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Jogamos | Super Farming Boy: Stardew Valley com imposto de 80%

Indie da LemonChili Soft mistura farming e combos malucos, mas vilão Korpo cobra imposto tão pesado que até Receita Federal ficaria com dó.

Super Farming Boy é Stardew Valley depois de três energéticos vencidos!

Os indies do Steam… sempre achando que reinventaram a roda. E aí vem a LemonChili Soft com Super Farming Boy, que basicamente pegou um simulador de fazenda, enfiou adrenalina no coitado e disse: “agora é puzzle, agora é ação, agora você é a ferramenta!”. Sim, aqui você não usa a pá, você vira a pá. Parece genial? Parece. Mas também soa como brainstorming de madrugada depois de cinco cafés e uma pizza fria.

O drama: mamãe sequestrada pelo vilão corporativo™

A trama é digna de novela mexicana misturada com crítica social fajuta: sua mãe e seus amigos foram sequestrados pelo grande vilão Korpo®©TM. Sim, o nome é literalmente isso, parece marca de copo descartável. O cara cobra taxas absurdas de você a cada temporada. Resultado: você passa a vida colhendo milho, batata e pepino não pra comer, mas pra pagar boleto. Em resumo: é o simulador mais realista já feito, porque ser sugado por corporações é a vida adulta em resumo.

A jogabilidade: entre colheitas e combos de efeito dominó

Aqui o jogo até mostra charme. Você planta, e se fizer direitinho, suas colheitas entram em chain reaction. Uma batata puxa outra, que puxa outra, e de repente sua fazenda vira uma espécie de dominó agrícola. É satisfatório, parece até que você é engenheiro da NASA… até o sistema te dar um tapa dizendo que o Korpo levou 80% do seu lucro. Aí sua plantação é tipo a aposentadoria: você vê nascer, crescer e ser levada embora.

As transformações também são engraçadas: seu personagem se torna as ferramentas. Quer regar? Vira regador. Quer cavar? Vira pá. Quer martelar? Vira martelo. Eu sei que é pra simplificar, mas soa mais como crise de identidade digital. O cara não é fazendeiro, é um Transformer de quinta categoria.

Temporadas que parecem DLCs improvisados

O jogo tenta te manter acordado com estações exóticas: Radioactive Season, Volcanic Season, Underwater Season, Timewarp Season. Parece brainstorming de cientista maluco: “E se a gente jogasse o fazendeiro de Stardew no fundo do mar com tritões e depois botasse numa plantação radioativa?”.

É divertido ver a criatividade, mas também dá a sensação de que tudo é uma desculpa pra ferrar seu planejamento. Você planta feliz, vem a temporada e transforma sua fazenda em cenário de Chernobyl.

E os inimigos?

Além da lavoura, você ainda tem que lidar com inimigos que aparecem pra te encher. Porque, né, plantar milho e pagar imposto não era desafio suficiente. A mistura de ação e farming é bacana, deixa o jogo mais ágil que a concorrência, mas às vezes parece um jogo que não sabe se quer ser Stardew Valley ou Enter the Gungeon.

Bugs e Early Access: clássico do Steam

Não seria indie sem bug, né? Menus lentos, travadinhas, animações que fazem você querer apertar Alt+F4. E como todo Early Access, você sabe que tá pagando pra ser beta tester de luxo. A galera no fórum já pediu um sistema de salvar decente, menos “taxas comunistas” do Korpo e um pouco mais de qualidade de vida.

E cá entre nós: cobrar imposto de 80% não é mecânica divertida, é tortura. Quem foi o gênio que achou isso legal? Deve ter sido o mesmo que inventou taxa extra de serviço no delivery.

O veredito do tio RumbleTech

Super Farming Boy é aquela banda indie que tem uma ideia legal, mas ainda toca desafinado. O conceito de farming + combos é divertido, a estética é charmosa, mas a execução ainda tropeça. No fim, você se pega preso porque quer fazer aquele combo perfeito na plantação — só pra depois ver metade do lucro ir pro bolso do vilão. É basicamente capitalismo gamificado.

Em resumo: Super Farming Boy tem coração, tem ideias boas, mas ainda precisa crescer e tomar muito adubo. Tá mais pra estágio agrícola experimental do que colheita dourada. Mas vale ficar de olho, porque com polimento pode virar aquele indie viciante que você joga até de madrugada.

E anota aí: em breve sai a análise completa, sem dó e com ainda mais sarcasmo, porque se o jogo não vai poupar a gente das taxas, eu também não vou poupar ele das críticas.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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