktala foi aquele aconchego de jogo “incremental” bem-intencionado:
slimes pipocam, loot salta na tela, números sobem, upgrades piscam.
É o tipo de joguinho que abraça seu cérebro igual massinha de modelar, dizendo: “Vem cá, vamos fazer dopamina juntos.”
E funciona. Funciona MUITO.
A progressão inicial é gostosa, simples, recompensadora — aquele ciclo perfeito de:
👉 matar slime
👉 ganhar loot
👉 ficar mais forte
👉 matar slime mais forte
👉 repetir até esquecer da vida
Pra quem gosta de idle, clicker, incremental e RPG-lite… a fórmula é certeira.
Mas, como toda doce ilusão de poder, ela começa a mostrar rachaduras conforme avança.
🟡 O MEIO DO CAMINHO — A DOPAMINA CONTINUA, MAS O FEITIÇO ENFRAQUECE
Aqui é onde meu TDAH gamer percebeu a realidade chegando batendo na porta igual dono do aluguel.
A variedade de sistemas existe — loot, habilidades, runas, crafting, inimigo shiny, mineração — mas eles são menos profundos do que parecem.
Não é ruim. Não é vazio. Só… não evolui tanto quanto eu esperava.
A árvore de habilidades, por exemplo:
✨ no começo parece enorme
✨ depois você percebe que os caminhos “ótimos” são meio forçados
✨ e no final, sua build não é tão pessoal assim
Alguns usuários do Steam já comentam isso: “Tem escolhas, mas só uma realmente funciona.” E sinceramente… concordo.
O jogo finge variedade, mas ainda está expandindo esses sistemas. Tem charme, mas precisa de amadurecimento.
🔴 O TÃO TEMIDO LATE GAME — AQUI A IMPRESSÃO DESANDA
Não vou mentir: quando cheguei mais longe, eu senti a repetição bater firme no meu monitor.
O loop de gameplay para de surpreender.
Slimes diferentes? Sim.
Loot melhor? Sim.
Estratégias novas? Nem tanto.
O grind vira o objetivo principal, e embora isso seja natural em incrementais, aqui o sabor fica mais diluído do que deveria. O mundo não muda. As fases não mudam tanto. Os inimigos só ficam com números maiores.
E aí você pensa:
“Tá, mas por quê eu tô fazendo isso mesmo?”
E o jogo não responde. Não há uma camada narrativa, não há evento inesperado, não há mecânica nova verdadeiramente transformadora após um certo ponto.
É divertido? É.
É profundo? Ainda não.
Mas repito: é um indie que custa pouco, é feito por uma equipe pequena e tem potencial absurdo. Então também precisamos colocar isso na balança.
🎨 APRESENTAÇÃO — SIMPLES, COLORIDO, DIRETO
É aqui onde Maktala brilha sem medo:
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a paleta é alegre
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a interface é clara
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os efeitos são honestos
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tudo tem cara de “protótipo polido que deu certo”
É aquele visual que não tenta reinventar a roda, mas também não tropeça nela. Charmoso, prático, adequado ao que se propõe.
🤔 EXPERIÊNCIA GERAL — MAGALI GOSTOU, MAS…
Eu gostei de Maktala. Ele é aquele joguinho perfeito pra abrir enquanto você ouve música, conversa no Discord, ou só quer desligar a cabeça.
Mas como jogo de progressão de longo prazo, ele ainda está crescendo. Falta profundidade, falta imprevisibilidade, falta um pouco mais de ambição mecânica.
E tá tudo bem — o que existe já é divertido. Mas não dá pra fingir que é perfeito.
Se você ama incrementais, ARPG-lite, grind fofinho, e números subindo… vá sem medo. Se você quer algo mais complexo, pode sentir a limitação.