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Jogamos | UltraGirl Alters: idols, tática e caos digital unido

Um híbrido ousado que mistura táticas de combate, gerenciamento de idols e narrativa sobre mídia digital

Por Kazin Mage — o mago que trocou o grimório pela playlist de idols + espadas, só pra ver no que dava

Prepare seu cajado, jovem aprendiz, porque hoje o velho mago aqui fez algo… diferente. Peguei meus óculos gamers, bebi um gole de café frio e mergulhei no universo esquisito — e ambicioso — de UltraGirl Alters, um SRPG que decide misturar ídolos virtuais tokusatsu, confrontos com monstros e conspirações corporativas. Resultado? Um coquetel bizarro — às vezes doce, às vezes ácido — que vale a pena conhecer.

🧩 O que é UltraGirl Alters — idols, algoritmos… e porrada digital

Se você nunca ouviu falar dele, a premissa é simples: você assume o papel de “manager” de um grupo chamado “Alters”, composto por cinco garotas que, nas horas vagas, vestem uniformes estilo tokusatsu — pense Power Rangers encontra VTuber meets SRPG.

O enredo gira em torno de uma corporação gigantesca, a INFI-X, que controla o entretenimento, manipula algoritmos e cria monstros virtuais que atacam o mundo. O seu trabalho? Gerenciar carreira, laços e moral das idols, e ao mesmo tempo comandá-las em batalhas para salvar o dia — e o rating no chat.

Entre lives, dramas, artes visuais, combates e conspirações, UltraGirl Alters se propõe como híbrido de JRPG / simulação de idols / estratégia — tudo junto, numa panela só.

🎯 Jogabilidade & mecânicas — estratégia, turnos e idols empunhando espadas

✔ Combate híbrido e tático

Diferente dos SRPGs tradicionais baseados em grid rígido, aqui o jogo mistura elementos de ação e estratégia: você pode mover suas unidades pelas ruas da cidade, posicionar, atacar, usar habilidades com cooldown e, às vezes, misturar combos em tempo real com pausas estratégicas.

Cada idol tem suas particularidades: algumas se dão melhor no corpo a corpo, outras preferem ataques à distância, há variedade de habilidades que acumulam SP para um “Ultimate” destruidor — bom pra limpar hordas ou eliminar chefes chatos.

💬 Gestão social, narrativa e “vida de idol”

Fora dos combates, você encarna o papel de agente: organiza a agenda das garotas, responde crises (como vazamento de dados, escândalos de fã–clube, rivalidade entre grupos), e tenta manter a popularidade — ao mesmo tempo em que descobre os podres da INFI-X.

Existe um sistema de “laços” e amizade: completar histórias pessoais das idols dá benefícios, fortalece estratégias e abre finais especiais. Um prato cheio pra quem gosta de história + RPG + drama.

🔄 Mistura intensa de gêneros — e com isso, incoerências ocasionais

A ambição de juntar tantos elementos traz pontos positivos — e também certas falhas. Alguns reviewers apontam que o jogo sofre de identidade confusa: parte hora parece visual novel de idols, hora tenta ser game de ação tática, e noutras parece simulador social. O resultado? Nem sempre tudo conversa direito.

Além disso, há quem reclame da interface às vezes confusa, controles pouco refinados, mecânicas que pedem paciência — ou tolerância para bugs leves.

🎭 Impressões pessoais — o mago com chapéu de manager (e coração dividido)

Quando entrei no jogo, achei o conceito… ridículo — no bom sentido. A ideia de idols que viram heroínas tokusatsu e depois brigam com criaturas criadas por algoritmos me pareceu um delírio de café muito forte. E funcionou.

Os combates têm um ritmo legal: a tensão de posicionar bem, calcular quando usar ultimate, decidir quem vai no front ou na retaguarda lembra belíssimos momentos de SRPGs clássicos. Ter que gerenciar moral, escândalos, rankings virtuais e a “fama de idols” me fez sentir como um produtor distante tentando manter a sanidade de um grupo de divas animadas — com espadas e limitadores de SP.

Tive meus momentos bons: ataques certeiros, aquela sensação de vitória no boss alto, diálogos bem escritos com as idols (embora em inglês/tradução não perfeita), e um enredo que tenta criticar o show business digital — sim, é meio meta, mas funciona como comentário social bizarro.

Por outro lado, senti que o jogo às vezes perde o ritmo: mudanças bruscas de tom (de drama pessoal pra luta contra monstro), inconsistência na tradução/legendas para alguns diálogos, e falhas técnicas ocasionais — menus lentos, cutscenes que não carregam direito, coisa típica de produção indie ambiciosa.

A recepção da comunidade no Steam também é… mista. A maioria das avaliações (cerca de 69 %) é positiva, mas há críticas frequentes sobre falta de polimento e identidade confusa.

✅ Pontos fortes & ⚠️ Pontos fracos — o veredito do mago cauteloso

✅ Pontos fortes

  • Combate híbrido SRPG + ação com bom equilíbrio;

  • Mecânicas de gestão + narrativa interessante, com temática atual (ídolos, redes sociais, pressão digital);

  • Estilo visual “anime + tokusatsu + jogo tático” diferenciado;

  • Potencial de rejogabilidade com diferentes idols, builds e tomada de decisões sociais;

  • Mistura de gêneros ousada — ideal para quem gosta de variedade e está cansado de fórmulas.

⚠️ Pontos fracos / a melhorar

  • Mistura de estilos às vezes causa sensação de “desconexão narrativa”;

  • Interface, tradução/legendas e usabilidade com bugs ou pouco refinadas;

  • Equilíbrio de combate que pode frustrar jogadores casuais;

  • História de idols e drama social é genérica em algumas partes, mesmo com boas ideias;

  • Requer paciência para aproveitar bem todos os sistemas — não é “o jogo casual da semana”, mas um RPG com ambição.

🔜 Veredito preliminar — e aviso de análise completa vindo

Para alguém como eu, que adora ver ideias malucas virarem jogo, UltraGirl Alters é um sopro de ousadia — uma mistura de anime, estratégia, drama e desastre corporativo digital. Ele não entrega perfeição, mas entrega algo que poucos ousam: um híbrido arriscado, com charme e ambição.

Se você estiver disposto a encarar a bagunça criativa com paciência, pode se divertir bastante — especialmente se curte SRPGs com pitadas de visual novel e enredos sobre fama, mídia e redes. Se estiver esperando polimento AAA ou coerência absoluta, talvez sofra um pouco nas primeiras horas.

E para os curiosos, os cautelosos e os fãs de ideias loucas: fiquem de olho. Em breve trarei uma análise completa com detalhamento profundo de combate, história, sistemas e falhas — sem filtro arcano.

Até lá, mantenham a mana alta, o teclado limpo… e que o algoritmo da INFI-X não roube seus dados.

André Ernesto "Kazin Mage" Frias

Kazin Mage é o arquimago das palavras do GameHall — um cronista ancestral dos mundos de fantasia, mestre dos RPGs e guardião dos segredos dos pixels encantados. Com sua pena rúnica, escreve análises místicas que misturam sabedoria, nostalgia e encantamentos de pura paixão gamer.
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